Liliana Jordão partilhou com o XpressingMusic – Portal do Conhecimento Musical alguns dos seus sonhos e das suas ambições enquanto fadista. Relativamente ao lançamento de um primeiro disco não mostrou pressas nem precipitações, pois «Há quem opte por gravar trabalhos simplistas, sem qualidade, mal preparados, e que não apresentam nada de novo. O estúdio, apesar de ser limitativo, deve colher o melhor que há em nós. Se não arrepiar, não vislumbro qualquer mérito em gravar. E deve arrepiar o mesmo quando ouvido num rádio com dificuldades em captar sinal, numa tasca com bancos de madeira, ou no melhor auditório do mundo perante uma plateia gigantesca. A gravação está a ser preparada, e em constante evolução de ideias, porque é do seu crescendo que obtemos notoriedade perante os destinatários. A demora acrescida? Não há editoras a apostar em fadistas que não estejam já no topo, e fazer algo com qualidade demora tempo e tem os custos próprios das edições de autor».
O disco “Excuse me” sai a 18 de março e revelará mais um pouco sobre o Salvador Sobral. Leveza, clareza e uma mescla de influências onde está presente o jazz, o pop e a música da América Latina são alguns dos ingredientes que o músico diz estarem presentes neste disco. Com o Salvador, trabalhou «Uma equipa de amigos, em que cada um traz um pouco da sua personalidade para a minha música». É assim que o artista apresenta o Júlio Resende no piano, o André Rosinha no contrabaixo e o Bruno Pedroso na bateria. Relativamente aos próximos concertos foi com entusiasmo que o ouvimos enumerar as próximas datas. «(...) vamos começar já em abril, no dia 12 no Jardim de Inverno do São Luiz. (...) Depois faremos o Belém Art Fest em maio (dia 7), O Agitazz em Lousada no dia 28 de maio e temos também uma digressão já marcada para a Andaluzia no final de julho».
Júlio Resende defende «A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho». Relativamente às suas influências musicais diz-nos que conhece bem a história da música e dos géneros musicais que lhe são próximos, tendo para o músico, todos eles um peso idêntico: «(...) não consigo prescindir ou selecionar um só». Em Portugal, o nome de Júlio Resende surge com maior relevo para o público com o trabalho "Fado & Further": «É um disco ao vivo, que pretende dar ao ouvinte uma relação renovada com o repertório que pensou já estar esgotado. A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho».