Javier Ortí. Entrevista ao saxofonista espanhol

Javier OrtíAproveitando o facto de Javier Ortí passar por Portugal para participar no Algarve Brass Forum, fizemos uma entrevista na qual o músico espanhol nos disse que «o jazz em Espanha está de boa saúde, tanto na qualidade como na preparação dos músicos. Há muita gente a fazer coisas muito interessantes. O nível subiu muito. Mas o nível dos músicos não é proporcional ao número de locais para tocar. Há poucos sítios para tocar em Espanha. Nos festivais predominam os músicos que enchem as grandes salas. São estes que são procurados pelos programadores. Assim, há músicos muitos bons, que desenvolvem projetos de alto nível em Espanha que, não conseguindo a sua oportunidade de figurar nos cartazes dos festivais seguem o seu caminho tocando em bares e salas sem que consigam chegar a estes circuitos de música maiores».

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Colton Benjamin fala-nos da sua música.

Colton BenjaminColton Benjamin fala-nos do disco “Pirate Route” e está ansioso por tocá-lo ao vivo. «Sinto um prazer muito grande no processo criativo, mas é ao vivo que sentimos a energia de quem ouve, a forma como a música lhes toca e as suas reações. Claro que estou ansioso por cantar as minhas histórias e partilhar esses momentos com as pessoas». Quanto às influências musicais às quais foi permeável diz-nos: «Há muita coisa dos anos 60/70 e também dos 90 que me ajudaram a encontrar a minha sonoridade. Desde Jimi Hendrix, Fela Kuti, Isaac Hayes, Chico Buarque, John Lee Hooker, Johny Cash, Gil Scott Heron ou Curtis Mayfield a outras ondas dos anos 90 como D'Angelo, Jamiroquai ou artistas mais recentes como Gregory Porter ou John Legend. Há muita coisa por aí que gosto de ouvir e que me influencia, estas talvez sejam as principais».

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Lars Arens. O trombone como fio condutor.

Lars ArensLars Arens tem um percurso que fala por si. O trombone ganha vida nas suas interpretações. O trombonista marcará presença na primeira edição do “Algarve Brass Forum”. Nesta entrevista falou-nos também do “Trombone Talk” que irá protagonizar neste âmbito. «As linhas principais de um “trombone talk” que vão ser expostas, também dependem muito do perfil dos participantes e das suas perguntas. Conto apresentar o instrumento e as suas caraterísticas, mostrar uma ou outra música que me influenciou e me fascina. E talvez refletir um pouco acerca dos estudos/rotinas que um instrumento como o trombone “pede”». Para Lars Arens, «o caminho de um estilo musical é o resultado de tantos fatores diferentes ..., músicos, escolas, concertos etc., que criam uma dinâmica própria. Tem havido muito crescimento e muita evolução, muito mesmo. O jazz nacional não está parado. Isso importa: Caminhar - não estar parado - é o destino».

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