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Numa entrevista onde passámos pela história dos Danças Ocultas e pelos contornos da sua carreira atual, tivemos ainda o prazer de melhor entender a génese das criações deste grupo que deixa preciosas dicas aos que agora iniciam os seus projetos e aprendizagens musicais. "Uma ilação que podemos tirar da nossa carreira artística é que vale bem a pena investir em projetos artísticos diferenciados, únicos e não em cópias de modelos de sucesso e popularidade. A afirmação artística pode custar e demorar mas, se houver paciência, a consagração e o reconhecimento virão!"
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Em vésperas do espetáculo do dia 4 de junho no Cineteatro Alba em Albergaria-a-Velha, o projeto de Alex D'Alva Teixeira e Ben Monteiro concedeu uma entrevista ao Portal do Conhecimento Musical. Género: "(...) insistimos sempre na Pop, apenas porque nos permite a flexibilidade necessária para ir beber a qualquer outro género, mas na sua génese as canções que fazemos são Pop". Palco ou Estúdio? "O estúdio é onde fazemos o trabalho de casa, o palco é onde entregamos o que é nosso ao público". Internacionalização? "Na nossa mente gostávamos de conseguir tornar D'Alva mais "universal" como por exemplo os Buraka Som Sistema, mas não é claro ainda como o vamos fazer. Mas sabemos que não queremos abandonar o português e isso tem as suas condicionantes". Novidades? "Vamos estrear em breve, em algumas datas, um formato diferente que apelidados de "D'Alva Redux +" em que somos apenas 4 em palco (...)".
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Dan Costa falou-nos do disco que vem aí e que tem como título “Suíte Três Rios”. O nosso entrevistado reflete naturalmente uma imensidão de influências que em si surgem como algo muito natural. Contactou e contacta de perto com alguns dos grandes nomes da música em geral e do jazz em particular, mas nem toda a música o impressiona. «Talvez seja pela minha própria natureza mista que tenha sempre a necessidade de arranjar meios para me enriquecer culturalmente e por consequência tentar contribuir, dando aquilo que recebo. Embora seja um grande prazer trabalhar com diversos músicos, não posso dizer que esteja aberto a qualquer abordagem musical. Toca-me a música que comunica grande sensibilidade, que reflete uma vivência, espelhando-a da forma mais transparente e sincera possível».
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De passagem pelo Porto para receber o Prémio Joaquim Simões da Hora no âmbito do Festival Internacional In Spiritum, Daniel Bondaczuk presenteou-nos com uma conversa na qual pudemos descobrir um pouco mais sobre a vida deste jovem músico e compositor. Momentos antes de receber o prémio na Câmara Municipal do Porto houve ainda tempo para subirmos ao primeiro andar do "Metro da Trindade – Snack-Bar". Atualmente encontra-se nos Estados Unidos a realizar o seu mestrado em composição na Middle Tennessee State University. Pianista e organista, foi durante nove anos, músico na Catedral Anglicana de São Paulo. Embora muito jovem, tem uma carreira repleta de trabalhos tanto como músico, como compositor e arranjador, tendo oportunidade de trabalhar direta e indiretamente na produção de mais de cinquenta discos de música brasileira. Recentemente o disco "Reencontro" de Cauby Peixoto e Angela Maria com direção e arranjos de Daniel Bondaczuk foi premiado em três categorias, incluindo melhor disco, no "25º Prémio da Música Brasileira". Também a sua peça "Gloria" para coral e órgão venceu um concurso de composição nos Estados Unidos.
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"Este contacto com a Dom La Nena surgiu através da nossa produtora nacional que é a Uguru que também agencia a Dom La Nena em Portugal (...) Nós ouvimos e estranhámos um pouco no início aquele tipo de abordagem. Mas encontrámos logo ali algumas coisas em comum, como por exemplo alguma utilização do minimalismo e de alguma ingenuidade até. Fomos, lenta e gradualmente, percebendo que realmente estava ali uma solução interessante porque de certa forma complementa a nossa proposta musical. Entretanto fizemos uma Tour no final de 2013 e, dessas progressões em palco, resultou esta vontade de registar este material (...)". Artur Fernandes, Danças Ocultas
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«Sou claramente defensor de uma perspetiva em que os professores do ensino básico e secundário têm uma fortíssima influência sobre o modo como os alunos encaram a aprendizagem musical e que só com paixão e dedicação, além de toda a competência técnica necessária, se atingem os objetivos. Eu tive isso e tento sempre passar essa ideia aos alunos com que me tenho cruzado».
