Pela sua formação já passaram nomes como Philippe Berrod, Philippe Cupper, Ronald Van Spaendonck, Stephane Hascöet, Michel Lethiec, Larry Combs e Juan Ferrer. Destaca no entanto nomes portugueses com os quais privou durante mais tempo e com uma maior proximidade. Nas diversas aparições públicas que já fez por vários países e, claro, por Portugal, Crispim Luz tocou já sob a direção de maestros como Douglas Bostock, Rafael Villaplana, Benjamin Zander, Eugene Corporone, José Ferreira Lobo, Elisabeth Fuchs, Álvaro Cassuto, António Saiote, Jan Cober, Alex Schilings and Amaury du Closel. É desde 2007 concertino da Banda Sinfónica Portuguesa e com esta formação venceu os Concursos de La Sénia e WMC Kerkrade. Em 2009 foi convidado a participar no "Festival junger Künstler Bayreuth" onde trabalhou com Pierre Martens em música de câmara. A entrevista que se segue mostra como Crispim Luz tem vindo a crescer no panorama da música em Portugal.
Gileno Santana recebeu-nos na Casa da Música, no Porto, para uma conversa onde passámos por várias fases da sua vida. A aprendizagem e a sorte que diz ter tido sempre ao encontrar pessoas que apostaram nele sem exigir nada em troca são aspetos marcantes na personalidade deste trompetista que nasceu em Salvador da Bahia e que começou a aprender música no interior do Ceará. Ao longo da entrevista não largou o seu trompete Schagerl como se este fosse um prolongamento do seu corpo. Não deixámos de falar obviamente do seu último trabalho discográfico "Metamorphosis" que será apresentado no dia 28 de março, pelas 18:20, no Teatro Estúdio Mário Viegas.
Ana Barros: "Com apoio artístico de João Braga e de Rui Vieira Nery, o projeto pretende retratar a história do Fado, ao mesmo tempo que todos os fados têm poemas que retratam a vida da própria Severa. Para enfrentar o desafio de dar novas cores a uma história já tão explorada, contamos com a colaboração da guitarra portuguesa de Miguel Amaral e dos compositores Sérgio Azevedo, Carlos Marecos e Carlos Azevedo, que criaram arranjos, sobre fados tradicionais, para voz e piano". Bruno Belthoise: "A grande difusão internacional do Fado e, por vezes, mesmo a sua vulgarização, não deve servir para nos esquecermos de que se trata de um género musical essencialmente ligado à alma portuguesa".