A artista brasileira Bárbara Eugenia passará pelo Musicbox em Lisboa no próximo dia 4 de setembro. Sobre este concerto disse-nos: «Vamos tocar músicas dos 3 discos (sim, haverá músicas inéditas do meu terceiro álbum que será lançado em outubro) e assim mostrar um pouco de tudo. Além das canções dos discos também haverá uma versão ou outra... sempre faço versões, há tanta música boa no mundo!». Bárbara Eugenia conhece e gosta de Amália Rodrigues, Francisco José, Madredeus, Legendary Tigerman e de Dead Combo. Já quanto à música que se faz no seu país afirma que «o Brasil é um eterno período fértil mas realmente nos últimos dez anos há uma abundância incrível de artistas maravilhosos».
O violoncelo, a carreira e a vida de Ana Cláudia Serrão são revisitados nesta entrevista. A música sempre fez parte da sua vida pois nasceu numa casa onde se cantava e tocava no dia-a-dia. A violoncelista diz-nos que, à semelhança dos sopros portugueses, «existem já músicos de cordas com carreiras reconhecidas no estrangeiro. No caso dos violoncelistas falo por exemplo do Bruno Borralhinho, que é membro da Orquestra Filarmónica de Dresden, e do Filipe Quaresma, que tem visto o seu excelente trabalho também reconhecido no estrangeiro». Relativamente às competências que considera obrigatórias num violoncelista, não hesita em enumerar: «qualidade sonora, capacidade de manter e conduzir uma frase e honestidade». No que concerne à realidade musical portuguesa refere: «É triste que não saibam reconhecer a magnitude do que por cá se faz».
O trompetista que revê a sua voz no fliscorne aceitou partilhar com os nossos leitores a sua carreira e o seu pensamento relativamente à música em Portugal. «Pode-se dizer que sou um apaixonado pela sonoridade do fliscorne, até porque o considero como o “meu instrumento”, a “minha voz”. É com a sua sonoridade que me identifico mais». Relativamente aos sucessos que os nossos sopros têm obtido por esse mundo fora disse-nos: «Penso que a tradição dos sopros em Portugal vem das bandas filarmónicas, só que hoje em dia os músicos têm acesso - ou tiveram nos últimos anos, não tenho noção em que medida a crise veio afetar esse acesso - a ensino especializado com muito bons professores, coisa que não acontecia tanto há 20 ou 30 anos atrás».