«Tenho uma certa impressão de que referências assim, um certo tipo de perfil, uma mais elevada capacidade de reflexão e conhecimento começam a escassear no ensino superior de música em Portugal, e isso não é bom. Não por falta de gente capaz, felizmente, mas por outras razões. A academia está muito deteriorada pelas condições de acesso à carreira, pela estabilidade e condições de trabalho que se oferece aos professores, e pela massificação da procura sem uma serena consolidação da oferta».
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“Ainda Temos Tempo” é o primeiro single a sair do disco “Fazer-me à Sorte”. Com este single David Pessoa pretende contrariar a tendência atual de se andar sempre a correr atrás do tempo. «Andamos sempre a viver um tempo à frente do atual, ou preocupados com o que temos que fazer num futuro próximo. É um apelo para que se viva mais intensamente o momento presente e menos o futuro e para que se sintam mais as coisas simples da vida». Nesta entrevista houve ainda tempo para falar dos tempos vividos pela música atualmente. «Em termos de qualidade e talento sinto sinceramente que vivemos um período bastante fértil e de muito boa saúde. Relativamente à cultura não sei se ela acompanha todo esse talento e penso que não esteja nos melhores dias. É lamentável que dada a conjuntura atual a primeira coisa a ser prejudicada seja a cultura».
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Dejan Ivanović esteve na origem e na direção do Festival Internacional de Guitarra Clássica “Guitarmania” em Lisboa (Portugal) até 2010. A este propósito refere: «Eu lamentava o facto de uma capital europeia como Lisboa não estar no mapa internacional guitarrístico, por outro lado, a criação do Guitarmania permitiu a apresentação de grandes nomes internacionais da guitarra provenientes de escolas totalmente distintas e que demonstraram a sua credibilidade que contribuiu para que os seus guitarristas alcançassem uma carreira internacional. A ideia era abrir horizontes, aprender na variedade e demonstrar aos nossos jovens alunos que sempre existem várias possibilidades e múltiplas escolhas para fazer». Atualmente é professor de guitarra na Universidade de Évora e mantém uma carreira internacional como performer.
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Desidério Lázaro não se sente muito atraído pelo trabalho em contexto de orquestra pois, como nos disse, não gosta de estar sentado. Neste âmbito revelou: «sinto-me mais como um improvisador do que como um músico de ensemble. No entanto tive o privilégio de tocar em boas orquestras. Para além das orquestras das escolas por onde passei, também toquei com a orquestra do Hot, Reunion, um par de temas com a de Matosinhos, e mais uma ou outra». Quanto às masterclasses e outras formações com reputados nomes da música, revela-nos que muitas não têm o interesse esperado. «Na maior parte das vezes os músicos estão cansados, vieram de viagem, e acabam por falar muito do lado pessoal da carreira. É importantíssimo, claro, mas depois de ver 10 ou 15 iguais começa a perder a piada. (...) Continuo a achar que a música, esse universo místico e curioso, comporta uma viagem exclusivamente individual e individualista e, como tal, resulta da audição de discos, concertos e do que daí foi retirado pelo indivíduo. Tudo o resto são teorias».
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Os Dead Combo vão estar no próximo dia 6 de novembro no CCB para apresentarem um espetáculo único. Aproveitámos a oportunidade para fazer algumas perguntas a este projeto português que diz fazer música com Lisboa lá dentro. Entre muitas outras coisas, disseram-nos que a música portuguesa não é respeitada lá fora até porque esta não existe. «Não existe “música portuguesa” lá fora. Existe o Fado e mais meia dúzia de coisas que as pessoas conhecem. Tem de haver um esforço por parte do governo em exportar a música nacional à semelhança do que é feito em inúmeros países pelo mundo».
