Teresa Nunes diz-nos que "A mobilidade hoje em dia é melhor, com o aparecimento dos voos low cost, tornando as cidades europeias mais acessíveis. Num instante podemos ir concorrer para um lugar numa ópera ou noutro qualquer concurso... Hoje, quando fica em aberto um lugar em qualquer parte da Europa, acaba por concorrer para esse lugar toda a Europa. O mercado também está saturado noutros países. Inglaterra, por exemplo, está completamente saturada de cantores e a Alemanha também. Considero portanto que cada um tem que encontrar o seu próprio caminho. Eu continuo a acreditar que, apesar de muita gente dizer que isto está difícil, cada um tem o seu lugar. Penso que deverá haver também um trabalho no sentido de fomentar o consumo de cultura porque as pessoas gostam de ouvir, só que não se dão ao trabalho de conhecer coisas novas e além disso têm estereótipos enraizados".
Estivemos à conversa com o João Fonseca da Johnny Blues Band. A tocar desde 1994 lançaram recentemente o disco Good Old Times. Já marcaram presença em diversos festivais de Blues tais como o Gaia Blues, Festival de Blues e Jazz de Seia, Festa do Avante, Blues na ilha de Santa Maria, Praia Blues Festival na ilha Terceira – Açores, Douro Blues, Festival de Jazz & Blues de Évora, Festival de Jazz de Matosinhos e 1º Festival de Blues do Porto. Todas estas viagens proporcionaram momentos únicos de partilhas. E, falando de partilhas de experiências, poderemos aqui recordar que a Johnny Blues Band já compartilhou palcos com grandes nomes do blues. A título de exemplo poderemos referir Looney Brooks, Morris Hot (Magic Slim), Dr. Feelgood... Estas e outras experiências foram aqui recordadas numa entrevista onde o blues foi o cerne das questões.
Carlos Arruda do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa: «É bom sinal que surja quem queira "aproveitar-se" desta fase que o Cante atravessa, cabe aos verdadeiros detentores do património saber dizer não na altura certa e agarrar as oportunidades que vão naturalmente surgir. É muito importante que os grupos corais tenham presente a responsabilidade que têm de manter e preservar a forma tradicional do cante na forma como foi apresentada à UNESCO, porque esta distinção não é perpétua, e os pressupostos com que foi aceite têm de ser mantidos para que a chancela não nos seja retirada. (...) a vertente mais criativa e contemporânea das interpretações da Celina da Piedade, Paulo Ribeiro e Bernardo Espinho pode conviver com os grupos corais nas suas abordagens à música saindo os dois lados a ganhar».