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Assumindo-se como um dos rostos mais visíveis da música eletrónica feita em Portugal nos últimos 15 anos, os Buraka Som Sistema responderam às questões do XpressingMusic numa entrevista onde nos falaram da sua carreira, da sua música e dos seus espetáculos. Disseram-nos que, desde o “Black Diamond” têm vindo a refinar a sua forma de produção chegando ao ponto em que se encontram neste momento, ou seja, num formato musical sem géneros, apenas Buraka... Relativamente ao momento que a música portuguesa atravessa, dizem-nos que os jovens já passaram por cima da geração dos covers e das bandas de repetição de bares afirmando-se com projetos inovadores e com ritmos muito interessantes.
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A Caixa de Pandora traz um novo disco. Chama-se “Rota das Afinidades” e, segundo os elementos do projeto, revela uma maior maturidade musical. «Sem dúvida, a cumplicidade é enorme entre os três e toda a experiência que temos acumulado ao longo dos anos é sentida em cada tema, amadurece-nos e torna-nos mais sólidos, refletindo-se numa sonoridade muito própria». Os músicos que compõem esta Caixa de Pandora são o Rui Filipe, (piano), a Cindy Gonçalves (violino, glockenspiel, shaker) e a Sandra Martins (violoncelo, clarinete, flauta). «Temos todos formação clássica, mas desde cedo cada um descobriu outros despertares, de forma que a música vai buscar influências variadas, como música sefardita, folk tradicional, poesia, entre outros».
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Fomos a Lisboa ao encontro do fadista português Camané. A entrevista versava a vida e a carreira deste nome incontornável do fado português mas acabámos por embarcar numa conversa que nos levou para reflexões mais profundas sobre o fado e o aproveitamento que muitos fazem deste. Camané disse-nos que atualmente «há mais gente a cantar fado e há mesmo um maior interesse comercial porque as pessoas se aperceberam de que o fado pode significar lucro, expansão, exportação... Muitas vezes as pessoas não estão interessadas em perceber o fado e entrar mais profundamente no assunto... Não percebem que o fado cresce de dentro para fora e não de fora para dentro. Criou-se muito a ideia, principalmente nas mulheres, de que o fado é cantar como a Amália... temos portanto muitas "Amálias(inhas)"»...
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Tiago Barbosa dos Cambraia respondeu às perguntas do nosso Portal do Conhecimento Musical. Cantar em português é um imperativo. «A nossa língua encerra em si uma musicalidade muito própria. Aliás, acredito que cada língua tem a sua musicalidade própria. E nos Cambraia procuramos aprofundar a nossa portugalidade a partir da nossa maravilhosa língua e dos nossos costumes». Mas este projeto da música portuguesa não para e já pensa noutros voos. «Estamos já entusiasmados com novas ideias para o próximo disco dos Cambraia. Queremos, por exemplo, explorar e experimentar coisas novas a partir dos ritmos tradicionais portugueses. E isso vai certamente levar-nos a descobrir novos caminhos, novas sonoridades».
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«A questão atual é para mim preocupante no sentido em que grande parte do ensino é gratuito e isso indiretamente traz alguma desvalorização. Ou seja, uma grande parte dos alunos estão no ensino especializado da música porque é gratuito. A um nível básico, não me parece preocupante, pois é uma mais-valia para a formação de um ser humano desenvolver as competências que a música traz, tal como está estudado e relatado por muitos investigadores. A questão prende-se num nível já de ensino secundário, quando os alunos são inseridos no regime do ensino especializado da música. O empenho, a motivação e o gosto pela prática do instrumento deviam ser as prioridades para que o aluno fosse inserido neste regime. É muito frustrante para um professor de instrumento que ambiciona que os seus alunos absorvam o seu conhecimento, sentir que o aluno está ali simplesmente porque é mais uma disciplina que tem que cumprir».
