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Michael Lauren marcou mais uma vez presença no Dia do Ritmo em Aveiro e respondeu às nossas perguntas. O baterista foi um dos membros fundadores da Drummers Collective NYC que "foi criada em 1977. Naquela época, não havia nenhuma escola que apenas ensinasse Bateria e Percussão em Nova Iorque. A ideia era criar uma atmosfera única onde os alunos pudessem ter aulas com os melhores bateristas / percussionistas de Nova Iorque que gostassem de ensinar. A nossa missão era transmitir a informação «real», que possuíamos e de que os nossos alunos necessitavam se quisessem tornar-se bateristas de sucesso no mundo da música, altamente competitivo, de Nova Iorque. A Drummers Collective definiu o padrão para a educação da bateria em todo o mundo, e o que fazíamos passou a ser seguido em todas as escolas de bateria que abriram as suas portas após a nossa".
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«O meu objetivo com este álbum foi dar vida a uma música que tem vindo a ser silenciada ao longo do tempo pela guitarra devido às limitações inerentes ao instrumento e consequentemente partilhar a experiência auditiva de como soará a guitarra tocada ao vivo se nos dedicarmos à produção daquilo que eu acredito ser o próximo patamar evolutivo do instrumento, ao qual chamei “guitarra do futuro”. Para este fim partilhei no booklet do álbum assim como no vídeo-documentário que aborda o processo de gravação do álbum, realizado pelo Duarte Domingos, uma solução que me parece ser a mais eficaz e que poderá ser estudada pelos luthiers para dar vida a este projeto».
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Fomos ao encontro de Miguel Amado em vésperas da estreia do seu The Long Rest. Assim, numa antestreia em Aveiro pudemos antever o que será apresentado no dia 16 de junho no Museu do Oriente. Como tivemos oportunidade de dizer nesse mesmo dia, o novo cd revela um trabalho muito maduro e repleto de virtuosismo. Com Miguel Amado subiram ao palco do Dia do Ritmo 2016: Desidério Lázaro nos saxofones, Ricardo Pinheiro na guitarra, Rúben Alves no piano e Vicky na bateria. O nosso entrevistado não considera que que seja mais fácil enveredar por uma carreira fora de Portugal. A este respeito disse-nos: «Não acho que se tenha que ir lá para fora. Lá o mercado é tão difícil como cá. Em alguns casos poderá haver mais oportunidades mas não em muitos porque o jazz continua a ser uma área marginal. Nesses sítios onde há mais oportunidades, Londres se falarmos na Europa, ou Nova Iorque ou Los Angeles se falarmos nos Estados Unidos, há muito mais competição não aumentando as probabilidades de sucesso».
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Apresentamos uma entrevista na qual quisemos conhecer melhor o trabalho que Miguel Angelo nos apresenta neste ano de 2015. Neste disco mostra-nos o futuro sem relegar o passado. A confirmar esta constatação temos logo a própria capa do disco que parte de uma fotografia que conta tanta(s) história(s). «Escrevi muitas das canções dos Delfins naquela sala, sim, e nas presenças e nas ausências a minha mãe e o meu pai foram muito importantes para este plano de vida. Passados 30 anos de carreira sentimo-nos mais próximos das pessoas, num sentido natural. Já largámos aquele cliché do artista cool, que nem sequer quer assumir publicamente que tem uma família... » Quanto ao facto desta edição fisicamente se apresentar em vinil, Miguel Angelo diz-nos: «SEGUNDO é editado exclusivamente em vinil, no que diz respeito aos formatos físicos. Junto de uma minoria em crescimento o objeto disco, em vinil, volta a ter valor, sentimental ou mais que isso. É a desmaterialização da música a sofrer um revés...»
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Miguel Gizzas lançou recentemente o seu segundo trabalho. Desta vez trouxe-nos algo completamente novo. Falamos do primeiro romance musical do mundo: "Até que o Mar Acalme". Neste projeto, mais do que ouvir somente os temas, podemos embarcar também numa viagem pelo universo da escrita. Cada canção do álbum, que tem o mesmo título do livro, é parte integrante da narrativa de um romance inteiramente redigido por Miguel Gizzas. A vida de um economista que decidiu dedicar-se à música e à escrita, é portanto o cerne desta entrevista onde, mais uma vez, se mostra o quão vantajoso se torna para o público quando os artistas a ele se dedicam de uma forma transversal e integrada.
