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Luís Carlos Delgado Peleira, mais conhecido como Nené Peleira, nasceu em Sá da Bandeira, Angola em 1972. Tem formação em guitarra clássica e formação musical mas não só. Também adquiriu formação em áreas como Animação Cultural, Produção e Gestão Cultural e ainda Marketing nas artes do espetáculo. Atualmente assume a direção pedagógica da Escola de Música Musicentro dos Salesianos de Lisboa, cargo que ocupa desde julho de 2013. Nesta entrevista pretendemos conhecer melhor este homem que se divide entre os palcos e as salas de aula.
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Nuno Aroso dirige a classe de percussão da Universidade do Minho. A crítica reconhece-o como um dos mais criativos percussionistas da sua geração. Tocou em estreia absoluta mais de 100 obras, ficando parte delas registadas em duas dezenas de álbuns discográficos. Nomes como Peter Klatzow, Peter Ablinger, Oscar Bianchi, João Pedro Oliveira, Amanda Cole, Kumiko Omura, Luís Antunes Pena, Matthew Burnter e Martin Bauer têm escrito diversas obras para o nosso entrevistado. Após completar o curso de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, Nuno Aroso foi admitido na Escola Superior de Música do Porto. Concluiu a licenciatura em 2001 com 20 valores. Em 2003 prosseguiu estudos de especialização no Conservatoire National de Strasbourg obtendo o "Diplôme de Soliste em Marimba e Vibrafone".
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Nasceu em Torres Vedras e desde cedo demonstrou interesse pela música. Tocou com inúmeros artistas e a solo. No seu portfolio estarão certamente as recordações dos intensos anos 80 em que tocou com Lena D’Agua, Rui Veloso, entre outros nomes da música portuguesa. O Jazz foi sempre uma inspiração, daí ter sido convidado várias vezes por Luís Villas-Boas para tocar nos Festivais de Jazz de Cascais, Estoril e Lisboa. Outra paixão que tem para além da música é a fotografia. Pensamos não estar longe da verdade quando dizemos que ao observarmos alguns dos seus trabalhos fotográficos, nos vem à cabeça o som do seu saxofone como música de fundo… e a sugestão contrária também é algo que se apodera de nós como se vislumbrássemos imagens e cenários quando escutamos o brilhantismo que nos consegue transmitir em notas longas carregadas de emoções, de sentimentos…
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Numa conversa que durou aproximadamente uma hora, Nuno Côrte-Real partilhou aspetos da sua vida, carreira e obra que certamente deixarão os nossos leitores mais ricos. 7 Dances to the death of the harpist na Kleine Zaal do Concertgebouw em Amsterdam, Pequenas músicas de mar na Purcel Room em Londres, Concerto Vedras na St. Peter's Episcopal Church em Nova York, Novíssimo Cancioneiro no Siglufirdi Festival em Reikiavik, e Andarilhos - música de bailado na Casa da Música no Porto são apenas algumas das suas estreias mais marcantes. No mês em que estreará mais uma das suas obras no Festival de Música da Póvoa de Varzim, esta entrevista é também um presente para todos aqueles que ambicionam saber um pouco mais sobre este artista português respeitado e admirado pelos seus pares em Portugal e no estrangeiro.
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O compositor Nuno Costa concedeu-nos a oportunidade de sabermos um pouco mais sobre a sua vida e sobre a sua carreira. Do despertar para a música, passando pela sua experiência nos Salesianos de Poiares, no Conservatório do Porto, e na ESMAE, e culminando nos tempos atuais repletos de sucessos e conquistas, o nosso entrevistado teceu também algumas considerações sobre a música no contexto cultural português. «Não penso que a música seja um parente pobre. Penso, antes, que a cultura é uma espécie de parente esquecido da sociedade portuguesa porque de pobre a nossa cultura pouco tem. Tem, antes, o fado de viver uma descontinuidade na sua execução... Há um sem número de razões para que isso seja assim mas, se não for primeiro, o Tempo dará, à nossa Sociedade, a oportunidade de se encontrar com aquilo que a poderá tornar, indubitavelmente, única».
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Nuno Dario recebeu recentemente dois prémios nos Global Music Awards e já não é a primeira vez que vê o seu trabalho ser reconhecido internacionalmente. Não sobrevaloriza uns trabalhos em detrimento de outros. A este respeito destacou: «Para mim os principais trabalhos têm sido aqueles em que, numa excelente colaboração com os realizadores pude desenvolver novas ideias, abordagens e explorar novas possibilidades de ajudar a contar histórias com a minha música. Houve trabalhos e experiências muito gratificantes, como a série web “Out of Order" ou a curta “Rose”. Mas penso que o filme-documentário “Earth is Home” e, no campo da multimédia, o trabalho para a cerimónia de abertura do festival “Fenacult II” em Luanda, num grande estádio, foram bastante importantes pela inteligência criativa das equipas de produção».
