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Ricardo de Sá fala-nos, nesta entrevista, da sua paixão pela representação e pela música. "Morangos com Açúcar 7 e 8", "Doce Tentação", e "Mundo ao Contrário" foram telenovelas que o tornaram conhecido do grande público. O cinema é outra área em que se movimenta mas a música é também algo de que depende para respirar. Assim, estreou-se ao vivo em oito concertos esgotados nos Coliseus de Lisboa e Porto com o elenco de "Morangos com Açúcar – Vive o teu talento" e participou ainda no programa televisivo "A Tua Cara Não Me É Estranha". Agora traz-nos "Histórias" que proporciona uma viagem musical pelo mundo de Ricardo Sá. É portanto, um disco autobiográfico que descreve capítulos marcantes da sua vida pessoal.
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Raquel Queirós iniciou os seus estudos musicais muito nova, em 1982, e desde aí nunca mais parou. Da sua formação fizeram parte instituições como a Academia de Música de Viana do Castelo, a Escola Profissional e Artística do Vale do Ave, mais conhecida como ARTAVE, a École Supérieure de Musique de Sion na Suíça e a Royal Academy of Music, em Londres. São também vários os prémios e distinções conquistadas. Nesta entrevista ficaremos a saber um pouco mais sobre a vida de Raquel Queirós e sobre o seu pensamento relativamente ao ensino da música em Portugal, bem como relativamente às oportunidades existentes no nosso país para absorver os inúmeros talentos que estão a aparecer oriundos de uma geração corajosa, motivada e persistente que tem apostado na formação como base para uma carreira sólida.
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Acabado de chegar da Sérvia, Ricardo Parreira falou-nos da sua carreira, da sua aprendizagem com o seu pai e da recente participação na 17ª edição do Guitar Art Festival em Belgrado. «Participar no Guitar Art Festival foi uma ótima experiência. Este festival já existe há 17 anos e é muito conceituado no meio. Já por lá passaram grandes instrumentistas. Para além da preocupação com a qualidade dos concertos existe também uma preocupação pedagógica, quer pelo concurso entre alunos de guitarra de todo o mundo, quer pela realização de masterclasses e workshops que também tive o prazer de realizar. Apesar de ser um festival dedicado à guitarra clássica foi surpreendente ver a fantástica reação do público ao nosso concerto com vozes e fado. Toda a equipa é de uma amabilidade muito grande e são muito profissionais».
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Ricardo Matosinhos não se limita a tocar, estudar e ensinar trompa. O nosso entrevistado quer fazer chegar bem longe todas as conclusões às quais tem chegado enquanto investigador e intérprete. A trompa enquanto instrumento musical não tem segredos para Ricardo que já é nos dias que correm um dos grandes impulsionadores na divulgação deste instrumento, utilizando para isso todos os meios de que dispõe. Nesta entrevista vamos tentar saber um pouco mais sobre este instrumento e sobre o nosso convidado.
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O guitarrista Ricardo Pinheiro revelou ao XpressingMusic as suas experiências pedagógicas e performativas. Tem tocado com os mais prestigiados músicos dizendo-nos que também estas vivências se constituem como momentos pedagógicos. «Desencadeia-se pois um novo processo pedagógico que complementa a nossa vivência académica. Nestas alturas, aquilo que aprendemos academicamente passa para o inconsciente e a criatividade ganha um lugar primordial no processo musical. Este novo processo de aprendizagem é agora mais pragmático e empírico, e torna-se fundamental na construção da nossa personalidade artística. Não há nada como pormos em prática, e com os melhores, aquilo que desenvolvemos teoricamente, mas que, sem uma roupagem artística, não nos serviria de nada. Em suma, são estes encontros que verdadeiramente permitem aos músicos exprimirem-se e partilharem em conjunto uma experiência única e transcendente».
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«Felizmente, o Fado hoje-em-dia é cada vez mais um dos principais cartões-de-visita de Portugal. Não só se destina ao “consumo interno”, como também é muito procurado pelos turistas que são uma constante nas casas de fado, maioritariamente nas grandes metrópoles, como Lisboa, Porto ou Coimbra, mas também um pouco por todo o país. A nossa canção vive uma crescente divulgação por todo o mundo e esta procura por parte do público leva a uma maior oferta de trabalho para quem a pratica. Ao longo da sua história o Fado atravessou altos e baixos, no entanto nunca passou de moda, nem nunca passará, por isso, seja em grandes salas, auditórios, associações, casas de fado, etc. haverá sempre muito trabalho para quem o quiser promover e divulgar». Ricardo Silva
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Rita Dias nasceu em Coimbra em 1989 e atualmente vive em Lisboa. Apresenta o seu novo projeto “6 em Ponto” como uma “síntese das suas referências estéticas”. É sobre este projeto e o papel que a música e a escrita desempenham na sua vida que falaremos nesta entrevista.
