L’Isola Disabitata em estreia mundial moderna
A Sala do Trono do Palácio Nacional de Queluz receberá a estreia mundial moderna de L’Isola Disabitata – serenata per musica - do compositor David Perez com libreto de Pietro Metastasio.

A Sala do Trono do Palácio Nacional de Queluz receberá a estreia mundial moderna de L’Isola Disabitata – serenata per musica - do compositor David Perez com libreto de Pietro Metastasio.

No âmbito do IV BB Blues Fest, no dia 29 de maio, pelas 15 horas, vai atuar no palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, a Gerajazz – Orquestra Geração.

Será no próximo dia 27 de junho pelas 21:30 que o Auditório Acácio Barreiros do CC Olga Cadaval receberá Liliana Martins que faz acompanhar por muitos convidados.

Rui Veloso vai subir ao palco do MEO Arena. Será no dia 6 de novembro e apresenta-se como um concerto único no qual irá comemorar os 35 anos de carreira.
No dia 6 de novembro, os fãs do músico português Rui Veloso poderão contar com uma noite onde se revisitarão os mais emblemáticos temas da sua carreira. "Chico Fininho", "Não há estrelas no céu", "A paixão (segundo Nicolau da viola)", "Jura", "Porto Covo" e "Nunca me esqueci de ti", são algumas das canções que de forma transversal chegam a várias gerações e que, segundo a Everything Is New, se vão poder ouvir neste concerto muito especial no MEO Arena.
Algumas correntes de opinião defendem até que foi com Rui Veloso que se começa a falar do rock português. O músico atravessou o palco com alguns dos mais grandiosos nomes da música internacional. B.B.King, Gilberto Gil, Lenine, o projeto Rio Grande (com Tim, Vitorino, João Gil e Jorge Palma), são apenas alguns exemplos.
É também em 2015 que se comemoram os 25 anos do álbum "Mingos e os Samurais". Este álbum foi o mais premiado de sempre na música portuguesa e trouxe hits como "Não há estrelas no céu" e "A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)". Mingos e os Samurais recebeu sete discos de platina.
"O Quanto Somos Semelhantes" foi apresentado pelos Frei Fado na Casa da Música. Fomos ao Porto assistir ao espetáculo que aqui descrevemos.
Valter Hugo Mãe, Eugénio de Andrade, Manuel António Pina, António Mega Ferreira e José Jorge Letria, são os poetas escolhidos para ajudar na procura de uma tradução musical para os mecanismos que suportam as relações entre as pessoas.
O sexto trabalho editado numa carreira com mais de 20 anos foi apresentado na Casa da Música. Nós estivemos lá e passamos a descrever aquilo a que assistimos.
Carla Lopes, na voz; Jorge Ribeiro, no baixo acústico; Ricardo Costa, na guitarra; Rui Tinoco, nos teclados e programações; e Zagalo, na bateria e percussões subiram ao palco da Sala 2 da Casa da Música a 23 de maio de 2015 pelas 22 horas para nos apresentar um espetáculo no qual, de forma coerente assistimos a um expoente elevado de harmonia e bom gosto.
Se o disco "O Quanto Somos Semelhantes" (que pode adquirir aqui) já fazia antever o explanar do bom gosto e maturidade musical em palco, a inteligente construção do alinhamento veio superar qualquer das melhores expectativas vis-à-vis construídas.
A voz doce e ao mesmo tempo potente de Carla Lopes captou a atenção de todos. A voz que empresta aos poemas foi sabiamente adornada por sóbrios e consistentes arranjos onde a percussão e os restantes instrumentos embalaram o público por uma viagem que nos ia mostrando tantos e tão variados quadros que surgiam sem que tivéssemos que desviar o olhar.
A tecnologia, evidenciada em sonoridades programadas às quais os músicos respondiam sem tensão, como se de outros companheiros se tratassem, reforçou a ideia de que o bom gosto e a maturidade musical no campo dos arranjos é um dado adquirido e inquestionável.
Os convidados Agostinho Rodrigues e Vanessa Pires, também ali embarcaram na viagem e, à semelhança da tecnologia atrás mencionada, transmitiram a ideia de que já lá estavam. Tal deveu-se mais uma vez, em nossa opinião, à escolha do alinhamento que proporcionou um equilíbrio constante no que concerne às densidades das texturas sonoras.
Danças leves com movimentos extensos, embaladas por lenços longos esvoaçando ao vento, é um possível cenário para o concerto ao qual assistíamos sem pestanejar. No entanto, à medida que avançávamos no espetáculo, íamos sendo convidados a embarcar em mudanças de compasso que nos faziam deambular entre o pop e o jazz sugerido por swings evidenciados na percussão e nas tiradas melódicas entoadas por Carla Lopes.
Na Ladainha da Mãe que Ama de Valter Hugo Mãe, tivemos um palco repleto de criatividade dividida ente Rui Tinoco (Piano) e Vanessa Pires (violoncelo), constituindo-se assim como um dos momentos altos do concerto proporcionando intimismo e virtuosismo em simultâneo.
Em crescendo, no que concerne à intensidade, aos andamentos e ao próprio recorte rítmico, o concerto foi-se aproximando do fim. Foram apresentados os músicos com agradecimentos especiais aos convidados Vanessa Pires e Agostinho Rodrigues. Também Rui Tinoco foi alvo de especiais aplausos. A seu cargo estiveram, para além do facto de tocar piano e ser responsável pela programação, a composição e a produção de mais este trabalho. Miguel Oliveira foi o responsável pela capa do novo disco e também foi recordado e aplaudido na sala 2 da Casa da Música.
Se o fado português é uma presença constante, não menos interessante é a forma como este ambiente se cruza com outras linguagens advindas dos universos pop, jazz e fusion. Para o confirmar, terá que assistir a um concerto dos Frei Fado.
Antestreia do Álbum “Navia” acontecerá no dia 5 junho pelas 22:00h