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Nesta entrevista, nem só de música se falou. Nuno da Camara Pereira assume-se como um homem de causas. Para além das canções, ainda dirige uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) dedicada às Crianças em Carnide, e o Sindicato Nacional dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitetos. O nosso convidado é também técnico superior do Ministério de Agricultura. Levou a sua voz pelo mundo encarando a disseminação do fado como uma missão. A este respeito disse-nos: “Fui educado na promoção dos valores históricos e culturais portugueses, os mais simples e de forma própria, digna e respeitosa”. Quanto à imagem pública que de si nos é trazida muitas vezes pela comunicação social, assume que tem sido penalizada: “o Jornalismo em Portugal infelizmente está pejado de gente mesquinha e invejosa que, salvo algumas exceções, não informa devidamente e a verdade sonega-a constantemente”.
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Nuno Inácio: «Portugal continua a ser um país que não fomenta a cultura artística na formação das crianças. É um problema de base. É um problema governamental de falta de planeamento de uma cultura de criatividade artística que fizesse parte da formação escolar desde a pré-primária. Esta lacuna tem uma repercussão no comportamento dos públicos e na falta de interesse pela música clássica e pela boa música no geral. Quando se trata de algo desconhecido ou que nunca se conheceu, é mais difícil de se compreender e de ter uma atitude proactiva e de iniciativa pessoal para aprender uma nova forma de comunicação».
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Nuno Norte recebeu-nos em Aveiro para uma conversa sobre o seu último disco “Sabe a Sal” e sobre o seu percurso musical até aos dias de hoje. Da sua passagem pelo programa da SIC, “Ídolos”, abordando a sua experiência na Filarmónica Gil e culminando no seu último trabalho a solo que será apresentado na Casa da Música no dia 2 de novembro, de tudo se falou um pouco. «Como sempre estive ligado à música, naturalmente iria chegar a algum lado. É óbvio que com a minha participação nos Ídolos, tudo ficou mais fácil, pois o programa deu-me uma projeção a nível nacional. Sendo conhecido a nível nacional, tudo se tornou mais simples».
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Nuno Pinto é detentor de uma carreira de grande prestígio. Muito respeitado pelos seus pares, enquanto solista ou integrado em grupos de câmara e ensembles, esteve presente nas estreias de mais de uma centena de obras de sessenta compositores. A ele são dedicadas obras de Cândido Lima, Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, Ricardo Ribeiro, Telmo Marques, Virgílio Melo e Miguel Azguime. Nuno Pinto foi solista com a Orquestra Clássica do Porto, Orquestra do Norte, OrchestrUtopica, Solistas do Porto, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra de Câmara Musicare, Orquestra Artave e European Medical Students Orchestra. O nosso entrevistado colaborou ainda com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Nacional do Porto.
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Nuno Santos Silva nasceu a 30 de novembro de 1980 na cidade do Porto e, apesar de ter optado por uma carreira profissional que não passa pela música, diz-nos que "mais do que um hobby, a música é uma paixão".
Atualmente é Solista e Chefe de Naipe efetivo na Banda Marcial da Foz do Douro - Filarmónica do Porto e trompetista na Banda Fórum. No âmbito do jazz e da música ligeira toca ainda com a OLVS Big Band - orquestra ligeira Vale do Sousa, na Invicta Big Band, na Orquestra de Jazz de Matosinhos Júnior e na Orquestra de Jazz Valentim de Carvalho. Fundou os seus 3 projectos musicais bastante ecléticos, nomeadamente o NUDIA DUO, o FADO DIFERENTE e o NUNO SANTOS SILVA – LIVE ACT.
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Natural de Âncora, concelho de Caminha, Olga Amaro iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música Fernandes Fão em Vila Praia de Âncora em 1994, com Eugénia Moura. Olga Amaro foi aluna de Helena Sá e Costa, Constantin Sandu e Nina Schumann. A nossa entrevistada classifica-se como uma pianista com um amor incondicional pela música. Olga Amaro considera que através da música se consegue alcançar o que de melhor há nas pessoas. Entre 2004 e 2008 foi professora-assistente do Departamento de Piano da Universidade de Stellenbosch.
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«As várias vertentes da minha carreira são valências transversais que se complementam e interagem umas com as outras, ajudando-me a definir como profissional. O desafio é descobrir o nosso papel em cada uma destas vertentes, e tentar encontrar a forma de ser mais eficaz e mais útil em cada uma delas. A orquestra é a vertente mais difícil, não escolhemos a música que tocamos e a maior parte das escolhas interpretativas são feitas pelos diferentes maestros. Apesar de tudo isto, é na orquestra que encontro o maior prazer. Como músico, sinto-me um privilegiado por fazer parte de uma orquestra e poder tocar todo o grande reportório, desde as sinfonias de Beethoven às sinfonias de Brahms e Mahler. Gerir uma agenda com todas estas vertentes não é tarefa fácil, no entanto, faço cada uma delas com enorme prazer e paixão o que torna tudo bastante mais fácil».