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Rita Andrade não se imagina a cantar temas que não são da sua autoria. “Just Walk Away” é um dos seus originais e foi muito bem recebido pelo público. «Fiquei muito contente e confesso que surpreendida. Por se tratar de um tema despido, que pedia poucos instrumentos e num registo mais cru, achei que seria a música ideal para servir de carta de apresentação porque gosto especialmente de temas com pouca instrumentação. Acredito que, e sem querer parecer pretensiosa, uma melodia bonita é tudo quanto basta, se assim for não é preciso muito mais, o que não quer dizer que não existam bons temas com muita instrumentação, mas é um gosto pessoal».
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Rita Guerra fala-nos do novo disco "Volta" que será apresentado no próximo dia 11 de outubro no Teatro Tivoli em Lisboa. Nunca gostou da ideia de ir atrás dos outros e do que está na moda. "Sou fiel a mim e prefiro não fazer algo, do que fazê-lo porque é conveniente a terceiros. É verdade que há muitos artistas que o fazem, mas isso é um assunto que a eles diz respeito". Relativamente à música nos dias que correm diz-nos não ter dúvidas de que hoje qualquer pessoa grava... "as máquinas fazem milagres (ou quase sempre), o que faz com que o mercado esteja inundado de fraudes. (...) No tempo em que eu gravei o meu primeiro disco, só gravava quem cantasse a sério. Enfim..."
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Rita Moldão é formada pelo Conservatório Superior de Música de Gaia onde frequentou a classe de Fernanda Correia. Posteriormente foi para Madrid para aprofundar os seus estudos. A nossa convidada tem-se apresentado em inúmeros concertos acompanhada ao piano, com orquestra, em óperas e em concertos de música sacra. Desta entrevista, para além de ficarmos a conhecer melhor o seu percurso, ficará também o exemplo da persistência e da determinação de Rita para aqueles que sonham seguir um dia uma carreira musical.
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Rodrigo Costa Félix é um dos fadistas percussores do novo fado. Atuou já um pouco por todo o mundo e em espetáculos de homenagem a Amália em Lisboa, Porto, Café Luso e Panteão Nacional. Embora o seu primeiro CD a solo tenha sido gravado em 2008, Rodrigo Costa Félix já tinha participado em 1994 na gravação do CD "Alma Nova". Com a sua voz já deu "cor" a poetas como Fernando Pessoa e Vinícius de Moraes. Com a fadista Katia Guerreiro e com a artista angolana Aline Frazão protagonizou duetos inesquecíveis.
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Ela é mulher, cantora, compositora e feminista assumida. Ela ou Her, em inglês, é também o título do seu mais recente disco. Rita Redshoes começa hoje, 19 de novembro, uma sequência de espetáculos ao vivo para apresentar este trabalho. A acompanhá-la estará um quarteto de cordas, num registo clássico mas munido de uma emoção contagiante. É que este seu quarto álbum foi concebido num sinuoso campo exploratório, salpicado com elevadas doses de intuição. O resultado surge na forma de treze canções, um verdadeiro statement à mulher e à sua condição.
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Rodrigo tem uma vasta carreira musical e atualmente dedica-se ao Chapman Stick. A sua carreira e o universo que rodeia este instrumento musical são passados em revista numa entrevista onde fica indisfarçável o entusiasmo do músico: «Confesso que gostaria imenso de ainda assistir à generalização da utilização do stick em Portugal. Na verdade somos todos embaixadores do instrumento e hoje em dia, tão depressa alguém ouve na Coreia aquilo que faço, como o coreano influencia em Lisboa. A realidade é que a sua generalização é simplesmente inevitável e apenas uma questão de tempo: o instrumento é demasiado bom para se deixar passar... eu sei... vivo essa experiência todos os dias».
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O projeto chama-se Entre Notas e aposta na produção e comercialização de material didático para a área da Educação Musical. O mentor do projeto, Rônei Rocha, explica aos leitores do XpressingMusic como surgiu a ideia de iniciar um projeto deste género e como ele se pode constituir como uma mais-valia para a estimulação musical das crianças. Rônei Rocha é professor, músico e compositor. Licenciado em Música, o nosso entrevistado é Educador Musical na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. No projeto Entre Notas é acompanhado pela arquiteta e ilustradora, sua esposa, Silvia Nardi e pela principal fonte de inspiração, Miguel Nardi, filho do casal.
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O João Tiago Oliveira respondeu às perguntas do XpressingMusic e ajudou-nos a contextualizar a génese deste projeto que, embora vá beber a inúmeros géneros musicais, se enquadra facilmente na atual definição de world music. Os músicos que compõem os Rua da Lua abraçam outros projetos mas atualmente estão muito focados em preparar a digressão 2016/2017 na qual desvendarão todas as particularidades do seu primeiro CD. Quando perguntamos de que falam as histórias que nos cantam respondem assim: «Falam de vivências normais, de anseios e sentimentos que queremos expressar. Neste disco contamos com uma grande letrista, a Eugênia Ávila Ramos, que escreveu grande parte das letras».
