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Aos 4 anos recebeu o seu primeiro acordeão e aos 5 começou a ter aulas deste instrumento que a tem acompanhado ao logo da vida. Celina da Piedade vê na «música de matriz rural portuguesa (...) uma grande fonte de inspiração e de trabalho artístico». Ainda não avança com datas mas diz-nos que estará para breve a edição do seu próximo álbum, que se chamará “Sol”. «É um regresso ao formato que mistura temas tradicionais com temas de autor, e algumas versões de compositores consagrados. Estou muito feliz com o resultado, enche-me de contentamento dar seguimento à criação». A nossa entrevistada canta o Alentejo como poucos e considera «uma sorte conhecer e dispor de uma tradição musical tão rica, tão dinâmica, com um património tão vasto».
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"London Express" é o disco que Cherry nos apresenta. Foram várias e diversas as influências que fizeram Cherry descobrir a beleza da voz enquanto instrumento. Não se esquece de colocar entre estas, nomes como Frank Sinatra, Boyz II Men, Lauryn Hill e D'Angelo. Desde a soul, o gospel, o blues, R&B, até ao rock sendo este último uma paixão que surgiu mais tarde, tudo se funde em Cherry como algo de mágico, rico e acima de tudo com muita força em interpretações que não deixam indiferentes aqueles que a ouvem. Cherry veio para ficar e para crescer. Comprovam estes factos como uma aposta ganha, o empenho de duas etiquetas como a Blim Records e a Universal Music.
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Chico Martins, conhecido entre os seus pares como alguém com uma sonoridade única, veio passar uma tarde connosco em Anadia. Após uma primeira passagem pela Play Music, onde gentilmente dos permitiram fazer umas fotos, fomos até à sede do XpressingMusic para uma aprazível conversa que aqui reproduzimos. Chico Martins fala-nos do seu percurso de aprendizagem que, para além de um didatismo inicial, passou pelos Conservatórios de Coimbra e de Aveiro. Também estudou na Universidade de Aveiro e, recentemente, obteve um enorme reconhecimento do seu valor e empenho na Berklee College of Music. O seu nome sempre esteve muito ligado ao trabalho desenvolvido com o artista José Cid mas, nesta entrevista ficará claro que o seu mundo como guitarrista e produtor não esteve somente ligado a este ícone da música portuguesa.
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Christopher Koppitz em entrevista ao XpressingMusic falou-nos dos momentos que mais o marcaram até aos dias de hoje. «Tive muita sorte em poder tocar como 1º oboé em orquestras como a “Gustav Mahler Jugendorchester”, a “Deutsche Kammerakademie Neuss”, a Orquestra “Spira Mirabilis”, “Württembergisches Kammerorchester Heilbronn” entre outras. Foram sem dúvida momentos inesquecíveis. Ao trabalhar com Maestros como Jonathan Nott, David Afkam Lothar Zagrosek, entre outros, aprendi muito sobre sobre música e como tocar em orquestra». Relativamente a um possível regresso a Portugal, é algo que está, para já, fora de questão. Diz, no entanto, que o ensino de oboé em Portugal é de grande qualidade: «(...) Os professores são ótimos e estão a fazer um excelente trabalho com os alunos. Infelizmente penso que as oportunidades para seguir uma carreira musical em Portugal são limitadas. O reduzido investimento financeiro por parte do estado e os cortes orçamentais nas escolas dificultam bastante a situação cultural em Portugal».
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«Eu sempre tive vontade de viver em Portugal desde criança por causa do meu pai que é português. Por sorte minha passei a viajar várias vezes por ano para Portugal com o Gabriel o pensador. Isso durante 10 anos ou mais e foi quando conheci a banda Donna Maria. Passámos a trabalhar juntos, mesmo estando eu ainda no Brasil. Depois de algum tempo a trabalhar à distância resolvi aceitar o convite deles para integrar a banda e tomei a decisão de vir definitivamente para Lisboa».