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Em fevereiro, quando iniciámos a preparação desta entrevista, o Opus Quatro completava três anos de vida. Não elegem momentos marcantes específicos preferindo dizer que «Cada concerto, cada mudança de vida ou de cidade é sempre um marco! Só o facto de estarmos unidos neste começo de carreira (3 anos) já quer dizer algo. Obviamente que há momentos que vivemos que se tornam únicos e que servem de começo para uma nova fase. Sentimos – de momento, essa nova fase». Gravar um disco não é um objetivo para o curto prazo mas têm outros projetos: «Há dois que não podem ser já revelados mas prometemos serem algo bem diferente! Também estamos a preparar um videoclipe que terá um cenário muito diferente do habitual e do esperado – quando pensamos num quarteto de cordas clássico».
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O XpressingMusic orgulha-se de apresentar aos seus leitores Os Azeitonas, uma das bandas nacionais mais solicitadas para concertos ao vivo. Espetáculos nas maiores Semanas Académicas do País e a presença em alguns dos maiores festivais como Rock In Rio, Marés Vivas, Crato, etc. mostram bem o alcance e a popularidade atingida pela música desta banda portuguesa. Em 2011 lançaram o 3º álbum com um DVD que mostra a química transmitida em palco por este fenómeno da música portuguesa. Vamos tentar conhecer um pouco melhor este original projeto recentemente nomeado para Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards...
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Na entrevista de hoje, o XpressingMusic foi ao encontro do guitarrista Paulo Bastos. Este, iniciou a sua atividade musical com apenas 9 anos, principiando o estudo da guitarra aos 10, passando nos anos seguintes pelos conservatórios de Coimbra e de Aveiro, tendo sido neste último que terminaria o 8º grau de guitarra clássica, bem como o curso complementar de música. Mas, nem só estes conservatórios estiveram na base daquilo que nos é apresentado hoje por este guitarrista. O seu projeto mais recente chama-se "Faces da Guitarra".
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Paulo Bernardino é o exemplo vivo de que o empreendedorismo na música pode constituir-se como pedra basilar na construção de projetos de sucesso. Exemplo disso é o Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra. Sobre este e outros projetos, iremos falar durante os próximos minutos na tentativa de conhecer melhor esta figura incontornável da cultura musical de Coimbra e não só, pois a sua carreira enquanto músico, maestro, organista, investigador, compositor e docente ocorre em várias frentes e em diversos pontos do nosso país.
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Paulo Carrilho é o autor de uma obra que se reveste de particular importância pois a mesma veio «colmatar a escassez de conteúdos literários, em português, sobre a história do teatro musical anglo-saxónico». Mas esta entrevista não se limita a falar desta obra sobre o Teatro Musical. Falámos dos trabalhos que tem vindo a desenvolver e dos seus percursos: académico e performativo. Ao lecionar a disciplina de “História do Teatro Musical” teve mesmo de aprofundar os seus conhecimentos sobre a história dos musicais anglo-saxónicos. «Apercebi-me desde logo que era muito escassa a literatura sobre o tema na nossa língua, o que me obrigou a socorrer de literatura estrangeira. No início não me passaria pela cabeça editar qualquer livro sobre este assunto, mas com o passar do tempo apercebi-me que seria importante publicar os apontamentos que fui escrevendo para auxiliar os alunos no estudo da disciplina (e também para meu próprio usufruto), a fim de colmatar a escassez de conteúdos literários, em português, sobre a história do teatro musical americano e britânico».
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Paulo Flores falou ao XpressingMusic do novo trabalho “Bolo de Aniversário” que será apresentado no dia 15 de junho no Casino Estoril. Falou-nos ainda sobre outras datas e locais por onde passará a festa deste disco. «(...) o lançamento em Luanda também no final do mês, depois Benguela, depois temos Nova Iorque, Luxemburgo, Lichtenstein, o festival de Sines em que este ano irei participar e mais alguns que não sei bem onde nem datas, mas o bolo de aniversário vai ser fatiado em várias línguas e localizações». Sobre o Semba disse-nos: «Já o senti (...) como uma missão. Em 94, quando comecei essa incursão pelo Semba, foi por achar que se estava a perder o género, que não estava a ser transmitido dos mais velhos para os mais novos. Hoje acho que já conseguimos que muitos jovens se interessem e toquem também o Semba, então acaba por não ser tanto uma missão hoje em dia, mas sem dúvida um enorme prazer que me dá, expressar nos meus Sembas o que somos e sentimos».
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Entrevistámos o violoncelista Paulo Gaio Lima que nos falou de tudo um pouco. O nosso entrevistado estudou no Conservatório do Porto e no Conservatório Superior de Música de Paris, com Maurice Gendron. Paulo Gaio Lima passou já por Bruxelas, Huddersfield, Marais, Uzés, Torino, Trento, Nantes, Espanha, EUA, Macau, Brasil acompanhado pelas orquestras de Moscovo, Szeged, Xangai, Porto Alegre, Hannover, Monterrey, entre outras. O violoncelista exerce também uma intensa atividade pedagógica da qual também falamos nesta entrevista. Segundo este, "o ensino da música em Portugal cresceu de um modo espetacular nos últimos 25 anos! É um orgulho para mim sentir que participei nessa mudança, que preparo jovens colegas para essa imensa responsabilidade que é tocar e ensinar, que os resultados estão à vista...".