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Os Monda, em entrevista, falam-nos do disco homónimo. «Este foi um disco de muitas simbioses. E para além disso, pensamos ser um disco em que os astros se alinharam a nosso favor. Astros e estrelas, grandes estrelas da música nacional que, desde o primeiro momento, acreditaram no nosso projeto e disseram sim à nossa música. Para além da Katia Guerreiro e do Rui Veloso, estrelas maiores do panorama artístico nacional. Tivemos muitos amigos, e também eles grandes músicos, a participarem no disco e ajudarem-nos a construir e consolidar a nossa ideia inicial. Desde logo pelo nome que assina a produção do disco, Ruben Alves, pianista e compositor de grande talento, Tiago Oliveira, guitarrista e fundador dos Polo Norte, Mário Caeiro, João Ferreira, Pedro Vidal e o Grupo de Cantadores de Portel. Estamos certos de que o contributo e a disponibilidade que emprestaram ao disco foram fundamentais para que o mesmo possa ter sucesso entre o público».
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Mikkel Solnado divide o seu trabalho entre a música que escreve para si e a que compõe para outros artistas e projetos nacionais e estrangeiros. "Daisy Chains" é o segundo disco do artista, compositor e produtor e, segundo este, é um trabalho mais calmo relativamente ao primeiro. Na Dinamarca produzia para outros artistas e fazia alguns jingles e em Portugal também continua a escrever para outros artistas como por exemplo para a Rita Guerra. Gosta de cantar em inglês mas perspetiva um terceiro disco cantado la língua de Camões. "Daisy Chains" conta com a participação de nomes como Ana Free, Elisa Wagner, Joana Alegre e Davide Rossi, habitual colaborador dos Coldplay e que colabora também com Alicia Keys.
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Mirror People é um conceito idealizado por Rui Maia após uma tournée pelos Estados Unidos com os X-Wife. É desse conceito que o músico nos fala nesta entrevista. Para os que desejam ouvir em breve o projeto, também deixamos aqui algumas datas. "Em palco tenho a convidada Maria do Rosário que interpreta todas as canções do disco. Eu toco sintetizadores e caixa de ritmos. De vez em quando também convido outros amigos músicos para o palco, gosto de ter essa liberdade". Rui Maia adiantou ainda que "Além de Mirror People, os X-Wife estão de volta. Abri também a minha editora Belong Records, para lançar os meus projetos e também outros artistas. Estão alinhados discos de Rui Maia, Canyon, novos remixes e singles de Mirror People".
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Os Myrica Faya lançaram o disco “do cerne” e nós quisemos saber um pouco mais sobre este projeto que nos chega dos Açores. Nos dois últimos anos o grupo tem tocado bastante e, fruto de várias e diversificadas vivências apresentam agora o sucessor de “Vir’ó Balho” que foi considerado um dos 10 melhores discos da área tradicional/folk editados em Portugal no ano de 2014. «Somos relativamente novos nesta vertente musical, no entanto pelo que vamos percebendo, há um público bastante fiel. Numa época em que as pessoas parecem voltar-se mais para o seu país e para o que de melhor nele se faz, os projetos de world music têm tudo para se afirmarem e serem bem-sucedidos».
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Gosta de cozinhar, de saborear frango de churrasco português e não conhece nenhum músico do nosso país, no entanto, Myles Sanko está ansioso por vir mostrar a sua música nos dias 18 e 19 de fevereiro no Musicbox e na Casa da Música. Na sua música diz estarem presentes diversas influências que refletem a sua admiração por nomes como «Otis Redding, Bill Withers, Shuggie Otis, Al Green, Terry Callier, Joe Bataan, Minnie Riperton, James brown, Stevie Wonder, The Doors, Jimmy Hendrix, Syl Johnson, Rolling Stones, John Legend, Gregory Porter e muitos outros!». Quando perguntámos se os clubes londrinos Ronnie Scott’s e o Jazz Café também funcionaram como uma escola para Sanko, este não hesitou em concordar acrescentando que «passaram por esses locais icónicos inúmeros grandes músicos que eu respeito e admiro. Assim, partilhar aqueles palcos, onde eles já estiveram, dá-nos confiança e faz-nos sentir como se já fizéssemos parte daquele grupo restrito: “Estou no meu caminho!”».
