“Limbo” é o novo disco dos Virgem Suta. Foi sobre este disco, e não só, que falámos numa breve entrevista que aqui partilhamos. Assumem-se como uma banda de música portuguesa mas não se “engavetam” em nenhum compartimento específico: «Se é pop ou não, não sabemos, contudo somos apreciadores de música pop, bem como de outros estilos musicais que certamente nos influenciam e, consequentemente, às nossas criações». Quanto às suas canções dizem-nos «Não temos barreiras nem nas temáticas, nem nas sonoridades. No nosso trabalho tudo pode acontecer e esse é que é o maior estímulo». Para os nossos entrevistados a música portuguesa atravessa um período «muito fértil, com bandas e projetos de enorme qualidade e em todos os estilos musicais. É muito bom e importante sentir esta vitalidade, este nervo criativo. Precisamos de massa crítica».
Em início de ano letivo, Jos Wuytack, numa entrevista exclusiva ao nosso Portal do Conhecimento Musical, proporciona-nos uma viagem pela sua carreira. «Olho com muita satisfação para o trabalho que tenho realizado apaixonadamente durante tantos anos, para as centenas de cursos que orientei, para os inúmeros professores de música que ajudei a formar e para os milhares de crianças que têm disfrutado da música através da minha abordagem pedagógica. Claro que tem valido a pena!». Relativamente à sua metodologia refere que esta é «aberta a interpretações diversas e é conciliável com outras abordagens. Não me parece interessante seguir instruções demasiado rígidas. Os elementos e recursos propostos não têm de ser todos utilizados. Por exemplo os instrumentos Orff não são absolutamente necessários».
Arriscando-se a concorrer para o lote de entrevistas mais sucintas do nosso Portal do Conhecimento Musical, esta entrevista mostra que Flak é um músico prático e de “poucas falas”. Tem esperança que os temas que compõe sejam alvo de diferentes interpretações alimentando assim a expectativa que isso as faça perdurar no tempo. «Espero que as minhas canções possam de um modo geral ter várias leituras. Acho que é isso que é interessante e as pode fazer resistir a várias audições». O seu último disco tem como título “Nada Escrito” e é “essencialmente” acústico. Segundo Flak tal acontece «Para não esconder as canções atrás dos arranjos. Queria que as canções valessem por si».