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Candymoon falam-nos um pouco da sua identidade. Entre o Folk e o Blues este projeto apresenta-se como uma banda que quer tocar, fazer música e contactar com o público. Sobre as novas realidades que envolvem o mundo da produção musical dizem-nos que consideram escassas as oportunidades para chegarem a mais público. No entanto, acreditam que a música atravessa uma época de mudança em toda a indústria, essencialmente na forma como o público tem acesso a esta. "Os canais tradicionais atravessam um momento de dificuldade seletiva e (...) os canais digitais tornaram-se a forma como as pessoas têm o primeiro contacto com um determinado projeto".
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O CANTO NONO é formado por quatro vozes femininas e quatro masculinas. Este projeto conta com a direção artística de José Mário Branco e já foi reconhecido com vários prémios. Entre estas distinções encontra-se o prémio alcançado com o tema “El Paisanito”, para melhor interpretação na categoria Folk/World Music pela Contemporary Acappella Society of America. Ainda a mesma entidade premiou o tema “Etelvina” como “Best Acappella Jazz Song 2004.
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A voz de Carla Pires tem chegado longe. Para além de Portugal, a nossa entrevistada já realizou concertos e digressões por países como França, Espanha, Suécia, Noruega, Inglaterra, Grécia, Itália, Turquia, Bélgica, Holanda, Áustria, Suíça, Alemanha, Japão, Argélia e Brasil. Nesta entrevista iremos fazer uma viagem, não só pelo seu mais recente trabalho “Rota das Paixões”, como também por aquilo que tem feito desde 1993, altura em que participou na 1ª série do programa televisivo “Chuva de Estrelas”. A 30 de Março de 2012 esteve presente num dos palcos da Babel Med Music em Marselha, a segunda maior feira de world music da Europa. Lá apresentou o seu novo trabalho. Destaque-se que entre cerca de mil propostas, Carla Pires foi uma das 30 escolhas deste certame.
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Carla Caramujo é licenciada e mestre em Canto/Performance e Ópera pela Guildhall School of Music and Drama de Londres e pela Royal Scottisch Academy of Music and Drama de Glasgow. A nossa convidada abarca um vasto reportório que vai desde o barroco até às produções contemporâneas. Vencedora do Concurso Nacional Luísa Todi, Chevron Excellence Award, Dewar Award e Ye Cronies Award no Reino Unido e Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge em Nuremberga. Não faltam razões para querermos conhecer melhor esta artista. Nas próximas linhas viajaremos com Carla Caramujo através do seu trabalho, das suas conquistas e dos seus sonhos para o futuro.
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O nosso entrevistado é doutor em Música pela Universidade de Aveiro, tendo sido o primeiro saxofonista português a obter esse grau em performance. É licenciado em Saxofone e Música de Câmara pelo Conservatoire National de Cergy-Pontoise e em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. Na entrevista de hoje damos particular atenção ao cd “Shout”, uma gravação em que se estreia a obra Capriccio para saxofone soprano solo da autoria de Christopher Bochmann. Não deixamos no entanto de destacar o seu percurso académico e musical. Sobre a investigação referiu: «De facto rejeito a visão tradicional de que ou se é bom músico ou bom investigador, ou de que a investigação é uma área para músicos frustrados. A investigação atrai-me e é possível conjugar as duas vertentes. Ultimamente tenho-me dedicado sobretudo à performance enquanto investigação – um campo que está a florescer na musicologia – mas espero voltar em breve também a uma abordagem mais tradicional da investigação. Há áreas de sombra na investigação em performance para cuja iluminação espero também poder dar algum contributo».
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Cedo começou a tocar com músicos mais velhos. Embora tenha começado a tocar acordeão, foi na guitarra que se notabilizou. Rapidamente se apercebeu de que queria fazer da música a sua profissão e estruturou toda a sua vida para que isto fosse possível. Nesta entrevista tentaremos conhecer melhor vários aspetos da vida de Carlos Araújo e compreender os seus pontos de vista em relação à música enquanto profissão. Enquanto músico, tocou e participou na gravação de inúmeros registos discográficos. Já como compositor e arranjador tem estado envolvido na produção e na direção musical de vários e prestigiados artistas portugueses e estrangeiros. Com o seu grupo atuou em vários programas de televisão. Carlos Araújo representou a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) e Portugal em vários festivais nacionais e internacionais. O nosso convidado compôs, arranjou, produziu sonoplastias e músicas para cinema, teatro, conteúdos televisivos, coreografias de bailado, telenovelas e para diversos espetáculos.
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O violinista Carlos Damas, reconhecido internacionalmente nos mais prestigiados meios musicais, aceitou o nosso desafio para uma entrevista onde abordámos a sua carreira como instrumentista e como pedagogo. Carlos Damas é Mestre em Artes Musicais, Doutorando em Psicologia e Educação da Música. Faz parte do Conselho de Direção da Academia Nacional Superior de Orquestra. Carlos Damas considera que Portugal tem ótimas condições para promover festivais de música erudita pois está dotado de inúmeros Mosteiros, igrejas, parques naturais que seriam espaços ideais para acolher esse género de eventos. Para o nosso entrevistado ainda existem vários obstáculos a ultrapassar para que a música erudita e o público se aproximem de forma mais efetiva. Um dos problemas reside no facto dos canais televisivos raramente noticiarem a música erudita. Na opinião de Carlos Damas, "conseguiremos ser um país muito mais rico no dia em que promovermos mais a cultura do que o desporto".
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Carlos Mendes é um nome incontornável da música portuguesa. Com 50 anos de carreira, o músico e compositor aceitou o nosso desafio para uma entrevista através da qual convidamos os nossos leitores para uma viagem através do Portugal musical dos anos 60 até aos dias de hoje. Sobre “A Festa da Vida” que está agora na estrada disse-nos: «Este espetáculo pretende ser uma história contada, ou melhor, cantada da minha vida de canções. Pretende mostrar às gerações mais novas o que fizemos - eu e os poetas que escreveram comigo os trechos musicais. Imagine-se um jantar a dois. Eu e o público.
Um jantar onde eu sirvo a comida e as bebidas (canções) e onde o público saboreia (emoções). No fim deste encontro de canções e afetos, abraçamo-nos num fortíssimo aplauso. Ficámo-nos a conhecer melhor e a respeitarmo-nos para sempre. Apenas porque houve, verdade e afetos».
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Clarinetista, docente, investigador, Carlos Piçarra Alves recebeu-nos para uma conversa à volta da música, dos músicos e da sua carreira como performer. Quanto ao ensino dos instrumentos musicais não tem dúvidas: "Sei que hoje em dia se tentam praticar algumas inovações relativamente ao ensino, mas a maioria é completamente desfasada e baseada na ignorância de quem não está no terreno e está fora das realidade do que foi toda a verdadeira tradição na formação dos instrumentistas que sempre assentou na relação entre mestre e discípulo. O mestre é o performer de altíssima qualidade munido de conhecimento que transmite ao aluno". Relativamente ao ponto em que chegou a nossa cultura diz-nos que "Para além de falta de investimento na cultura. O problema é bem mais grave do que isso. As pessoas que nos lideram não têm a mínima noção da importância da cultura nas sociedades modernas, do que é desenvolvimento a longo prazo, do que é o desenvolvimento sustentado e sólido de um país. Não têm noção visionária do que é preciso fazer para transformar o país de forma estruturada com futuro para todos".
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Carmen Souza e Theo Pascal passam por Portugal para três espetáculos no qual apresentarão o último disco “Epístola”. Nesta entrevista ficámos a saber que os três concertos contemplam a apresentação dos temas do último álbum sem esquecer outros temas que fazem parte da prestigiada carreira que estes dois músicos têm empreendido. «Vamos fazer 80% Epístola, e 20% repertório antigo. Os músicos que estarão connosco em Lisboa e Estarreja são 2 músicos londrinos, podemos dizer que são músicos de renome do Jazz Britânico, e pertencem a uma banda chamada Empirical, que é muito aclamada no Reino Unido, com vários álbuns editados. Estes músicos já tocaram com Dee Dee Bridgewater, Jason Moran, Wynton Marsalis, entre outros. Assim, na Bateria, teremos o Shane Forbes e no Saxofone Alto, Nathaniel Facey. Em Coimbra o line up será em trio, e vamos ter um grande músico, muito experiente, que também já rodou o mundo inteiro acompanhando grande artistas lusófonos. Falamos de Elias Kacomanolis na Bateria e Percussão».
