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Estivemos em Mogofores-Anadia à conversa com José Cid. De tudo se falou um pouco e, como já vem sendo hábito, sem filtros e sem preconceitos. Se a sua carreira é conhecida, reconhecida e imensa, não menos surpreendente é a energia com que nos fala do que ainda está por fazer. 2015 começa com o lançamento de "Menino Prodígio", um álbum com cheiro a rock mas que tem também algumas baladas. A passagem de ano será em Lisboa, na Praça do Comércio, e para além do novo álbum, 2015 será um ano que privilegiará alguns espaços mais intimistas com concertos que apostam no formato "voz e piano".
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Embora ainda muito jovem, José Afonso Sousa privou já com grandes nomes da percussão no seu percurso formativo. Falamos de nomes como Bart Quartier, David Friedman, Jean-François Lézé, Emmanuel Séjourné, Casey Cangelosi, Pius Cheung, Eriko Daimo, Liu Heng, Peter Vulperhorst, Bruno Costa, Mário Teixeira e Jeffery Davis. Atualmente é reforço do Naipe de Percussão da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Em 2011 participou no V Paços Premium onde ganhou Menção Honrosa. Em 2013 participou no II Estágio Nacional de Orquestra Sinfónica de Jovens. E já no presente ano, ganhou o 1º prémio no concurso "Italy Percussion Competition" na categoria A, nos timbales, organizado pela "Percussive Arts Society".
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José Eduardo Gomes partilhou com o XpressingMusic várias passagens do seu percurso formativo enquanto clarinetista e enquanto maestro. Muito recentemente foi maestro assistente do conceituado Peter Eötvös na Casa da Música. Diz que convive muito bem com a dualidade, clarinetista/maestro. Considera que as duas facetas se apoiam mutuamente. "O clarinetista ajudou muito o maestro, pois o facto de ter tocado muito em orquestra ajuda-me a perceber melhor qual a dinâmica de um ensaio, de um concerto, por já ter vivido isso enquanto clarinetista. O passo seguinte é aplicar toda essa experiência enquanto maestro, um desafio constante sempre em evolução. O maestro também ajuda muito o clarinetista, por exemplo na forma de olhar para uma partitura, na sua análise, na interpretação de cada obra, no seu caráter, fraseado, etc. Não penso nesse momento da minha vida em que poderei ter de optar por alguma das facetas".
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O nosso entrevistado recebeu em 2015 a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, pela Região Autónoma dos Açores. Foi precisamente nesta Região Autónoma que iniciou os seus estudos musicais. Frequentou o Conservatório Regional de Angra do Heroísmo e, posteriormente, o Conservatório Regional de Ponta Delgada. Rumou depois até ao Porto com o objetivo de estudar com Oliveira Lopes. A este respeito disse-nos que «O trabalho com este professor foi extraordinariamente importante e os conselhos e ensinamentos a nível interpretativo ainda hoje me soam nos ouvidos e procuro pô-los em prática e também transmiti-los aos meus alunos. A minha ligação com o professor Oliveira Lopes manteve-se para além do curso e muitas vezes trocámos ideias e lhe pedi conselhos».
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O livro "Investigações Filosóficas sobre Linguagem, Música e Educação: O que é isso que chamam de música?" esteve no centro da nossa entrevista com José Estevão Moreira. No entanto, não passámos ao lado de assuntos como o ponto da situação atual da música e da educação musical no Brasil. Licenciado em Música pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Educação Musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o nosso entrevistado abordou também as linhas metodológicas mais defendidas nas Universidades Brasileiras. José Estevão foi ainda representante estadual da Associação Brasileira de Educação Musical – ABEM e por isso desafiámo-lo a eleger duas ou três situações urgentes para resolver no âmbito da Educação Musical Brasileira. No dia-a-dia descobre talentos no Colégio Santo Inácio.
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José Luís González Uriol respondeu a algumas perguntas do Portal do Conhecimento Musical. Na altura em que estas questões foram elaboradas, estávamos nas vésperas do Simpósio Internacional “O Órgão Histórico em Portugal”. Foi nesse âmbito que o nosso entrevistado apresentou o CD “José Luis González Uriol in Lisbon”. O CD é um lançamento conjunto da Arkhé Music e da Artway Records que se reveste de especial valor tendo em conta que estas gravações realizadas em 1994 já eram tidas como perdidas. Foi o feliz reencontro com os registos realizados naquele tempo ao lado do Professor Santiago Kastner e do grande amigo Joaquim Simões da Hora. «Tenho de confessar que, quando o meu querido aluno João Vaz, com alegria, me deu a notícia da descoberta da obra do mestre que tínhamos como perdida, as lágrimas apoderaram-se dos meus olhos e o meu coração acelerou».
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Numa entrevista repleta de conteúdo, José Menezes disse-nos que: «A expansão geométrica a que a quantidade e qualidade dos músicos de Jazz nacionais cresceu nos últimos 20 anos, não foi, de todo, acompanhada pela estruturação de um sistema à sua volta». Daqui a 20 anos gostaria «Que a definição de "serviço público" passe pela criação de uma orquestra Big Band de Jazz na RTP/RDP, de caráter permanente a exemplo do que se passa em Inglaterra (BBC Radio Big Band) ou na Alemanha (WDR Big Band). Que, nessa altura, já estejam solidamente consolidadas estruturas profissionais de apoio e proteção aos músicos de Jazz, já que as especificidades e intermitência do seu trabalho coloca problemas e necessidades que lhes são específicos».
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José Pedro Magalhães é investigador pós-doutoral na Universidade de Oxford e vem ao XpressingMusic partilhar um pouco da sua vida enquanto investigador e cocriador do Chordify.
O Chordify é um serviço gratuito de música que se encontra online e foi feito por e para os entusiastas da música. Esta plataforma online transforma a música do YouTube, do SoundCloud ou de qualquer MP3 em acordes.
José Pedro Magalhães é licenciado pela Universidade do Minho em Engenharia de Sistemas e Informática. Na Holanda, mais precisamente no Departamento de Informática e Ciências da Computação de Utrecht realizou o seu Doutoramento que teve como tema: "Real-Life Datatype Generic Programming".
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A guitarra, a vida e os projetos musicais foram o fio condutor desta entrevista ao guitarrista José Peixoto que atualmente tem como projeto principal o LST-Lisboa String Trio. «É um grupo em que participam o Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e o Carlos Barretto. Editámos agora o 2º CD (Lisboa) sendo que o primeiro, Matéria, ganhou o prémio Carlos Paredes de 2015». O nosso entrevistado integra ainda o Quinteto Lisboa e para trás ficaram outros projetos, como por exemplo os Madredeus. «Os projetos têm o seu tempo de vida, os seus ciclos. Dos que integrei e nos quais tive um papel fundador, é difícil apontar preferidos. Porque todos o foram nas alturas em que aconteceram. A sua longevidade depende também muito do investimento que fazemos neles e da teimosia, se for a ocaso, com que os levamos para a frente. E, claro, de estímulos e motivações. Não tenho sentimentos nostálgicos relativamente a projetos passados».
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"Embora seja triste ver como os artistas em geral são tratados no nosso país, sinto-me um felizardo em fazer o que gosto, a solo e em agrupamentos tão conceituados como o Remix Ensemble e agora com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música". É assim que nos responde José Pereira quando o questionamos relativamente ao período de trabalho intenso que atravessa. Disse-nos ainda que após um 2014 bem atarefado, gostaria agora de gravar o seu primeiro disco. Reconhece que no seu estudo diário ainda ecoam as vozes dos professores Armando Gonzalez e Aníbal Lima. "Acima de tudo, ambos cativaram em mim o respeito pela música, o gosto pelo estudo, e a vontade de ser melhor cada dia".
