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"Para a segunda edição do Dia do Ritmo queremos limar algumas arestas relativamente a esta primeira experiência. Assim, tentaremos focar-nos num objetivo mais concreto que, para além da parte do convívio e dos workshops, passará pelo acesso exclusivo, por parte dos participantes ativos, a um conjunto de atividades formativas. Atividades às quais os alunos só costumam ter acesso quando seguem mais tarde para o ensino superior. (...) A primeira edição acabou por ser mencionada em vários sites oficiais de algumas marcas da especialidade e agora será a hora de envolver também essas mesmas marcas na conceção do evento. Embora ainda não haja nomes confirmados, parece-nos que a segunda edição irá já assumir-se como um evento internacional".
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Sofia Margarida Ermida Gomes nasceu em Vila Nova de Famalicão a 13 de maio de 1986. Aos nove anos de idade inicia a sua aprendizagem musical pelo piano, entrando posteriormente, em 1998, para a Escola Profissional Artística do Vale do Ave – Artave, para a classe de violoncelo do professor Jan Pipal. Em orquestra já foi dirigida por nomes como Jean Marc Burfin, Michael Zilm, Joana Carneiro, Jean-Sébastien Bérau e Pablo Heras Casado. Nesta entrevista passearemos entre a vida desta jovem violoncelista que se divide entre os palcos, onde atua enquanto performer, e as salas de aula, onde leciona e partilha as suas experiências.
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Sofia Vitória partilha com os nossos leitores um pouco do(s) seu(s) mundo(s). No centro da conversa esteve o seu novo trabalho “Echoes – Fernando Pessoa, English Poetry & Prose”, um disco dedicado à poesia e prosa escritas em inglês por Fernando Pessoa. «A minha principal preocupação não foi a de contactar bons compositores que escrevessem boas canções; a minha pergunta era: que compositores poderão, realmente, compreender este universo a fundo e dar-lhe vida na sua forma justa? E pensava: se Fernando Pessoa fosse músico e compositor, o que é que poderia ser a sua expressão musical? É claro que colocar este tipo de questões é, à partida, apontar para uma impossibilidade, sabemo-lo – todo o processo é altamente subjetivo e obviamente não existe isso da forma única ou ideal; mas foi, ainda assim, aquilo que me fez mover e dirigir o convite a cada um dos compositores – e tive a felicidade de contar com todas estas maravilhosas e generosas colaborações».
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Num momento em que decorre a apresentação do CD “Portuguese Piano Music: Daddi / Viana da Mota” entrevistámos a pianista Sofia Lourenço. O trabalho que tem desenvolvido em prol da divulgação de compositores portugueses foi um dos temas abordado. O CD que agora é lançado é uma edição Grand Piano, do grupo Naxos. A este respeito a nossa entrevistada referiu que «A constatação da curiosidade de uma editora internacional de nível de impacto do grupo Naxos foi excelente, tanto para a confirmação do grande projeto que é o revisitar e/ou descobrir estes autores e as suas músicas, assim como para a valorização da minha abordagem interpretativa dos mesmos. Estou muito contente com o facto». A Balada op. 16 de Viana da Mota é uma das obras favoritas da pianista alegando que, para isso contribui o seu enquadramento na sua própria aprendizagem e percurso pianístico. «Ouvi conselhos (muitos) da Helena Sá e Costa, e mais tarde, do professor Sequeira Costa, e ambos me diziam que era assim que o mestre Viana da Mota ensinava ou pensava, ou em última instância, demonstrava e tocava».
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Antes do disco “Encontro” que agora é lançado, a nossa entrevistada já tinha gravado os discos “Sónia Oliveira” e “Páginas”. Quisemos saber se estes discos ainda teriam lugar no alinhamento dos seus espetáculos ou se, por outro lado, as sonoridades que agora procura são muito distintas e nada inclusivas de reportórios abordados noutros tempos. Sobre isto, Sónia Oliveira referiu: «Agora é diferente. O alinhamento do meu atual espetáculo tem jazz, bossa nova e música portuguesa dos anos 70 e 80, que não tem grande ligação com o pop “leve” que eu fazia há 10 anos atrás. Não significa que o resto tenha ficado “debaixo do tapete”, obviamente explica o meu crescimento, mas já não me faz tanto sentido como antes incluí-lo no alinhamento».
