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Foi na Universidade de Aveiro que nos encontrámos com o professor e guitarrista Paulo Vaz de Carvalho. Não gosta da palavra "modelo" mas aceita a palavra "exemplo" quando se refere à sua carreira docente e aos seus alunos. Para o nosso entrevistado há modelos a mais. Para Paulo Vaz de Carvalho o que existe de facto são as pessoas e estas precisam de se exprimir. O professor é somente alguém que as orienta para que posteriormente se venham a exprimir em liberdade. O aumento de alunos e de trabalhos para orientar na Universidade de Aveiro são fatores que o têm afastado dos palcos mas promete retomar mais ativamente a sua carreira enquanto performer a partir de março. Ficou ainda no ar a possibilidade de sermos brindados em 2015 com um disco seu.
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Nasceram em 2009 e são atualmente formados por Fábio Jevelim (teclados/guitarra e voz), Hélio Morais (bateria siamesa e voz), Joaquim Albergaria (bateria siamesa e voz) e Makoto Yagyu (baixo/teclados e voz). Dizem que a principal característica que os distingue de outros projetos reside no processo de composição. "Nesta banda não vamos para uma sala de ensaios compor. Vamos para o estúdio, montamos tudo, há alguém que tem a primeira ideia e a grava e, a partir daí, os outros vão reagindo. Depois temos que aprender a tocar essas músicas na sala de ensaios". Em maio de 2014, os PAUS lançaram o segundo disco, "Clarão", editado digitalmente em todo o mundo e fisicamente em Portugal, Espanha, Irlanda e Reino Unido. A edição em Portugal esteve a cargo da Universal e no resto do mundo da El Segell del Primavera/PIAS.
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Pedro Galhoz não acredita no fim do disco físico e diz que "a prova disso é o regresso do Vinil. Embora muita gente se contente com o virtual, ainda há gente que gosta de mexer, sentir, folhear, etc.., no entanto, acho que o digital é uma boa plataforma de trabalho, pois permite-nos trabalhar a uma escala global". Relativamente ao projeto "Pedro e os Lobos" diz-nos que este "nasce de uma necessidade de continuar a compor música e a escrever". Relativamente ao disco, que sai já no dia 6 de outubro, refere que "UM MUNDO QUASE PERFEITO tem algo de irónico, é a minha forma de olhar o mundo ou pelo menos parte dele".
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Pedro Janela é Compositor, pianista, autor de vários projetos musicais dos quais se destacam "The Casino Royal" e "Grand Hotel". O seu nome está também associado à banda sonora original de filmes como "Quinze Pontos na Alma" de Vicente Alves do Ó e "República" de Jorge Paixão da Costa.
É neste misto de criação e interpretação que fluirá a conversa explanada nas linhas que se seguem.
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Pedro Jóia aceitou o nosso desafio para uma entrevista que passasse em revista a sua carreira desde o início da aprendizagem do instrumento até aos dias de hoje. O som da sua guitarra remete-nos para variadíssimos cenários. A sua forma de estar na vida mostra um músico muito realista, humilde e com uma enorme vontade de se tornar melhor músico e melhor homem a cada dia que passa. É esta forma de ser e de viver que tem feito com que Pedro Jóia tenha corrido o mundo a dignificar a marca “Portugal” levando a outros continentes o seu som inconfundível. Esteve durante quatro anos no Brasil a convite de Ney Matogrosso, trabalhando ainda com nomes como Yamandú Costa e Gilberto Gil. Cá em Portugal toca com nomes como Ricardo Ribeiro e Mariza mas mostra-se triste com a evolução económica e cultural do país. Revelou-nos que em setembro estreará um novo projeto com dois grandes músicos, João Frade (acordeão) e Norto Daiello (baixo).
