Hauschka | Concertos em Portugal
Porto, Casa da Música, 27 de maio | Lisboa, CCB, 28 de maio

Porto, Casa da Música, 27 de maio | Lisboa, CCB, 28 de maio

Os Frei Fado lançam um convite à reflexão perguntando ao público: “Quantas vezes nos questionamos e reconhecemos nos outros, traços da nossa própria identidade?”
O novo disco "O Quanto Somos Semelhantes" é apresentado pelos Frei Fado como «A projeção da nossa identidade às vidas dos outros! A forma como reconhecemos, e como às vezes nos é difícil acreditar num mundo mágico, simétrico, onde constantemente nos revemos uns nos outros. Espelha o carácter romântico das relações, abordando o amor e a harmonia, mas também a ausência, a privação e toda a fragilidade perante a solidão».
Interpretando e desafiando os poemas escolhidos de autores como Valter Hugo Mãe, Eugénio de Andrade, Manuel António Pina, António Mega Ferreira e José Jorge Letria, "O Quanto Somos Semelhantes" aposta na procura de uma tradução musical para os mecanismos que suportam as relações entre as pessoas.
Este é o sexto trabalho editado numa carreira com mais de 20 anos e na qual se assume a vontade de criar. Neste trabalho reforça-se mais uma vez a identidade sonora característica dos Frei Fado.
Os Frei Fado nasceram no Porto, em 1990, e têm vindo a desenhar o seu percurso em torno de um equilíbrio de modelos sonoros. As influências são inúmeras e originaram a criação de composições originais que extravasam os limites da música popular, do fado, entre outros géneros. Procuram desta forma recriar ambientes com conotação direta às tradições e costumes cronologicamente identificáveis. O percurso de originais foi interrompido em 2007 com o lançamento do "Senhor Poeta", onde os Frei Fado exploraram diversos temas do vasto reportório de canções de José Afonso. «O desafio desse tributo, veio complementar a linha de participação dos Frei Fado, logo nos primeiros anos da existência do grupo, no álbum "Filhos da Madrugada"».
Em "Se o Meu Coração Não Erra" protagonizaram um momento de inovação e renovação estética na sua música, deixando para trás algumas das características marcantes dos seus anteriores trabalhos. No seu percurso tiveram a oportunidade de tocar em vários concertos e festivais internacionais. Visitaram países como França, Brasil, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Bélgica e México.
Aqui deixamos o vídeo promocional deste último trabalho dos Frei Fado.
Spring On | ECHO Rising Stars | Estado da Nação | 102 Anos Helena Sá e Costa

A tradição musical da África do Sul é forte e vai poder ser apreciada numa série de concertos em Portugal.
A música esteve sempre presente na luta anti-apartheid. O povo da África do Sul assenta as suas práticas musicais partindo do pressuposto de que uma canção pode ajudar o mundo. É com base nessa crença que nascem no país de Nelson Mandela projetos como o Exaltation.
Ainda longe de se vislumbrar o fim do sistema Apartheid, no final dos anos 70, em Joanesburgo, Arthur Brown solidificou um projeto comunitário. Este consistia num coro idealizado como atividade para manter as crianças fora das ruas em segurança. Mais tarde, Andre Coetzer, pastor evangelista, interessou-se pelo projeto e nele se envolveu com todas as suas forças orquestrando uma mistura desse coro com uma orquestra de cariz comunitário. Foi aí que em 1983 nasceu aí o coletivo Exaltation.
Passados mais de 30 anos, Exaltation é uma marca cultural claramente implantada na África do Sul, mantendo até aos dias de hoje a vocação de trabalhar com crianças. Esse cariz e essa vocação valeram diversos gestos de reconhecimento, aplausos e convites de prestígio das mais prestigiadas esferas artísticas e sociais da África do Sul. Em 2004, por exemplo, o coletivo Exaltation foi convidado para se apresentar na estreia mundial do filme Mandela Portrait, dando assim a sua música a um enorme conjunto de dignatários tendo a oportunidade de atuar em conjunto com a Orquestra Filarmónica de Joanesburgo.
O longo percurso do coletivo Exaltation atingiu o ponto mais alto em 2011 com a edição de um CD de estreia, algo muito importante na vida do grupo e que o ajudou a centrar-se ainda mais naquilo que apelida de missão: "levar a sua experiência e testemunho de endurance e partilhar tudo isso com a juventude da África do Sul e do resto do mundo".
Os espetáculos dos Exaltation são momentos únicos de total entrega, de espiritualidade, de alegria e de comunhão. A música serve um propósito maior e valores de união e paz. Os Exaltation querem inspirar pessoas, crianças e adultos, os anónimos e os líderes. E continuam a acreditar que o podem fazer com a força de canções que, se já ajudaram a mudara um país, também podem ajudar a transformar o mundo.
António Lobo Xavier, gestor da Sonae e ex-dirigente do CDS-PP, com provas dadas na vida empresarial e na política nacional, abraça agora este desafio. Dirigir uma instituição com peso e responsabilidade cultural nacional será a próxima empreitada.
Não é todos os dias que se comemoram 10 anos. A Casa da Música festeja o seu 10º Aniversário e convida o público a juntar-se à festa. Como cerne da celebração teremos os seus agrupamentos e maestros titulares, o Serviço Educativo, o incentivo à criação contemporânea, os agrupamentos em associação e a marca da diversidade de estilos e géneros musicais. «Por todo o edifício irá encontrar os sinais de uma década intensa em cartazes e fotografias, os sons das 13 óperas levadas à cena e miniaturas musicais oferecidas por compositores de prestígio internacional. Os ensaios abertos e as visitas guiadas completam uma festa que se faz também pela noite fora, com uma edição especial do NOS Club».
10º Aniversário da Casa da Música| Programa de abril
Concertos Classic Waves: Casa da Música, 1 de junho | Centro Cultural de Belém, 2 de junho