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Sophia falou-nos do seu último single. «“Sigo o rumo” é acima de tudo uma mensagem para todas as pessoas que, como eu, lutam no dia-a-dia para seguir o seu rumo. Vai ficar para sempre marcada, como a primeira música onde dou alma às minhas próprias palavras. Onde falo sem pudor, da luta para que a minha música chegue às pessoas». Nos próximos tempos não está focada nos concertos. Quer sim que este “Sigo o Rumo”... «chegue às pessoas, que elas gostem e partilhem mas, acima de tudo, quero-lhes transmitir uma mensagem, por muito difícil que seja o nosso caminho, não devemos desistir dos nossos sonhos. Por enquanto estou focada na promoção deste single mas os concertos virão a seguir».
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Susana Santos Silva nasceu na cidade do Porto em 1979. É licenciada em Trompete e em Trompete/Jazz pela ESMAE. Susana é ainda Mestre em Jazz Performance pela Codarts em Roterdão. A nossa entrevistada de hoje tem mostrado a sua versatilidade e virtuosismo em diversos projetos, como por exemplo, a Orquestra de Jazz de Matosinhos e a European Movement Jazz Orchestra. Com o "Quinteto Susana Santos Silva" tocou em diversos locais e eventos tais como, Casa da Música no Porto, Festival de Jazz Valado de Frades, Festa do Avante, Festa do Jazz do S. Luiz e no 12 Points e no Jazz Festival em Dublin em Maio de 2011...
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"Considero que, atualmente, Portugal vive uma época recheada de talentos da música profissional designada por erudita. Com a aposta em cursos artísticos especializados no domínio da música, através da criação de inúmeros conservatórios, academias, cursos profissionais e cursos superiores, seguiu-se, um desenvolvimento de profissionais formados e com expectativas de desenvolverem a sua carreira artística e aplicar os conhecimentos adquiridos. Mas o facto é que depois de nos formarmos, apercebemo-nos que a única saída profissional na área da Música em Portugal é o ensino. No meu entender, não faz muito sentido após um enorme investimento no ensino artístico, o nosso país não defender financeiramente os seus artistas, não existirem apoios, verbas suficientes para a Cultura, é realmente de lamentar e um contrassenso".
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16 anos de discos e palcos fazem dos Tambor um grupo mais maduro e com uma sonoridade cada vez mais sólida. Enquadram a sua música de forma muito simples no género Pop e manifestam algumas preocupações relativamente à postura que se vai instalando relativamente à maneira de encarar os músicos e de os recompensar pelo trabalho realizado. «A música portuguesa está muito ativa e muito criativa nas diversas vertentes estéticas. A comunicação digital tem uma parte muito importante nesta divulgação ao abrir portas para os mais variados projetos e trabalhos. O mercado da música é uma conversa muito mais profunda, dado que existe uma palpável relutância em querer pagar pelo trabalho dos músicos e demais intervenientes na construção da arte que dá pelo nome de música. O resultado, só o futuro, breve, saberá».
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Embora os primeiros passos deste projeto tenham tido início em 2006, foi na Primavera de 2013 que lançaram o primeiro álbum de originais "Arcos Voltaicos". Com a promessa de "iluminar" o novo folk nacional, os Tanira falam-nos do seu mais recente trabalho, dos pontos mais marcantes da sua carreira e das características impares que definem este projeto que já teve o privilégio de atuar em palcos nacionais e estrangeiros com destaque para os festivais Granitos Folk (Porto), Andanças, Entrudanças (Castro Verde), Arredas Folk (Barcelos), Eco Fest (Odeceixe), Festival Máscara Ibérica (Lisboa e Zamora), Festival "Sur la route des Parquets" (La Rochelle, França) e Musicbox (Lisboa).
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O XpressingMusic conversou durante alguns minutos com Telmo Pires. Nessa conversa ficou claro que o seu produto artístico resulta das várias vivências por ele passadas entre a Alemanha, Portugal e outros países. O nosso entrevistado deixou bem claro que não ficará agarrado a qualquer regra que lhe queiram impor pois para ele a música é uma só e será tão mais rica quando mais livre e inovadora for a sua abordagem. "Fado Promessa" é o seu último trabalho e foi produzido por Davide Zaccaria, contando com a participação dos músicos, Fernando Silva na guitarra portuguesa, Luís Pontes na guitarra acústica, José Canha no contrabaixo e o próprio Davide Zaccaria no violoncelo. Grande parte dos temas é da autoria de Telmo Pires.
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Tânia Oleiro nasceu em Lisboa e desde muito cedo viveu o fado bem por dentro. Filha de fadista profissional cantou durante 5 anos no Marquês da Sé e participou em espetáculos marcantes com músicos como Rabih Abou-Kahlil, Ricardo Parreira e Fernando Alvim. Tânia Oleiro colaborou em diversas coletâneas e em 2009, foi uma das convidadas de Rão Kyao, para participar no seu disco Em'cantado, ao lado de fadistas como Ana Sofia Varela, Camané, Carminho, Manuela Cavaco e Ricardo Ribeiro. Foi sobre estas viagens pelo mundo do fado que falámos no LX Factory em Lisboa...
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Com formação em Som, Canto, Música, Yoga, e Xamanismo, foi há 13 anos atrás que deu início à sua caminhada pela música alternativa, folk e celta. Teresa Gabriel, autodidata da guitarra desde os 9 anos, tem colaborado nos últimos anos com um considerável leque de artistas da "música do mundo". A nossa entrevistada estudou também música indiana, com Nandini Muthuswami, e música búlgara com Dessislava Stefanova em Londres. As composições de Teresa Gabriel emanam do seu interesse pelas antigas tradições ligadas à natureza, como o xamanismo, inspiradas também pela vontade de dar respostas aos problemas que vivemos atualmente. O ouvinte é assim conduzido numa viagem que alia a riqueza tímbrica e versátil da sua voz, à criatividade da guitarra acústica. Teresa Gabriel utiliza diversas afinações alternativas criando desta forma os seus próprios acordes e uma sonoridade muito própria de guitarra, que se torna, ela própria, uma segunda voz.
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Teresa Nunes diz-nos que "A mobilidade hoje em dia é melhor, com o aparecimento dos voos low cost, tornando as cidades europeias mais acessíveis. Num instante podemos ir concorrer para um lugar numa ópera ou noutro qualquer concurso... Hoje, quando fica em aberto um lugar em qualquer parte da Europa, acaba por concorrer para esse lugar toda a Europa. O mercado também está saturado noutros países. Inglaterra, por exemplo, está completamente saturada de cantores e a Alemanha também. Considero portanto que cada um tem que encontrar o seu próprio caminho. Eu continuo a acreditar que, apesar de muita gente dizer que isto está difícil, cada um tem o seu lugar. Penso que deverá haver também um trabalho no sentido de fomentar o consumo de cultura porque as pessoas gostam de ouvir, só que não se dão ao trabalho de conhecer coisas novas e além disso têm estereótipos enraizados".
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Fica bem claro, nesta entrevista, o percurso do clarinetista Tiago Abrantes. Da sua aprendizagem às inúmeras atividades que desenvolve enquanto performer até à sua prática docente, tudo é aqui passado em revista. A paixão pela música, que não guarda só para si, é evidente, o conceito de partilha é uma constante e o sentido de justiça, um fio-condutor numa vida onde não parece haver pontos baixos dada a sua enorme vontade de avançar. O palco é um dos seus habitats naturais que se junta ao universo da pedagogia e da didática musical. «Os alunos e colegas/professores que se têm cruzado comigo nos vários Conservatórios por onde tenho passado vão conhecendo a minha maneira de ser, a minha sensibilidade musical, a minha maneira de ensinar e isso tem-se traduzido em alguns convites para orientar cursos de clarinete e música de câmara. Por gostar bastante deste tipo de trabalho, fico sempre entusiasmado quando recebo convites para ministrar estes cursos de aperfeiçoamento».