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Pedro Mestre, em entrevista, diz-nos que, depois do CD Campaniça do Despique, está prestes a lançar o DVD, gravado ao vivo no CBB a 22 de setembro 2015. «(...) Irei investir na apresentação do trabalho em grandes auditórios. Já estou a preparar outro CD a solo. E estou a integrar parcerias com outros músicos, cantores e artistas, tendo como principal preocupação/objetivo, unir e divulgar nomes e rostos, que ao longo de muitos anos, se dedicaram a divulgar o Alentejo, através da música, do cante e das suas tradições». Relativamente aos sonhos que ainda estão por concretizar refere: «Como diz o poema de António Gedeão “o sonho comanda a vida”. Não tenho nenhum sonho em concreto, vou deixar-me levar por aquilo que a vida me oferecer. Mas espero poder continuar a apresentar/divulgar com dignidade, a tradição musical do Alentejo, através do Cante e da Viola Campaniça, transmitir o saber aos mais jovens e a todos aqueles que se interessarem por este legado musical, permitindo que esta tradição perdure no tempo».
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O nosso entrevistado de hoje é Pedro Rego. Natural de Canelas, Estarreja, iniciou os seus estudos musicais aos 12 anos de idade na Banda Bingre Canelense com o Maestro Fernando Raínho. Posteriormente inicia o aprofundamento da aprendizagem do saxofone no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian na classe de Saxofone do Professor Fernando Valente. Enquanto saxofonista, colaborou com várias Bandas Filarmónicas no norte de Portugal. Atualmente é Maestro da Filarmónica de Odemira.
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Aproveitando a visita de Pete Lockett a Portugal, no âmbito do Acifal Dia do Ritmo 2016 em Aveiro, entrevistámos o percussionista que se mostrou ansioso pela chegada do dia em que iria conhecer o público português. Pete viaja pelo mundo partilhando as suas visões e conceções sobre a bateria e a percussão. Não considera necessário adaptar a sua prática pedagógica às diferentes culturas que visita desde que as pessoas estejam com disposição para aprender e desde que a informação seja apresentada de uma forma clara. «Considero mais importante adaptar diferentes estilos de ensino entre os diferentes níveis de aprendizagem. Há que ter uma abordagem completamente diferente com alunos de iniciação do que com os alunos avançados, que estão habituados ao processo de aprendizagem dentro de um ambiente musical».
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O baterista Peter Erskine resume nesta entrevista algumas das condições necessárias para que um baterista desenvolva um trabalho sério. «O meu trabalho é manter o “tempo” no lugar certo e proporcionar uma sensação rítmica ativa para fazer a música "dançar" e para fazer os outros músicos tocar no seu melhor. Penso muito em termos de contraponto (tonal, rítmico, densidade, etc.). A confiança é também importante. Quando os músicos tocam comigo, devem sentir que eu tenho musicalidade e que podem confiar em mim». Quanto ao ensino do instrumento diz-nos que «Nem sempre é necessário para um bom professor continuar a ser um bom performer, mas eu acho que é a condição ideal».
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5 Professores de guitarra de cinco conservatórios de música de norte a sul do país juntaram-se e formaram o projeto 5G5C – Portugal Guitar Quintet. Esta é a forma mais rápida de explicar um projeto que é constituído pelos guitarristas Rui Gama, Paulo Peres, Paulo Amorim, André Madeira e Júlio Guerreiro. Não é fácil conciliar agendas, mas a força da ideia supera quaisquer constrangimentos que possam surgir nesse âmbito. O reportório de compositores portugueses tem sido uma clara aposta dos 5G5C. Neste figuram já obras de Fernando Lapa, Sérgio Azevedo e Paulo Amorim. «De uma forma geral temos tido excelentes críticas relativamente à ideia desta formação original no que diz respeito à junção de cinco professores de cinco conservatórios diferentes de norte a sul. Também a sonoridade conseguida, revelando uma paleta tímbrica rica em cores e, acima de tudo, a boa disposição, dentro e fora do palco têm sido alvo de elogios».
