O nosso entrevistado guiou-nos numa visita à sua carreira e à sua vida. Quando era pequeno gostava de guitarra mas rapidamente a bateria ocupou um espaço enorme nas suas preferências. Na sua formação houve professores que foram marcantes, neste sentido disse-nos que «o Sr. Rui Cardoso, que era professor de solfejo e um excelente saxofonista, com um sentido de humor bastante peculiar, muito exigente e duro com os seus alunos, mas que fora de aulas era um grande senhor e excelente companhia. O Bernardo Moreira, que era professor de história do jazz, e que mesmo com uma idade bastante avançada conseguia transformar aulas de 3 horas em “filmes” incríveis, de uma cultura musical fora de série. Depois o Henry Sousa e o Pedro Viana, ambos professores de bateria. O Henry com um método mais “old school” e o Pedro que tentava sempre adaptar o que íamos aprendendo à realidade atual. Todos foram bastante importantes para iniciar alguns métodos de ensino quando comecei a tentar dar aulas».
Fados do Fado é o novo trabalho que nos é trazido por Marco Rodrigues e serviu de mote para uma entrevista que aqui partilhamos com os nossos leitores. “(...) achei que estava na altura de gravar um disco que reunisse grandes êxitos do fado, e que, num meio onde a mulher sempre teve tanto protagonismo, homenageasse o papel que os homens tiveram ao longo da sua história. Por essa razão, optei por escolher - em conjunto com o João Pedro Ruela e com o Diogo Clemente - uma seleção de temas muito conhecidos no meio, tanto pelas suas letras e melodias fantásticas, como por terem sido cantados por vozes que foram referências. Fizemos questão de incluir também nesta homenagem alguns dos grandes intérpretes de outras gerações, como o Max, o Tony de Matos ou o Tristão da Silva, cujo trabalho infelizmente por vezes começa a ser pouco divulgado junto das novas gerações, o que gera algum desconhecimento”.
Ru Vasconcellos já passou por projetos como Rockalady, Red House View e Casual Attraction, mas é em nome próprio que nos apresenta agora “Summer Blaze”. Nesta entrevista quisemos conhecer melhor a Ru enquanto profissional da música. O início da sua aprendizagem, as suas influências e os sonhos para o futuro também foram aqui abordados. “Sou um autêntico bicho de palco. Adoro tocar com bandas grandes em grandes espaços porque posso dançar, sentir o groove, andar a correr e a saltar de um lado para outro, puxar pelo público, fazer brincadeiras, é uma parte muitíssimo importante para mim. Por outro lado a música e o som sempre foram a minha paixão desde que nasci. Ter a oportunidade de criar, e gravar num estúdio é como um cozinheiro na fase de preparar a comida para ser cozinhada. Não é possível dizer de que parte se gosta mais, faz tudo parte do prato final”.