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Ru Vasconcellos já passou por projetos como Rockalady, Red House View e Casual Attraction, mas é em nome próprio que nos apresenta agora “Summer Blaze”. Nesta entrevista quisemos conhecer melhor a Ru enquanto profissional da música. O início da sua aprendizagem, as suas influências e os sonhos para o futuro também foram aqui abordados. “Sou um autêntico bicho de palco. Adoro tocar com bandas grandes em grandes espaços porque posso dançar, sentir o groove, andar a correr e a saltar de um lado para outro, puxar pelo público, fazer brincadeiras, é uma parte muitíssimo importante para mim. Por outro lado a música e o som sempre foram a minha paixão desde que nasci. Ter a oportunidade de criar, e gravar num estúdio é como um cozinheiro na fase de preparar a comida para ser cozinhada. Não é possível dizer de que parte se gosta mais, faz tudo parte do prato final”.
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Ruben Bettencourt é o exemplo vivo do virtuosismo aliado à juventude. Tem estado presente em vários eventos nacionais e internacionais, destacando-se os convites que tem recebido para dar concertos a solo e orientar master classes. Festivais nacionais tais como “Elogio da Guitarra” (Guarda – 2009) e “Ciclo da Bairrada 09” (2009 – Oliveira do Bairro), “Temporada de Música”(Açores, 2010), “Festival de Música de Coimbra 2010” (Coimbra 2010), Guitarmania 2011 (Almada – Lisboa), TEDxAveiro (Aveiro 2011), “Dia das Cooperativas” – Salão Nobre da Assembleia da República (Lisboa, 2012) são uma amostra representativa daquilo que tem feito nestes últimos anos. Na terceira semana de julho de 2007 foi nomeado “Português da Semana” na revista “Domingo” do Jornal “Correio da Manhã”. Tem-se apresentado regularmente em direto na RTP e RDP-Antena 2. É este jovem para quem a “idade não é documento” que iremos conhecer melhor na entrevista que se segue.
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Rui Baeta falou-nos da sua aprendizagem, das suas paixões e de algumas recordações. Entre os momentos mais marcantes destacou: «A minha estreia a solo com a Orquestra Gulbenkian no Grande Auditório da Fundação e o maestro Muhai Tang, tinha eu 22 anos! Os Dias da Música no CCB em que por 3 dias se cria a ilusão de que a música erudita tem expressão em Portugal. Do São Luiz recordo com muita amizade a última vez que lá cantei, foi na minha estreia do papel de Marcelo na ópera La Boheme; no São João também cantei, mas é de teatro que me lembro... Hamlet, encenado por Ricardo Pais, interpretei Laertes, irmão de Ofélia, a experiência profissional mais difícil de todas as que já vivi! Do São Carlos lembro a primeira vez que lá cantei, foi no concerto dos laureados do prémio jovens músicos, tinha 24 anos, pedi um desejo mesmo antes de entrar no palco, de vir a cantar lá muitas e muitas vezes... Felizmente tem-se realizado».
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A poucos dias de lançar o disco com versões de estúdio dos temas que cantou no The Voice Portugal e onde ainda há lugar para uma surpresa especial, Rui Drumond respondeu a algumas questões do XpressingMusic. Na vida artística já fez um pouco de tudo. Foi cantor residente em vários programas de televisão, cantou em musicais e deu vida a projetos como Rui Drumond quinteto, Rui Drumond band e Charm by Rui Drumond. Podia ter-se escondido atrás de uma carreira confortável que até lhe dava alguma visibilidade mas não o fez e foi mais uma vez atrás de um sonho. O nosso entrevistado viu no The Voice Portugal uma oportunidade de se afirmar, «provando estar preparado finalmente para um trabalho a solo, mas que necessitava deste "empurrão"...»
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Fomos ao encontro do Rui Pedro Silva numa tarde de maio. Encontrámo-nos na "Companhia dos Sopros" em Albergaria-a-Velha e desafiámo-lo para que respondesse a algumas questões que lhe colocaríamos mais adiante. Como seria muito redutor falar somente da sua carreira enquanto performer, acabámos por falar um pouco de todo o universo que abraça e que vai desde a atividade de luthier, passando pelos concertos e culminando na criação da primeira marca de bocais portuguesa. O Rui Pedro foi igual a si mesmo e com uma enorme naturalidade foi desvendando aquilo que já sabíamos e que agora partilhamos com os nossos leitores. Com uma agenda repleta de concertos que se dividem entre Os Azeitonas e o Miguel Araújo e com a empresa cheia de trabalho, felizmente conseguiu um tempinho para responder às nossas questões.