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Carlos Tê é o autor de letras de inúmeras canções que fazem parte do imaginário de várias gerações de portugueses. Nesta conversa, uma das coisas que nos chamou a atenção foi o carinho com que fala dos seus poemas, chegando mesmo a afirmar: «cheguei ao ponto de colaborar na produção porque eu olhava para as letras como pequenos filhos e achava que os músicos eram muito insensíveis e que poderiam destruir aquilo. Tive que dizer muitas vezes: “Olha que isto não pode ir para ali ou para acolá”. Assim, estando lá, eu poderia defender as minhas letras, ou pelo menos poderia conciliar os vários polos. É nesse jogo de conciliação das coisas que está o ganho muitas vezes. Posso mesmo afirmar que, não raras vezes, salvei o tema. Não a letra em si mas o tema como um todo. Uma coisa que não consigo é deixar passar uma coisa com argumentos do género: “Olha, não está como eu quero, mas está bem... está razoável..., está bonitinho.” Não. Enquanto estamos no processo temos que tudo fazer para que saia dali algo com que nos sintamos bem».
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Carolina Coimbra nasceu em Vila Nova de Gaia em 1992. Apesar de ser ainda muito jovem conta já com prestigiados prémios e mostra uma enorme vontade de melhorar a cada dia que passa. A Orchester des Opernhauses Zürich, a Akademische Orchester Zürich, a Orchester der Zürcher Hochschule der Künste, a Orquestra Clássica de Espinho, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Sinfónica ESMAE, a Banda Sinfónica Portuguesa, a Orquestra do Norte e a Filarmonia de Gaia são algumas das formações que já contaram com a sua participação.
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Admira muito todos os clarinetistas portugueses e afirma que temos uma escola de clarinete em Portugal de grande qualidade. A clarinetista Catarina Rebelo em entrevista ao Portal do Conhecimento Musical falou do seu percurso formativo e de como teve que ser persistente na perseguição do seu sonho. É uma fã incondicional dos compositores portugueses e tem como objetivo gravar um CD com composições originais, e para diferentes formações. Quanto aos momentos mais relevantes da sua carreira referiu: «Todos os concertos enquanto solista são realmente marcantes. O Concerto para Clarinete e Orquestra de Crussel e Concerto para clarinete e orquestra de Jean-Françaix foram os que mais me marcaram. A experiência de se tocar a solo com orquestra é realmente única».
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A violinista da Orquestra Gulbenkian aceitou o nosso desafio para uma entrevista na qual revisitámos algumas fases da sua aprendizagem e da sua carreira. Já correu os quatro cantos do mundo representando Portugal ao mais alto nível e tem a perfeita consciência do quão é difícil abraçar uma carreira de músico no nosso país. «Nunca foi tarefa fácil ser músico em Portugal. A cultura é tratada como algo perfeitamente dispensável e, para muita gente, ser músico ainda é considerado pouco dignificante. Não têm uma pequena ideia dos anos de estudo que ficaram para trás, de quanto foi preciso abdicar a nível pessoal, a nível familiar... Não sabem que, a anteceder cada apresentação, estão muitas horas de preparação individual e de conjunto. Sinto que, em muitas situações, o nosso trabalho não é devidamente respeitado».
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Cati Freitas conquistou o seu lugar no palco enquanto artista a solo após ter colaborado com diversos projetos e artistas tais como Expensive Soul & Jaguar Band, Rui Veloso, Nu Soul Family, Link, Dino D'Santiago e Sara Tavares. Gravou o disco com que sonhou e onde desejou. No Brasil, envolto numa atmosfera em torno de nomes como Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Chico Buarque, Dani Black, Rodrigo Amarante, Pedro Altério e Marcelo Camelo nasceu o disco "Dentro". Em Portugal, as músicas vão para a estrada a 26 de fevereiro num espetáculo em Bragança. Este inaugura uma tournée com vários concertos onde Cati Freitas será acompanhada pelos músicos Óscar Graça ao piano, Nuno Oliveira no contrabaixo e Jaume Pradas na bateria.