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Clark é uma banda portuguesa que tem vindo a conquistar a pulso o público e a crítica. Falam-nos do álbum "Bipolar" que, segundo estes, é um disco agridoce. "As canções de «Bipolar» falam-nos de relações entre pessoas, sentimentos, emoções, e estados de espírito por vezes antagónicos (daí o nome «Bipolar»), numa perspetiva que tem como objetivo permitir que quem as escute se possa sentir em algum momento parte integrante ou protagonista das histórias relatadas". Quando questionados relativamente à passagem dos seus temas em telenovelas dizem-nos: "Os tempos de pudores, relativamente à colagem de artistas a novelas, já lá vão". Os Clark dizem-nos ainda que "Passar nas rádios generalistas com cobertura nacional é um privilégio que não é para todos...".
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Os Clarinetes Ad Libitum têm espalhado a sua magia por onde passam. Consideram que "Os músicos portugueses têm grande reconhecimento além-fronteiras. Essa é a convicção que nos é dada pela nossa experiência. No que respeita especificamente ao Clarinete, podemos dizer que temos um altíssimo nível neste instrumento. Muito se deve ao Prof. António Saiote que implementou uma escola de excelência no nosso país". A característica principal que os distingue de outras formações de clarinetes tem a ver com a personalidade dos elementos do grupo que, segundo estes, é transportada integralmente para o espetáculo. Também o tipo de música que tocam é o elemento que os identifica. Os Clarinetes Ad Libitum estarão a 1 de março no CCB em Lisboa e têm já um convite para ir à China neste ano.
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Aproveitando o pretexto da sua visita a Portugal no contexto do "ACIFAL Dia do Ritmo – Aveiro 2015", desafiámos o baterista Claus Hessler para uma entrevista. Relativamente aos ingredientes necessários para que se atinjam níveis de excelência diz-nos que é fundamental que haja um "trabalho disciplinado, bem refletido, e estruturado de uma certa maneira. Um bom professor, que nos indica o sentido, pode ser uma grande ajuda de várias maneiras. Há 20 anos atrás, parecia ser difícil encontrar determinada informação. Hoje, toda a informação está acessível, mas o desafio é encontrar informação séria, bem estruturada e relevante, e ficar longe de coisas que não levam a lado nenhum, o que não é tão fácil quanto parece. Se eu tivesse que definir uma regra, eu diria: [Não pratiquem tudo todos os dias. Concentrem-se numa escolha de problemas e deixem as outras coisas de parte]".
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Numa noite fria de janeiro fomos ao encontro dos Coimbra Gospel Choir até à Loucomotiva em Taveiro, Coimbra. É neste espaço que se reúnem todas as semanas para ensaiar um projeto que nasceu de um sonho antigo: “Cantar Gospel”. Após testemunharmos a forte adesão do público e a energia contagiante que este grupo transmite, não ficámos indiferentes e lançámos um desafio ao projeto que passava por irmos ao seu encontro mas, desta vez, em contexto de ensaio. Foi uma noite onde pudemos testemunhar que a alegria e a energia que transmitem ao vivo, não é algo encenado mas totalmente inerente àquele grupo de pessoas. Para além de assistirmos ao ensaio, falámos com o Paulo Pereira, mentor e fundador do grupo, e com o Maestro Nuno Mendes. Convidamos os nossos leitores para uma viagem sobre a evolução deste grupo que, com apenas 3 anos de existência já ultrapassou a marca de 100 espetáculos.
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Colton Benjamin fala-nos do disco “Pirate Route” e está ansioso por tocá-lo ao vivo. «Sinto um prazer muito grande no processo criativo, mas é ao vivo que sentimos a energia de quem ouve, a forma como a música lhes toca e as suas reações. Claro que estou ansioso por cantar as minhas histórias e partilhar esses momentos com as pessoas». Quanto às influências musicais às quais foi permeável diz-nos: «Há muita coisa dos anos 60/70 e também dos 90 que me ajudaram a encontrar a minha sonoridade. Desde Jimi Hendrix, Fela Kuti, Isaac Hayes, Chico Buarque, John Lee Hooker, Johny Cash, Gil Scott Heron ou Curtis Mayfield a outras ondas dos anos 90 como D'Angelo, Jamiroquai ou artistas mais recentes como Gregory Porter ou John Legend. Há muita coisa por aí que gosto de ouvir e que me influencia, estas talvez sejam as principais».
