16 anos de discos e palcos fazem dos Tambor um grupo mais maduro e com uma sonoridade cada vez mais sólida. Enquadram a sua música de forma muito simples no género Pop e manifestam algumas preocupações relativamente à postura que se vai instalando relativamente à maneira de encarar os músicos e de os recompensar pelo trabalho realizado. «A música portuguesa está muito ativa e muito criativa nas diversas vertentes estéticas. A comunicação digital tem uma parte muito importante nesta divulgação ao abrir portas para os mais variados projetos e trabalhos. O mercado da música é uma conversa muito mais profunda, dado que existe uma palpável relutância em querer pagar pelo trabalho dos músicos e demais intervenientes na construção da arte que dá pelo nome de música. O resultado, só o futuro, breve, saberá».
Rodrigo tem uma vasta carreira musical e atualmente dedica-se ao Chapman Stick. A sua carreira e o universo que rodeia este instrumento musical são passados em revista numa entrevista onde fica indisfarçável o entusiasmo do músico: «Confesso que gostaria imenso de ainda assistir à generalização da utilização do stick em Portugal. Na verdade somos todos embaixadores do instrumento e hoje em dia, tão depressa alguém ouve na Coreia aquilo que faço, como o coreano influencia em Lisboa. A realidade é que a sua generalização é simplesmente inevitável e apenas uma questão de tempo: o instrumento é demasiado bom para se deixar passar... eu sei... vivo essa experiência todos os dias».
Gosta de cozinhar, de saborear frango de churrasco português e não conhece nenhum músico do nosso país, no entanto, Myles Sanko está ansioso por vir mostrar a sua música nos dias 18 e 19 de fevereiro no Musicbox e na Casa da Música. Na sua música diz estarem presentes diversas influências que refletem a sua admiração por nomes como «Otis Redding, Bill Withers, Shuggie Otis, Al Green, Terry Callier, Joe Bataan, Minnie Riperton, James brown, Stevie Wonder, The Doors, Jimmy Hendrix, Syl Johnson, Rolling Stones, John Legend, Gregory Porter e muitos outros!». Quando perguntámos se os clubes londrinos Ronnie Scott’s e o Jazz Café também funcionaram como uma escola para Sanko, este não hesitou em concordar acrescentando que «passaram por esses locais icónicos inúmeros grandes músicos que eu respeito e admiro. Assim, partilhar aqueles palcos, onde eles já estiveram, dá-nos confiança e faz-nos sentir como se já fizéssemos parte daquele grupo restrito: “Estou no meu caminho!”».