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No dia em que Diego Galaz se apresenta num espetáculo único em Coimbra, no Salão Brazil, fazendo-se acompanhar dos portugueses Zé Perdigão e Ricardo Silva, publicamos esta entrevista. Possibilitamos assim aos nossos leitores conhecerem um pouco melhor este músico que, partindo do violino, sobe ao palco com outros instrumentos tão diversos como interessantes. O espetáculo promete divertimento e uma certa informalidade até porque como nos disse: «Tento sempre que os meus concertos sejam divertidos, informais mas com uma proposta musical que se baseia num trabalho sério. Aposto na proximidade com o público e gosto de tocar no meio das pessoas». A proposta para o espetáculo de Coimbra é combinar a música popular espanhola e o fado e Diego encara-o de uma forma muito positiva dizendo: «A oportunidade de tocar com alguns dos melhores músicos de Portugal é uma forma maravilhosa de desfrutar e aprender».
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Diana Botelho Vieira respondeu às perguntas do XpressingMusic. Dos primeiros passos da sua aprendizagem ainda nos Açores, até à carreira que hoje protagoniza entre os palcos e as salas de aula, esta entrevista propõe aos nossos leitores uma viagem em crescendo onde a perseverança e o amor pela música são os alicerces para as conquistas até agora alcançadas. Também os sonhos da pianista foram abordados, tendo um deles um significado muito especial: «há vários anos que tenho um grande sonho, que não é impossível, mas terá de ser realizado a seu tempo: preparar o 2º Concerto para piano e orquestra de Prokofiev. Tenho um amor e um fascínio muito grande por esta obra. Já me tentaram dissuadir com o 3º de Prokofiev, com os de Bartók e até com os de Rachmaninov (todos maravilhosos), mas nada me demove do sonho de uma dia tocar o Segundo de Prokofiev».
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No final de junho entrevistámos o baterista e pedagogo Dom Famularo. Igual a si mesmo transbordou a sua boa disposição e enorme vontade de partilhar nas palavras que se seguem.
“A aprendizagem de um instrumento está relacionada com a habilidade para tocar música! A música é o que é importante. Uma canção é uma história e nós, como músicos, estamos encarregues de contar essa história. Tocar menos é sempre a melhor maneira de contar uma história. Tocar demasiado é tentar trazer a atenção para o baterista. A canção é a mensagem e nós somos apenas o mensageiro. Nós estamos ao serviço da música! Isto é tocar música, é comunicar com as pessoas para inspirá-las. Este é o poder da música!”
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Dewis Caldas é jornalista, músico e dedica-se à produção e realização de documentários. Desde 2006 trabalha na produção de bandas e festivais de música, já tocou em diversos grupos musicais como guitarrista e contrabaixista. Escreve sobre música há oito anos, tendo já publicado artigos em meios de comunicação de quinze estados brasileiros, além de países como Itália e Inglaterra. Há três anos que se dedica aos documentários numa perspetiva etnomusicológica e de pesquisa musical. Dewis já dirigiu 16 filmes, sendo a maioria destes sobre música e músicos tradicionais. Em 2013 fundou, em parceria com a sua esposa, a publicitária e atriz Aline Camargo Caldas, a Maranhas Filmes, empresa brasileira especializada em documentários musicais. Os dois embarcaram nesta aventura do cavaquinho. Aline é a produtora e captadora de áudio da trilogia e Dewis Caldas é o diretor, fotógrafo e roteirista.
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Dom La Nena não compartimenta as suas competências. A compositora, a cantora e a instrumentista convivem num todo artístico. A este respeito disse-nos: «Tenho mais tendência a ver-me como um «todo» do que divida em “facetas”, na verdade. Mas se tivesse que dividir assim, acho que todas estariam no mesmo nível, não há predomínio: elas não existem uma sem a outra. Eu não seria cantora se não me acompanhasse com o violoncelo e se não fosse compositora, por exemplo...» Relativamente aos concertos que vai fazer em Portugal afirmou que tem vindo a apresentaro seu segundo disco, “Soyo”. No entanto o espetáculo também terá canções do “Ela”. «É um show muito intimista, no qual estou sozinha no palco, rodeada de instrumentos: meu violoncelo, minha guitarra, bateria, percussões, ukulelê, teclado, etc. Gosto de construir as músicas ao vivo, da mesma maneira que as construo em estúdio, quando gravo, e para isso utilizo um sistema de gravação ao vivo, com pedais de loops».