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No dia em que dão início a uma tournée por Portugal, publicamos uma entrevista aos Postcards. A razão de terem tantos admiradores é explicada por eles da seguinte forma: «Muitas pessoas não são realmente fãs do folk, especificamente, mas gostam de nossa música. E eu acho que em lugares como o Reino Unido ou a Europa, as pessoas estão acostumadas com este estilo musical que, por isso, “fala com elas”». Os Postcards são Julia Sabra no ukulele, bandolim, guitarra e voz, Marwan Tohme na guitarra e coros, Pascal Semerdjian na bateria, harmónica e coros e Rany Bechara no baixo, teclas e coros. Trazem na bagagem o EP Lakehouse lançado em 2013 assim como temas do novo What Lies So Still, acabado de lançar. Chegam-nos de Beirute, Líbano e, até agora, fizeram a primeira parte de concertos de vários artistas internacionais como Beirut, The Royal Concept e Wanton Bishops, entre outros.
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Guillermo de Llera aceitou o nosso desafio para uma entrevista sobre a caminhada de 20 anos dos Primitive Reason. Não deixámos de falar também dos seus projetos pessoais. «Há muita coisa ainda por dizer. Não só artisticamente, mas também a nível académico, onde me encontro a acabar o mestrado de Etnomusicologia, o que me está a dar imenso prazer. Muitas das reivindicações que fazemos musicalmente nos Primitive Reason podem também ser feitas na literatura e também na arte. No fundo parece-me que estou sempre a dizer a mesma “coisa” mas em linguagens diferentes». Agora lançam a coletânea “WALK INSIDE: The Singles Collection” editado pela Kaminari Records e distribuído pela Sony Music Portugal. Segundo o nosso entrevistado este trabalho é «um presente; um fechar de ciclo; um toque para algo que virá de novo».
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Carlos “Zíngaro” no violino, João Camões na viola, Ulrich Mitzlaff no violoncelo, Miguel Leiria Pereira no contrabaixo e Pedro Carneiro na marimba formam o Quinteto Nuova Camerata. Cada um deles deixou nesta entrevista a sua opinião relativamente ao projeto que abraçam no âmbito da improvisação musical. “Chant” é o nome do seu álbum e agora venham os concertos para o apresentar ao vivo. Compor em tempo real é o desafio que se lhes tem colocado pela frente. Cada um dos músicos está envolvido em outros diversos projetos como facilmente se aperceberão ao longo da entrevista. Nem sempre as opiniões são unânimes, mas há um fio condutor comum aos cinco elementos do Nuova Camerata: O gosto pela criação musical e, sempre que possível, no momento da própria interpretação.
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A ópera cómica “Os dilemas dietéticos de uma matrioska do meio” tem texto original de Mário João Alves, composição musical de Nuno Côrte-Real, encenação de António Durães e subirá ao palco pelas mãos do Quarteto Contratempus. Falámos com os envolvidos nesta produção que, segundo o quarteto: «será uma experiência enriquecedora para ambas as partes. Até agora, está a ser um grande prazer trabalhar com o primeiro grupo, os Plebeus Avintenses que amavelmente aceitaram este desafio. A inclusão dos grupos de amadores (os que amam) está de acordo com um dos principais objetivos deste projeto e do próprio Quarteto Contratempus e passa pela sensibilização para o que é um espetáculo de ópera, e pela divulgação da música portuguesa contemporânea. Como já foi dito por nós em diversas ocasiões há um estigma muito grande em relação à Ópera, e à música contemporânea e o quarteto também quer ajudar a resolver esse dilema».
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O XpressingMusic foi ao encontro de um projeto não muito comum em Portugal. Falamos do Quarteto de Guitarras Parnaso fundado em 2010 a partir de uma ideia do guitarrista Augusto Pacheco. Este grupo é formado por quatro guitarristas diplomados por Escolas Superiores em Portugal que posteriormente prosseguiram a sua especialização no estrangeiro. Todos estes fatores são prometedores de qualidade. Vamos então conhecer melhor este projeto na entrevista que se segue.