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“Não se faz ideia, no meio artístico, quantas cantoras de jazz ou clássicas estão apaixonadas pelo fado e canção portuguesa. (...) Os cantautores portugueses são de uma qualidade elevadíssima. Basta ouvir “Por este Rio Acima” do Fausto, a poesia revolucionaria do Zeca Afonso, as letras do Jorge Palma ou Rui Reininho que faziam nos anos 80 com que miúdos de 9 anos soubessem de cor poesias lindas... “vim para devolver as cidades aos intoxicados da terra, será nos gabinetes que se ditará a nova Guerra”. Os novos cantores portugueses, Miguel Araújo, António Zambujo, Samuel Úria, são exemplos de grande qualidade. Comparando com a cultura Belga, Holandesa ou Francesa, Portugal não fica nada atrás!! Falo de Música e literatura, não falo de Dança ou cinema que conheço menos. Digamos que em termos de produção de conteúdos, Portugal não deixa nada a desejar. Talvez haja alguma coisa a fazer na questão de apoios institucionais a novos projetos. As salas Portuguesas podiam programar muita música Portuguesa e considerar a possibilidade de que os artistas são profissionais e precisam de uma remuneração digna para os seus concertos”.
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«Este projeto alimenta-se de uma vontade genuína de o fazer e do espírito criativo que o sustenta em cada nova criação. Acho, ainda assim, que é dos autores e músicos que faz sentido que estes projetos despontem, ainda que surjam como resposta a estímulos do tecido de programadores, como acontece em geral no nosso caso. Porém a identidade do projeto e o desejo de o pôr em prática tem que sair de dentro, neste caso de mim e da Ana Paula Sousa, que temos este projeto no coração desde o primeiro momento». Mário João Alves
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O piano de Paulo Figueiredo e a guitarra portuguesa de Bruno Costa protagonizam uma nova abordagem estética e trazem à tona facetas desconhecidas de alguns clássicos da guitarra de Coimbra. Numa singular simbiose entre estes dois instrumentos, assistimos a um diálogo de cordas, viajando pela diversidade harmónica e rítmica de peças de reconhecidos compositores. Assim, tradição e inovação, traduzidos em texturas sonoro-musicais capazes de conduzir o ouvinte por novas e empolgantes viagens, são apresentadas por estes dois músicos que hoje aqui entrevistamos no XpressingMusic.
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Parece que foi ontem mas já lá vão 10 anos desde o início do projeto Crassh. Cresceram os elementos do grupo e, mantendo-se sempre unidos, amadureceram um projeto que tem passado por palcos nacionais e internacionais. «(...) o crescimento do projeto esteve sempre relacionado com o crescimento natural dos elementos do grupo, como em qualquer outro aliás, mas mais notório num projeto como CRASSH em que no seu início a média de idades era de 13 anos e que agora é de 23. É um projeto que acompanhou a adolescência e a entrada na vida adulta da maioria dos seus elementos».
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Pela sua formação já passaram nomes como Philippe Berrod, Philippe Cupper, Ronald Van Spaendonck, Stephane Hascöet, Michel Lethiec, Larry Combs e Juan Ferrer. Destaca no entanto nomes portugueses com os quais privou durante mais tempo e com uma maior proximidade. Nas diversas aparições públicas que já fez por vários países e, claro, por Portugal, Crispim Luz tocou já sob a direção de maestros como Douglas Bostock, Rafael Villaplana, Benjamin Zander, Eugene Corporone, José Ferreira Lobo, Elisabeth Fuchs, Álvaro Cassuto, António Saiote, Jan Cober, Alex Schilings and Amaury du Closel. É desde 2007 concertino da Banda Sinfónica Portuguesa e com esta formação venceu os Concursos de La Sénia e WMC Kerkrade. Em 2009 foi convidado a participar no "Festival junger Künstler Bayreuth" onde trabalhou com Pierre Martens em música de câmara. A entrevista que se segue mostra como Crispim Luz tem vindo a crescer no panorama da música em Portugal.
