Apresentamos uma entrevista na qual quisemos conhecer melhor o trabalho que Miguel Angelo nos apresenta neste ano de 2015. Neste disco mostra-nos o futuro sem relegar o passado. A confirmar esta constatação temos logo a própria capa do disco que parte de uma fotografia que conta tanta(s) história(s). «Escrevi muitas das canções dos Delfins naquela sala, sim, e nas presenças e nas ausências a minha mãe e o meu pai foram muito importantes para este plano de vida. Passados 30 anos de carreira sentimo-nos mais próximos das pessoas, num sentido natural. Já largámos aquele cliché do artista cool, que nem sequer quer assumir publicamente que tem uma família... » Quanto ao facto desta edição fisicamente se apresentar em vinil, Miguel Angelo diz-nos: «SEGUNDO é editado exclusivamente em vinil, no que diz respeito aos formatos físicos. Junto de uma minoria em crescimento o objeto disco, em vinil, volta a ter valor, sentimental ou mais que isso. É a desmaterialização da música a sofrer um revés...»
Descontente com a programação de instituições como a Casa da Música e o Teatro Nacional de São Carlos, o barítono Job Tomé assume-se como um defensor da música portuguesa. "Não vou dizer que se trata de uma luta mas assumo como uma preocupação minha o facto de, recorrentemente procurar inserir reportório português e defender aquilo que de melhor temos. Lá fora, já não é a primeira vez que procuro provocar intérpretes de outras nacionalidades com reportório português e normalmente a receção é muito boa porque temos valor, temos mérito naquilo que se faz... Só é preciso é que seja divulgado". Quanto à programação de alguns teatros e instituições culturais diz: "A verdade é que quem decide, quem está nos «poleiros», quem está nos centros de decisão é muitas vezes ignorante. Ignorante porque não tem responsabilidade, não tendo que dar qualquer tipo de resposta pelas opções que tomam e dão-se casos muito graves".
Brenda Vidal Hermida estudou no Conservatório Superior de Vigo com os professores Cristina Olivar, Maider Ordozgoiti, Emilio Álvarez e Nicasio Gradaille. Em 2005, foi admitida na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto, na classe do professor Luís Filipe Sá, continuando os seus estudos em Espanha ao mesmo tempo. Concluiu em ambas escolas com as mais altas qualificações. Já se apresentou como solista em várias ocasiões e colabora regularmente com a Banda Municipal de Pontevedra, Orquestra Filharmónica Cidade de Pontevedra, Banda Municipal de A Coruña e Banda Sinfónica Portuguesa, entre outros. Nestes contextos já atuou em grandes salas de Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica, Brasil, e China.