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O músico José Valente partilha com os leitores do XpressingMusic o seu percurso formativo e artístico. Sem rodeios, o nosso entrevistado fala-nos da sua visão sobre a forma como a cultura é encarada em Portugal. Numa entrevista onde a frontalidade sobressai, exaltam-se aqueles que protagonizam o que de melhor se faz na música e lançam-se alertas para o que de mais negativo tem contaminado a plena vivência da música e das artes em geral. José Valente recusa-se a catalogar os géneros musicais em que se move deixando isso a cargo dos profissionais que a colocam à disposição do público.
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De visita a Portugal, Jost Nickel trouxe um discurso de bateria muito sólido que se fundamenta numa sonoridade muito bem conseguida. Tendo como pano de fundo o Festival de Percussão e Bateria de Lavra, tivemos uma conversa com este baterista reconhecido mundialmente como o "homem Groove". Para além das clínicas que protagoniza por todo o mundo, Jost Nickel toca ainda com o guitarrista Barry Finnerty e com a banda alemã Jan Delay. Recentemente lançou o livro "Jost Nickel's Groove Book": "Este livro foi feito para que nos possamos divertir enquanto trabalhamos com ele, já que há muitos livros com os quais não há diversão enquanto os trabalhamos, pois apenas nos dizem o que temos que fazer, sem nos deixar perceber porquê. Pode ser divertido trabalhar com este livro e eu tento trazer o aluno para uma situação em que ele pode criar os seus próprios padrões e grooves".
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Juan Antonio Ferrer Cerveró nasceu em Monserrat (Valência). Iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Instructiva Musical desta localidade tendo estudado posteriormente no Conservatório Superior de Música de Valência com os professores Luis Sanjaime e José Cerveró. Foi neste conservatório superior que obteve o título de professor de clarinete com as mais altas classificações. Juan Ferrer é membro dos grupos de câmara Versus, Siglo XXI e do Quinteto de Solistas da OSG com os quais realiza vários concertos. Como docente, trabalha habitualmente com a Orquestra Sinfonica Joven de Galicia e com a Orquestra Joven Sinfonica de Euskadi. O nosso entrevistado leciona também cursos de aperfeiçoamento por toda a Galiza, Aragão, Valência, Canárias, entre outros locais. Juan Ferrer já realizou digressões por toda a Espanha, Itália, Portugal, Alemanha, Áustria e América do Sul.
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Recebeu a equipa do XpressingMusic em sua casa em Lisboa para uma conversa onde pudemos falar da sua carreira e dos seus projetos mais recentes. A paixão pelo cavaquinho extravasou os discos e os espetáculos e levou-o a empreender um projeto que enobrece, não só este cordofone, como um país por onde prolifera a prática e a construção do mesmo. Portugal surge no mapa dos construtores e agora, de forma organizada e sistematizada, defende-se a história e todo o universo inerente ao cavaquinho através da Associação Museu Cavaquinho, uma ideia que não para de crescer e que, cada vez mais, reúne numa só comunidade, construtores, tocadores, académicos e instituições, todos envoltos numa alegria contagiante que tem como grande impulsionador um homem: Júlio Pereira.
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Júlio Resende defende «A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho». Relativamente às suas influências musicais diz-nos que conhece bem a história da música e dos géneros musicais que lhe são próximos, tendo para o músico, todos eles um peso idêntico: «(...) não consigo prescindir ou selecionar um só». Em Portugal, o nome de Júlio Resende surge com maior relevo para o público com o trabalho "Fado & Further": «É um disco ao vivo, que pretende dar ao ouvinte uma relação renovada com o repertório que pensou já estar esgotado. A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho».