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Fomos aos bastidores de um espetáculo com duas faces. O Quarteto Contratempus, tendo o barítono Job Tomé como convidado, irá apresentar uma primeira parte dedicada à "Semana Profana", de Regina Guimarães e Fernando Lapa e, na segunda parte, apresentará a ópera buffa "A Querela dos Grilos" de Tiago Schwäbl e Fátima Fonte. O encenador António Durães assina um espetáculo onde se pretende levar a ópera ao grande público de forma leve, descontraída e, ao mesmo tempo, envolvente visto que, quem assiste, é convidado a participar. Esta será outra inovação. O público também entra neste espetáculo. A equipa do XpressingMusic foi ao ensaio geral no Teatro Municipal do Campo Alegre no Porto e apresenta aqui um conjunto de conversas com os principais intervenientes.
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Iva Barbosa, João Moreira, José Eduardo Gomes e Ricardo Alves estão de parabéns. Neste mês de novembro, o Quarteto Vintage completa 13 anos. Esta é a entrevista que passa em revista estes 13 anos do Quarteto Vintage, mas que também se debruça sobre o que fazem no presente e os projetos que lançam para o futuro. "Estes 13 anos foram cheios de grandes momentos de partilha pessoal e musical. Fizemos muitas viagens juntos das quais temos recordações incríveis e que vão ficar para sempre na memória. Gravámos 2 cd's, cruzámo-nos e trabalhámos com pessoas excecionais que contribuíram para o crescimento do grupo. São estas experiências em conjunto que nos fazem querer continuar".
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Completam, em 2017, 30 anos de carreira mas para já estão focados na apresentação do novo disco “Todas as Estações”. Os Quinta do Bill fazem parte do imaginário sonoro de uma geração que ainda hoje se revê em temas como “Os Filhos da Nação”, “Voa”, “Menino”, Vai e sê feliz”, “Se te amo” e “No trilho do Sol”. Carlos Moisés respondeu às perguntas do XpressingMusic, falando do novo disco e recordando os momentos mais marcantes destes 29 anos de vida da banda. «O primeiro momento especial foi a vitória, em 1990, no concurso da RTP que possibilitou a gravação do primeiro disco. O segundo, o contrato com a multinacional Polygram em 1994 que permitiu a edição de vários álbuns premiados com prata e ouro e a realização de muitos concertos os quais nos permitiram conhecer pessoas, lugares, culturas. Todos os momentos acabam por ser marcantes determinando de certa forma o rumo a seguir».
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O XpressingMusic foi ao encontro da violetista Raquel Bastos. A nossa convidada tem aparecido em recitais a solo e com vários grupos de câmara em países como Portugal, Reino Unido, Alemanha, África do Sul, Estados Unidos, China e Austrália. Estabeleceu-se na Austrália, integrou a Orquestra Sinfónica de Queensland, e tem vindo a desenvolver a sua carreira em Brisbane, tocando com vários artistas de reconhecido valor incorporando vários grupos de câmara, tais como Southern Cross Soloists, Collusion, The Badinerie Players, os quartetos de cordas Anima e Norablo, entre outros.
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Raquel Lima licenciou-se na classe do Prof. Eduardo Lucena, na ESMAE. Estudou com Renate Greiss-Armin na Saatliche Hochschule für Musik Karlsruhe e Pós Graduou-se com distinção na Royal Academy of Music (Londres) com Clare Southworth e Kate Hill. Raquel Lima também trabalhou Flautim com Patrícia Morris e Traverso com Lisa Beznosiuk. É atualmente doutoranda da Universidade de Aveiro. Foi Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e é detentora de vários prémios em concursos nacionais e internacionais. Em 2009 a Câmara do Porto lançou um documentário sobre a sua formação enquanto Flautista, no âmbito do projeto "Porto de Futuro".