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Luís Carlos Delgado Peleira, mais conhecido como Nené Peleira, nasceu em Sá da Bandeira, Angola em 1972. Tem formação em guitarra clássica e formação musical mas não só. Também adquiriu formação em áreas como Animação Cultural, Produção e Gestão Cultural e ainda Marketing nas artes do espetáculo. Atualmente assume a direção pedagógica da Escola de Música Musicentro dos Salesianos de Lisboa, cargo que ocupa desde julho de 2013. Nesta entrevista pretendemos conhecer melhor este homem que se divide entre os palcos e as salas de aula.
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Nuno Aroso dirige a classe de percussão da Universidade do Minho. A crítica reconhece-o como um dos mais criativos percussionistas da sua geração. Tocou em estreia absoluta mais de 100 obras, ficando parte delas registadas em duas dezenas de álbuns discográficos. Nomes como Peter Klatzow, Peter Ablinger, Oscar Bianchi, João Pedro Oliveira, Amanda Cole, Kumiko Omura, Luís Antunes Pena, Matthew Burnter e Martin Bauer têm escrito diversas obras para o nosso entrevistado. Após completar o curso de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, Nuno Aroso foi admitido na Escola Superior de Música do Porto. Concluiu a licenciatura em 2001 com 20 valores. Em 2003 prosseguiu estudos de especialização no Conservatoire National de Strasbourg obtendo o "Diplôme de Soliste em Marimba e Vibrafone".
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Nasceu em Torres Vedras e desde cedo demonstrou interesse pela música. Tocou com inúmeros artistas e a solo. No seu portfolio estarão certamente as recordações dos intensos anos 80 em que tocou com Lena D’Agua, Rui Veloso, entre outros nomes da música portuguesa. O Jazz foi sempre uma inspiração, daí ter sido convidado várias vezes por Luís Villas-Boas para tocar nos Festivais de Jazz de Cascais, Estoril e Lisboa. Outra paixão que tem para além da música é a fotografia. Pensamos não estar longe da verdade quando dizemos que ao observarmos alguns dos seus trabalhos fotográficos, nos vem à cabeça o som do seu saxofone como música de fundo… e a sugestão contrária também é algo que se apodera de nós como se vislumbrássemos imagens e cenários quando escutamos o brilhantismo que nos consegue transmitir em notas longas carregadas de emoções, de sentimentos…
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Numa conversa que durou aproximadamente uma hora, Nuno Côrte-Real partilhou aspetos da sua vida, carreira e obra que certamente deixarão os nossos leitores mais ricos. 7 Dances to the death of the harpist na Kleine Zaal do Concertgebouw em Amsterdam, Pequenas músicas de mar na Purcel Room em Londres, Concerto Vedras na St. Peter's Episcopal Church em Nova York, Novíssimo Cancioneiro no Siglufirdi Festival em Reikiavik, e Andarilhos - música de bailado na Casa da Música no Porto são apenas algumas das suas estreias mais marcantes. No mês em que estreará mais uma das suas obras no Festival de Música da Póvoa de Varzim, esta entrevista é também um presente para todos aqueles que ambicionam saber um pouco mais sobre este artista português respeitado e admirado pelos seus pares em Portugal e no estrangeiro.
