Raquel Ralha, Toni Fortuna, Pedro Renato e Gonçalo Rui dão corpo a um projeto que nasce em Coimbra e no qual as vivências de projetos anteriores se fundem dando vida a uma nova sonoridade que sugere imagens e guiões de filmes que podiam ser os das suas vidas. Na conversa que tivemos em Coimbra com os Mancines ficou claro que nos imaginários destes experientes músicos tudo é possível. Se a larva faz um casulo e de dentro dele sai borboleta, o caminho inverso também aqui se torna possível. A banda nasceu das necessidades exigidas pelo disco mas, no próximo episódio deste projeto já serão as personagens que, saindo do guião inicialmente estabelecido, darão vida a novos sons e novas mensagens. Mancines estrearam-se no passado dia 9 de abril na sua terra natal mas, já no próximo dia 25 de junho rumam a Lisboa para encherem o Teatro da Trindade com sons que prometem entranhar-se nas nossas playlists dos próximos tempos.
Diz ser uma eterna Amaliana, sem esquecer Maria da Fé, Fernanda Maria, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício, Carlos do Carmo e tantos outros. Filipa Carvalho faz questão de conhecer todos estes grandes fadistas pois é nessa procura e ouvindo todos que melhor vai definindo o seu estilo. "Dos fadistas desta nova geração gosto muito de Ana Moura e Camané". Não se queixa da falta de convites para atuar tendo mantido regularmente os seus fins-de-semana ocupados em casas de fado, hotéis e outros espetáculos. Diz no entanto que ainda há datas disponíveis para aqueles que a queiram ouvir e ver atuar. O seu disco serviu de mote para lhe colocarmos algumas perguntas que agora transcrevemos.
Maestro Titular da Orquestra Clássica do Sul, Rui Pinheiro fala-nos do seu trabalho neste novo contexto e de outras experiências que tem tido ao longo da sua carreira. Fica evidente que a sua passagem por Inglaterra deixou marcas profundas devido a uma imensidão de experiências aí vivenciadas ao lado de nomes como Peter Stark, Robin O'Neill, Jorma Panula, Colin Metters, Sir Roger Norrington, Esa-Pekka Salonen, Vladimir Jurowski, John Wilson e Martin Andre. Começou a sua carreira pelo piano sendo licenciado e pós-graduado neste instrumento mas atualmente a direção preenche na totalidade do tempo que dedica à música. Mas não se arrepende. Abraçar a direção a tempo inteiro é algo que o preenche e realiza profissionalmente. Aqui fica a entrevista realizada ao Maestro Rui Pinheiro.