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O violoncelo, a carreira e a vida de Ana Cláudia Serrão são revisitados nesta entrevista. A música sempre fez parte da sua vida pois nasceu numa casa onde se cantava e tocava no dia-a-dia. A violoncelista diz-nos que, à semelhança dos sopros portugueses, «existem já músicos de cordas com carreiras reconhecidas no estrangeiro. No caso dos violoncelistas falo por exemplo do Bruno Borralhinho, que é membro da Orquestra Filarmónica de Dresden, e do Filipe Quaresma, que tem visto o seu excelente trabalho também reconhecido no estrangeiro». Relativamente às competências que considera obrigatórias num violoncelista, não hesita em enumerar: «qualidade sonora, capacidade de manter e conduzir uma frase e honestidade». No que concerne à realidade musical portuguesa refere: «É triste que não saibam reconhecer a magnitude do que por cá se faz».
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O novo EP que vem aí chama-se “The Weight Of The Soul” e serviu de pretexto para fazermos esta entrevista à portuguesa Ana Free. Quando lhe perguntámos se, caso tivesse nascido 20 anos antes, teria arranjado outra forma de divulgar o seu trabalho, a resposta foi: «A internet tem várias vantagens. Dá-me a oportunidade de partilhar o meu trabalho e as minhas aventuras com o resto do mundo, e como a internet não tem barreiras, consigo partilhar as minhas experiências e a minha música com pessoas em sítios totalmente diferentes e espalhadas por todo o mundo. Sem a internet acho que conseguiria atingir o mesmo nível de sucesso, mas a um ritmo muito mais desequilibrado. Acho que seria um processo bastante mais lento».
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«Mais do que um sonho, a gravação da música portuguesa é, desde o início, uma diretiva muito clara. Em janeiro de 2013, altura em que começámos a desenvolver o projeto “Anterianas”, os sonetos de Antero de Quental ressoaram veementemente dentro de nós. Esta vontade de sentir e perseguir algo que possa estar no céu da Ideia, esse lá, mas aonde é lá?, é precisamente o que nos move dentro da música, no domínio da Arte de Música que o poeta Jorge de Sena tão bem pintou nas suas palavras dedicadas à sinfonia da ressurreição de Mahler: Ante este ímpeto de sons e de silêncio, ante tais gritos de furiosa paz, ante um furor tamanho de existir-se eterno, há Portas no infinito que resistam? Estas portas escancaradas para o infinito, encontram-se aí, entre os nossos artistas, que merecem a nossa máxima atenção! Urge pois registar, divulgar e avivar de todas as formas esta herança!».
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Ana Maria Ribeiro é natural de Santa Maria da Feira e tem uma carreira brilhante enquanto flautista e docente. A nossa entrevistada recebeu já inúmeros prémios tais como o 1º prémio no Festival Regional de Jovens Músicos do Distrito de Aveiro, o 1º lugar no concurso "Prémio Jovens Músicos", o 2º Prémio Juventude Musical Portuguesa, estando ainda presente na semifinal do Concurso Internacional "Leonardo di Lorenzo" em Itália. Orientou master classes no V e VI Festival Internacional de Música de Santa Maria da Feira, na Academia de Música de Paços de Brandão, no Conservatório de Música de Coimbra, na Escola de Música do Loureiro, no Curso Internacional de Música de Verão do Inatel, no II Ciclo de Cursos Livres de Música no Campus Universitário do Instituto Piaget de Viseu, no Conservatório de Música de Águeda, na Escola Profissional de Música ARTAVE, em Valência-Espanha, e nos Encontros de Flautas Luso-Brasileiros no conservatório de Música do Porto.
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André Barros falou-nos do seu “In between” e da carreira que tem vindo a consolidar no âmbito da composição de Bandas Sonoras. Em 2015 conquistou o prémio para melhor banda sonora nos Los Angeles Independent Film Festival Awards. Diz-nos que a composição para cinema é uma paixão: «É, sem dúvida, uma das melhores formas de me exprimir musicalmente, sendo que compor para imagem é algo que me satisfaz imenso. Para além de ser a melhor forma, atualmente, de subsistir financeiramente trabalhando a tempo inteiro na música... “Soundtracks Vol. I” foi a primeira compilação de temas que compus para bandas sonoras, e neste momento tenho já material para um possível segundo disco, sentindo que estou, a cada banda sonora que produzo, em permanente evolução e espero assim continuar por muitos anos!»
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André Carvalho dará início a uma tournée em Portugal no próximo dia 21 de julho na Casa da Música, no Porto. Colocámos algumas questões a este contrabaixista português que só aos 21 anos descobriu o verdadeiro chamamento da música e que desde aí protagonizou um percurso académico e performativo notável. A digressão por terras lusas conta com o apoio da GDA e passará pelas cidades do Porto, Viseu, Leiria, Coimbra e Lisboa. «Ultimamente só tenho tocado por Nova Iorque. O meu grupo tem tido apresentações regulares tocando música minha que têm servido para experimentar coisas diferentes. Estou muito contente com o rumo da música e julgo que o grupo tem evoluído bastante desde o momento em que comecei a tocar pelos Estados Unidos. A música também está um pouco diferente do meu disco anterior».