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Alex Liberalli encarna a personagem de Dona Carioca num projeto com o mesmo nome. A artista respondeu às perguntas do XpressingMusic e ficámos a conhecer um pouco melhor este projeto que nos chega do norte de Portugal. Apresentaram o seu novo CD ao vivo no “Sé Lá Vie” e no Station Blues. O próximo concerto tem data marcada para 19 de novembro e acontecerá no CRU – Espaço Cultural em Vila Nova de Famalicão. Os primeiros singles já rodam nas rádios regionais e nacionais como é o exemplo da Antena 3. Centram em si próprios todo o processo de produção, e não só, tendo fundado a sua própria editora. Isto porque pretendem assumir o controlo do projeto em todas as suas fases: «Eu, o Budda Guedes e o Nico Guedes resolvemos fundar a Mobydick Records em 2006 justamente por não estarmos de acordo com o mercado da música em Portugal (...)».
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Numa fusão entre o folk e o fado, os Dona Gi, banda portuense que teve início em 2010, apresentam ao XpressingMusic o seu disco de estreia: "Baile das Palavras". É com este projeto de canções originais e autocaracterizado como tipicamente português que deixamos os nossos leitores ao longo das próximas linhas.
Para responder às nossas questões temos connosco José Rodrigues, compositor, músico e produtor dos Dona Gi.
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Miguel Majer, músico, compositor e produtor foi o porta-voz dos Donna Maria nesta entrevista onde ficámos a saber um pouco da história deste projeto musical português. Assumem como um dos pilares da banda a língua portuguesa e a visão portuguesa que têm de Portugal e do mundo. Sobre os possíveis influxos ou ascendências dos Donna Maria dizem-nos: "Não temos influências marcantes. As que eventualmente existam estão bastante diluídas na nossa música. Umas conscientes outras nem tanto. Digamos que são «influências homeopáticas». Talvez por isso não seja fácil «colar» os Donna Maria a qualquer outra banda".
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Entrevistámos o duo Doppio Ensemble que tem sido um dos embaixadores da música dos compositores portugueses por esse mundo fora. A este propósito lamentam o facto de tocarem menos em Portugal do que noutros países: «A chamada "crise" é, bastantes vezes, apontada como a razão principal, mas a verdade é que acreditamos que não há o interesse que deveria haver, da parte de programadores e diretores artísticos, para dar a conhecer o trabalho dos inúmeros jovens portugueses que, tal como nós, realizam mais recitais no estrangeiro do que no seu próprio país. Continuamos, tal com os nossos colegas, a lutar por oportunidades para poder dar a conhecer aquilo que fazemos». Reconhecem, no entanto que têm tido «bastante apoio institucional para realizar os seus recitais no estrangeiro».
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Quando se juntam uma tuba, um trompete e uma bateria, o que se pode esperar? Foi a esta pergunta que quisemos dar resposta em Aveiro, aproveitando a deslocação dos Drumtupete Jazz Demolition a essa cidade no âmbito da segunda edição do Dia do Ritmo. Vieram para romper com conceitos e preconceitos enraizados no mundo do espetáculo e estão dispostos a tudo para fazer a sua música. "Nós vamos tocar quando nos apetecer, às horas que nos apetecer, com as condições que nos apetecer e mais, se não nos deixarem tocar, nós vamos tocar para o meio da rua porque não precisamos de amplificação. Ao contrário de outros projetos onde estamos inseridos por razões profissionais e de necessidade, o que é normal porque somos músicos e dependemos disso, este é daqueles projetos em que nós vamos fazer os possíveis e os impossíveis por nos divertirmos imenso. Queremos dar às pessoas aquilo que de melhor temos, ou seja, a honestidade sonora que temos para deitar cá para fora".