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O compositor Nuno Costa concedeu-nos a oportunidade de sabermos um pouco mais sobre a sua vida e sobre a sua carreira. Do despertar para a música, passando pela sua experiência nos Salesianos de Poiares, no Conservatório do Porto, e na ESMAE, e culminando nos tempos atuais repletos de sucessos e conquistas, o nosso entrevistado teceu também algumas considerações sobre a música no contexto cultural português. «Não penso que a música seja um parente pobre. Penso, antes, que a cultura é uma espécie de parente esquecido da sociedade portuguesa porque de pobre a nossa cultura pouco tem. Tem, antes, o fado de viver uma descontinuidade na sua execução... Há um sem número de razões para que isso seja assim mas, se não for primeiro, o Tempo dará, à nossa Sociedade, a oportunidade de se encontrar com aquilo que a poderá tornar, indubitavelmente, única».
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Nuno Dario recebeu recentemente dois prémios nos Global Music Awards e já não é a primeira vez que vê o seu trabalho ser reconhecido internacionalmente. Não sobrevaloriza uns trabalhos em detrimento de outros. A este respeito destacou: «Para mim os principais trabalhos têm sido aqueles em que, numa excelente colaboração com os realizadores pude desenvolver novas ideias, abordagens e explorar novas possibilidades de ajudar a contar histórias com a minha música. Houve trabalhos e experiências muito gratificantes, como a série web “Out of Order" ou a curta “Rose”. Mas penso que o filme-documentário “Earth is Home” e, no campo da multimédia, o trabalho para a cerimónia de abertura do festival “Fenacult II” em Luanda, num grande estádio, foram bastante importantes pela inteligência criativa das equipas de produção».
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Nesta entrevista, nem só de música se falou. Nuno da Camara Pereira assume-se como um homem de causas. Para além das canções, ainda dirige uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) dedicada às Crianças em Carnide, e o Sindicato Nacional dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitetos. O nosso convidado é também técnico superior do Ministério de Agricultura. Levou a sua voz pelo mundo encarando a disseminação do fado como uma missão. A este respeito disse-nos: “Fui educado na promoção dos valores históricos e culturais portugueses, os mais simples e de forma própria, digna e respeitosa”. Quanto à imagem pública que de si nos é trazida muitas vezes pela comunicação social, assume que tem sido penalizada: “o Jornalismo em Portugal infelizmente está pejado de gente mesquinha e invejosa que, salvo algumas exceções, não informa devidamente e a verdade sonega-a constantemente”.
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Nuno Inácio: «Portugal continua a ser um país que não fomenta a cultura artística na formação das crianças. É um problema de base. É um problema governamental de falta de planeamento de uma cultura de criatividade artística que fizesse parte da formação escolar desde a pré-primária. Esta lacuna tem uma repercussão no comportamento dos públicos e na falta de interesse pela música clássica e pela boa música no geral. Quando se trata de algo desconhecido ou que nunca se conheceu, é mais difícil de se compreender e de ter uma atitude proactiva e de iniciativa pessoal para aprender uma nova forma de comunicação».
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Nuno Norte recebeu-nos em Aveiro para uma conversa sobre o seu último disco “Sabe a Sal” e sobre o seu percurso musical até aos dias de hoje. Da sua passagem pelo programa da SIC, “Ídolos”, abordando a sua experiência na Filarmónica Gil e culminando no seu último trabalho a solo que será apresentado na Casa da Música no dia 2 de novembro, de tudo se falou um pouco. «Como sempre estive ligado à música, naturalmente iria chegar a algum lado. É óbvio que com a minha participação nos Ídolos, tudo ficou mais fácil, pois o programa deu-me uma projeção a nível nacional. Sendo conhecido a nível nacional, tudo se tornou mais simples».
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Nuno Pinto é detentor de uma carreira de grande prestígio. Muito respeitado pelos seus pares, enquanto solista ou integrado em grupos de câmara e ensembles, esteve presente nas estreias de mais de uma centena de obras de sessenta compositores. A ele são dedicadas obras de Cândido Lima, Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, Ricardo Ribeiro, Telmo Marques, Virgílio Melo e Miguel Azguime. Nuno Pinto foi solista com a Orquestra Clássica do Porto, Orquestra do Norte, OrchestrUtopica, Solistas do Porto, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra de Câmara Musicare, Orquestra Artave e European Medical Students Orchestra. O nosso entrevistado colaborou ainda com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Nacional do Porto.