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Combinámos encontrarmo-nos perto da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais em Lisboa. Assim foi e, não muito longe dali entrámos no espaço onde Khalid Fekhari transforma madeiras em sonoridades, umas mais orientais e outras mais ocidentais. Khalid Fekhari, à medida que connosco conversava, acariciava cada um dos seus instrumentos como de seres vivos se tratassem. A paixão pelo alaúde já vem de muito longe mas só nos últimos 5 anos se dedicou de forma mais séria ao seu estudo e à sua construção. Não constrói instrumentos pelo ímpeto comercial, mas pelo desafio que a construção que cada um deles desperta em si enquanto homem que só aceita projetos que o ajudem a crescer e que contenham uma evidente componente de aprendizagem.
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Os Lâmpada Mágica nasceram no início deste ano e mostram uma enorme vontade de fazer música e espalhá-la pelo mundo. Não se comprometem com nenhum género específico mas dizem que o jazz, o funk e a world music estão bem presentes na música que nos trazem. Com elementos dotados de formação musical sólida, este projeto assume as dificuldades inerentes à promoção e divulgação do projeto como meros desafios que facilmente se ultrapassam com a enorme vontade que têm de partilhar música. São portanto um projeto do tempo que se vive, perfeitamente enquadrado e adaptado às contingências da globalização. «É factual que nos encontramos perante a era da globalização, logo a quantidade e variedade de coisas no mercado é enorme. Seria também fácil dizer que nos encontramos num período controverso da música portuguesa devido aos cortes na cultura, devido à falta de formação musical e auditiva que de uma forma geral sempre existiu em Portugal, contudo, cabe aos músicos de agora lutarem por uma alteração da maré e trazerem a mudança plantando nova música pelo país fora».
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Lara Martins fala ao XpressingMusic do seu percurso académico e de uma vida de trabalho dedicada à música. Atualmente interpreta o papel de Carlotta Giudicelli no musical O Fantasma da Ópera no Her Majesty's Theatre em Londres, o que lhe deixa pouco tempo para se dedicar a outros projetos. Rússia, Suíça, França e, obviamente, Portugal são países por onde já espalhou a sua magia. Considera a evolução dos músicos portugueses nos últimos anos extraordinária. Para Lara Martins, o nível de ensino nas escolas superiores, conservatórios e escolas profissionais portuguesas melhorou imenso. No entanto, confessa alguma preocupação perante a incapacidade do estado português para perceber as especificidades do ensino artístico...
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Lars Arens tem um percurso que fala por si. O trombone ganha vida nas suas interpretações. O trombonista marcará presença na primeira edição do “Algarve Brass Forum”. Nesta entrevista falou-nos também do “Trombone Talk” que irá protagonizar neste âmbito. «As linhas principais de um “trombone talk” que vão ser expostas, também dependem muito do perfil dos participantes e das suas perguntas. Conto apresentar o instrumento e as suas caraterísticas, mostrar uma ou outra música que me influenciou e me fascina. E talvez refletir um pouco acerca dos estudos/rotinas que um instrumento como o trombone “pede”». Para Lars Arens, «o caminho de um estilo musical é o resultado de tantos fatores diferentes ..., músicos, escolas, concertos etc., que criam uma dinâmica própria. Tem havido muito crescimento e muita evolução, muito mesmo. O jazz nacional não está parado. Isso importa: Caminhar - não estar parado - é o destino».
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O novo cd tem como título “as (im)prováveis” e será levado ao palco no dia 8 de julho. Laurent Filipe tem um currículo invejável na área da teoria e da composição musical tendo aprofundado os seus estudos nestas áreas na Universidade de Kansas nos Estados Unidos. O músico estudou também composição para cinema na Berklee College of Music e, no que ao seu inseparável trompete diz respeito, estudou com nomes como Roger Stone e Greg Hopkins. Quando ao concerto de apresentação do disco disse-nos: «No dia 8 de julho, pelas nove e meia da noite, eu vou estar no Parque Palmela em Cascais e nesse concerto, para o qual convido todas as pessoas, vão acontecer coisas inesperadas porque as canções vão ser cantadas em cinco línguas, vamos ter uma convidada especial que é a Carmen Souza e o Theo Pascal, que é também um músico excecional».