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Embora com uma agenda bastante preenchida que se divide entre viagens ao estrangeiro para dar concertos, e a azáfama inerente à sua carreira docente, André Madeira, guitarrista português, aceitou amavelmente conceder-nos uma entrevista exclusiva. Nas próximas linhas tentaremos perceber como é a vida de um músico que considera que não existe uma idade certa para aprender música "mas sim uma idade em que os processos de aprendizagem se dão de forma mais natural".
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André Pires deu-nos esta entrevista nas vésperas do seu concerto na Sé Velha, no âmbito do Ciclo de Concertos de Coimbra. Falou-nos do seu percurso académico e artístico e referiu que «(...) Portugal é um país privilegiado se virmos a questão do ponto de vista do tipo de órgãos que existem em mais abundância no nosso país. Existem imensos órgãos ibéricos em Portugal, alguns deles ainda por restaurar, mas muitos estão completamente funcionais. Este tipo de órgão, devido às suas características, limita o repertório que se poder tocar neles. Por exemplo, o facto de estes órgãos não possuírem pedaleira deixa logo uma enorme quantidade de obras musicais de parte. No entanto, vê-se a aparecerem cada vez mais órgãos sinfónicos de um tamanho realmente imponente, que não limitam o organista na altura de escolher repertório, pois são órgãos bastante versáteis».
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André Santos é um madeirense que aos 19 anos decidiu rumar até Lisboa. «Em Lisboa havia muito mais atividade do que na Madeira e isso despertou o meu espírito competitivo (saudável!) e fez-me trabalhar para melhorar a cada dia». Embora jovem já arrecadou vários prémios. No entanto, não os valoriza atribuindo maior importância aos convites que tem recebido para tocar com músicos que muito admira. «Os prémios valem o que valem, para mim, o que tem mais significado é ser chamado para tocar com músicos que admiro ou as pessoas gostarem genuinamente da minha música e do que eu faço à guitarra».
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Durante mais de quatro décadas, Andy Manson tem sido o obreiro de alguns dos mais perfeitos instrumentos musicais do mundo.
As suas guitarras dizem-nos que para além de ser um ótimo guitarrista, este é também um criador de sonoridades ímpares.
Na construção das suas guitarras, Andy coloca a sua alma de músico o que faz deste um construtor de instrumentos mais completo.
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«(...) nas próximas temporadas, irei estrear um par de obras encomendadas por instituições de Portugal, o que me deixa bastante satisfeita. Nos Estados Unidos, as pessoas com quem trabalho ficam sempre muito surpreendidas por nunca ter recebido uma encomenda de peso do meu país. Não sei se será por eu estar fora ou por falta de interesse. O tempo o dirá. Por outro lado, faço sempre questão de mencionar que mantenho sempre um contacto ativo com certos solistas que me têm acompanhado desde os meus primeiros passos e que apostaram em mim desde muito cedo. Essas relações são muito importantes para mim. Falo por exemplo do Sérgio Carolino, do Miquel Bernat e da Joana Carneiro».
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Filha mais nova do compositor António Victorino d'Almeida e de Sybil Harlé, Anne Victorino d'Almeida nasceu em 1978 em Poissy (França) e desde muito cedo que mostrou interesse pelo estudo da música. Aos 4 anos de idade já tinha aulas de piano em Viena da Áustria.
Nesta entrevista fazemos uma viagem pelas várias abordagens que Anne faz da música e com a música. A composição, a performance e a pedagogia serão alguns dos aspetos revisitados não esquecendo as inevitáveis influências de seu pai.
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António Ângelo Vasconcelos nasceu em Vagos, Aveiro. Estudou música no Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian de Aveiro e é licenciado em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É também Mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. António Â. Vasconcelos é doutorado em Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa com a tese “Educação artístico-musical: cenas, atores e políticas”.
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André Viamonte partilha com os nossos leitores o percurso que o levou até ao disco que agora é lançado. O concerto de apresentação do álbum no Teatro Ibérico deixou o artista ainda mais motivado para continuar esta caminhada musical. «Tivemos a sala absolutamente cheia. Foi um concerto muito intenso com pessoas no público e nós no palco numa constante partilha, não só dos temas, mas sobretudo nas emoções que esses temas transportam para o interior de quem os ouve. Os temas refletem estados de alma e de vivência que dizem muito às pessoas. Temáticas que não são fáceis de admitir no dia-a-dia e que no momento em que as ouves fazem com tenhas de digerir esses assuntos. É fácil chorar nos meus concertos e foi isso que aconteceu de uma forma espetacular na apresentação do disco».