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Diz-nos que não tem projetos ou sonhos e que sempre foi assim. Só depois das coisas acontecerem é que se dá conta dos feitos que realiza. Cristiana Águas diz que a música sempre esteve presente na sua vida e que o Fado surge no seu caminho por volta dos 11 anos de idade. Neste seu primeiro disco, o elenco é enorme e de luxo. Com masterização de Mário Barreiros e produção de Pierre Aderne, o primeiro trabalho discográfico de Cristiana Águas conta com convidados como Dadi, Diego Vasallo, Léo Minax, Mú Carvalho, Ricardo Silveira, Jorge Hélder, Jurim Moreira, Paulo Mendonça, Gustavo Roriz, Nilson Dourado, Luís Guerreiro, Pedro Esteves, Luiz Caracol, Philippe Baden Powell, Mário Pacheco, Carlos Leitão, António Quintino, Lula Ribeiro, Pedro Moutinho, Cuca Roseta e Ney Matogrosso.
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Natural do Porto, dedicou-se sempre à música, quer como docente, quer como performer. Já fez diversas digressões pela Europa e na América, tendo já participado no maior festival de músicas do mundo "Menphis in May" nos Estados Unidos. Nesta entrevista, Cristina Bacelar irá ajudar-nos a compreender como é possível aliar o mundo do espetáculo à parte pedagógica da música.
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A Professora Cristina Faria aceitou o desafio do XpressingMusic para uma entrevista sobre a vida e a obra do compositor Manuel Faria: «(...) durante muito tempo, Manuel Faria era um compositor “desconhecido” ao sul do Porto e fora dos meios religiosos. Para além disso, o facto de ter sido sacerdote ligava-o muito ao domínio da composição sacra e litúrgica, nem sempre muito apelativa para jovens investigadores. Tenho a sensação que presença do Dr. Domingos Peixoto (ex-aluno de Manuel Faria) como docente da Universidade de Aveiro ativou o interesse académico pela obra daquele compositor. Houve já, nesta Universidade, alguns trabalhos académicos realizados no âmbito de Mestrados e encontra-se um em curso no âmbito de Doutoramento. Também na Universidade do Minho começaram a surgir alguns estudos que se debruçaram sobre obras ou facetas deste compositor».
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Numa entrevista que passou muito pelo seu último trabalho discográfico, Menina, Cristina Branco falou-nos também da sua carreira e de um percurso que teve início inspirado em Amália Rodrigues. Neste sentido refere que decidiu enveredar por uma carreira musical «Aos 18 anos com a chegada de um primeiro disco de Amália Rodrigues, e a sua comovente forma de se agarrar às palavras fazendo-as suas, e quando, aos 23 anos, experimento cantar em público e faço dos palcos a minha terapia». Sobre a apresentação do álbum “Menina” ao vivo disse-nos: «Fiz uma apresentação prévia no festival Bons Sons e a Menina sai à rua definitivamente a partir da Festa do Avante seguida de várias salas portuguesas».
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«A banda D’ Alma, surgiu com o Joaquim Carlos Silva (vocalista, poeta e compositor). Depois de compor alguns temas e de apresentar o trabalho a músicos e alguns poetas, sugeriram que fosse gravado um CD. O sonho torna-se realidade em agosto de 2012 entrando em estúdio no final de esse ano. Utilizando um registo diferente do habitual e melodias com uma sonoridade pop-rock, os D´Alma lançam em setembro de 2013 o seu primeiro álbum. Com o tema "Cartas de Amor”, integrámos o elenco da novela Belmonte em exibição na TVI». (...) «Neste segundo álbum temos uma maior participação de poetas de expressão lusófona porque sentimos a necessidade de união entre as diferentes culturas devida à grande aceitação do anterior álbum. Incluímos poetas portugueses, angolanos e brasileiros».