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Clarinetista, jovem, mas com relevantes conquistas internacionais, Tiago Bento diz-nos: «(...) a escola de clarinete em Portugal é uma referência e isso é um facto. Temos tido regularmente grandes eventos no nosso país como por exemplo o “Meeting de Loures”, o festival “Clarinet Talents”, a “Academia Ibero-Americana” onde podemos encontrar nomes sonantes do clarinete a nível mundial. Isto é uma coisa que há muitos anos atrás não seria de todo possível realizar no nosso país. Portugal está na rota da elite mundial a nível do ensino do instrumento. Agora, não podemos considerar na totalidade um dos maiores centros mundiais de clarinete porque temos pouquíssimas oportunidades de trabalho. Isto é um facto. Deviam, as pessoas com responsabilidades institucionais para isso, investir mais na cultura e possibilitar uma maior oferta de emprego aos nossos jovens, algo que os prendesse aqui e que não os fizesse querer sair do país em busca de oportunidades de trabalho. Podemos estar a perder aos poucos os nossos maiores talentos, o que me entristece um pouco e com certeza a todos os portugueses».
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"Do Princípio" é o nome do mais recente álbum de Tiago Bettencourt que contou com convidados de peso como Mário Laginha, Jaques Morelenbaum e Fred Ferreira dos Orelha Negra e dos Buraka Som Sistema. Mas a nossa conversa com Tiago Bettencourt começa com o início da carreira deste contador de histórias que deixou a arquitetura para se dedicar de corpo e alma às canções. Aos 16 ganhou de seus pais uma guitarra com a qual começou a dar os primeiros acordes de músicas dos "Resistência", "Nirvana", "Smashing Pumpkins", "Pearl Jam", entre outros. Fã de concertos acústicos, o nosso convidado, cresceu a ouvir os MTV Unplugged...
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Consideram que "Dirty Little Brother" reflete o natural amadurecimento da banda e que a receção a este trabalho tem sido a melhor. Não se arrependem de nada do que fizeram até hoje e acreditam no destino dizendo-nos que "tudo o que fizemos de errado levou-nos a um outro lugar que nos trouxe até onde estamos agora". O Lab Studio em pleno Brooklyn, onde gravaram este último disco, surgiu como algo natural pois estavam a fazer uma minidigressão pela zona este do EUA e como têm um amigo em NY decidiram registar aquele estado de espírito que estavam a viver por lá... Aurea, António Zambujo, Silk e Orlanda Guilande são nomes que se juntaram aos The Black Mamba em "Dirty Little Brother". Nesta brevíssima entrevista, dizem-nos porquê.
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Tiago Patrocínio Coimbra nasceu em Vila Nova de Gaia iniciando os seus estudos de oboé na mesma cidade. O nosso entrevistado foi premiado em vários concursos nacionais e internacionais, dos quais se destacam Barbirolli Oboe Competition (Ilha de Man, Reino Unido), Concurso de Música Contemporânea de Zurique, Concorso per Giovani Interpreti Cittá di Chieri (Turim, Itália), Prémio Jovens Músicos e o "I Concurso de Composição Musical de Vila Nova de Gaia". Foi bolseiro das fundações suíças LYRA, C.A. Kupper, Fritz-Gerber, Bruno-Schuler, Zangger-Weber, Gamil e Freundeskreis ZHdK. Tiago Coimbra ocupará a partir da próxima temporada a posição de oboé solista na Göttinger Symphonie Orchester, na Alemanha.
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Once Upon a Time in Portugal é o novo disco do projeto de Michael Lauren. É um álbum que reflete muito daquilo que o músico viveu e vive. «Este projeto visa trazer ao público português a minha atitude nova-iorquina em relação à forma de fazer música. Para mim, a música é paixão, inteligência, alegria, beleza, elegância, coesão, partilha, exploração, entusiamo, honestidade, emotividade e dinâmica. Quero que esta música para além de groovar, seja swingando ou em funky, seja divertida de ouvir. É fantástico poder trabalhar com músicos que querem partilhar a minha visão musical».