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António Bastos move-se num terreno musical muito exclusivo construído por ele próprio onde funde as várias influências que foi assimilando ao longo da sua carreira académica e performativa. O Jazz, o House, o Funk, a música tradicional portuguesa, o Rock, o Techno e a música Clássica aparecem quando menos se espera nas composições com que brinda o seu público. O seu currículo como produtor é extenso, tendo os seus trabalhos como Johnwaynes e António Bastos sido editados nas mais prestigiadas labels de todo o mundo tais como Get Physical Music, Cecille, CIC e Compost da Alemanha, Let's Play House dos Estados Unidos, Let's Get Lost, Endless Flight e Mule Musiq do Japão, Brique Rouge, Sui Generiz e Faces/MCDE de França, Raw Cutz e Flame de Espanha, Dissident de UK, Back&Forth de Itália, Serenades da Finlândia, Baile Muzik da Croácia e claro Bloop e Groovement de Portugal.
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Os 50 anos de carreira de António Chainho são revisitados nesta entrevista onde falámos do tanto que fez e faz pela guitarra portuguesa. «A partir de determinada altura, recusei [muitos convites]. Recusei porque tinha uma meta a atingir. Não tinha tempo e defini a minha carreira assim. Tenho pena de não ter gravado com muitos artistas de fado, de quem eu gostava muito, mas a minha meta era outra. Estabeleci assim a minha carreira: eu queria divulgar a guitarra portuguesa, passando por outras áreas que não fosse só o fado. A guitarra não teria que ficar subjugada ao fado: A guitarra não é só para o fado. A guitarra tem que entrar noutros caminhos: os da música brasileira, da música africana, da música indiana etc. Hoje há jovens que já estão a fazer um percurso admirável, a cantar com outros instrumentos, a fazer as tais permutas musicais que, na minha opinião, é muito significativo em relação a este instrumento que é a guitarra portuguesa».
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Natural do Porto, António Oliveira iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Vilar do Paraíso. Com a carreira de concertista tem acumulado a de docente, sendo professor de piano no Conservatório de Música do Porto. Nesta entrevista iremos saber mais sobre este pianista que, para além do seu trajeto enquanto performer, tem assumido outras funções de destaque no âmbito da música e da produção musical. A título de exemplo refira-se que o pianista António Oliveira foi Assessor do Programador, Maestro Rui Massena, na Capital Europeia da Cultura, Guimarães 2012. A solo ou em música de câmara, António Oliveira tem realizado vários recitais tendo marcado presença em eventos tais como: Festival de Música do Estoril, Festival da Foz do Cavado, Festivais de Outono em Aveiro, Festival Raízes Ibéricas, Festival Cistermúsica em Alcobaça, Festival de Música de Coimbra, Festival de Música do Palácio da Bolsa, Encontros de Piano do Porto, nas Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre, ClarinetFest2007 em Vancouver, Canadá, Musiquem Lleida 2007 em Espanha, ClarinetFest2008 em Kansas City, Estados Unidos da América, e ClarinetFest 2009 na Casa da Música do Porto.
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António Pelarigo fala ao XpressingMusic sobre o seu primeiro disco dizendo que este foi bem conseguido na sua construção. "Letras de grandes autores como Rosa lobato Faria, Paulo de Carvalho, Maria Luísa Batista, João Ferreira Rosa ou até o próprio José Cid e um poema da minha autoria – Senhora da Paz. As músicas são de José Cid e alguns fados tradicionais. Os temas musicados com acordeão e bateria vêm ao encontro das exigências do fado atual, mas nunca perdendo a verdadeira essência do fado, pois qualquer tema ou música poderão ser cantados apenas à guitarra e viola e até serem considerados tradicionais. Isto só se consegue com o tempo".
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António Pinho Vargas é Compositor, músico e ensaísta. Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é também detentor do Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto e Mestre em Composição pelo Conservatório de Roterdão na Holanda. Em 2012 recebeu o Prémio Universidade de Coimbra, pela sua contribuição para a música contemporânea portuguesa e o Prémio José Afonso pelo disco Solo II. Este ano, com a obra "Magnificat para Coro e Orquestra", alcançou o Prémio SPA Autores. Daqui a alguns dias, no dia 1 de Outubro, será lançado o seu CD, "Requiem & Judas", pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, na Naxos. Para António Pinho Vargas, este CD representa a concretização de um destino, o cumprimento de um projeto de vida.
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No dia 19 de março pelas 21:30, na Igreja Matriz de Esposende, será estreada a obra Stabat Mater de António Pinho Vargas, uma encomenda do Coro de Pequenos Cantores de Esposende. Quisemos saber mais sobre esta obra e sobre a preparação da mesma. Assim, colocámos um conjunto de questões ao compositor António Pinho Vargas e à maestrina Helena Venda Lima. Segundo a maestrina, o programa deste concerto contemplará «três motetes da renascença Recordare Domino de Elzéar Genet, Adoramus Te Christe de Orlando Lassus e O vos omnes de G. Asola. Damos um salto temporal até ao período clássico com uma, muito feliz adaptação, da obra Miserere de W.A. Mozart e prosseguimos para mais dois motetes a capella, O Bone Jesu de A. Bruckner e Adoramus te de J. Brahms. Esta primeira parte como que prepara a segunda onde estreamos um motete de Paulo Bastos, Ave Verum e o momento auge do concerto, a estreia de Stabat Mater de António Pinho Vargas».