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O músico José Valente partilha com os leitores do XpressingMusic o seu percurso formativo e artístico. Sem rodeios, o nosso entrevistado fala-nos da sua visão sobre a forma como a cultura é encarada em Portugal. Numa entrevista onde a frontalidade sobressai, exaltam-se aqueles que protagonizam o que de melhor se faz na música e lançam-se alertas para o que de mais negativo tem contaminado a plena vivência da música e das artes em geral. José Valente recusa-se a catalogar os géneros musicais em que se move deixando isso a cargo dos profissionais que a colocam à disposição do público.
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De visita a Portugal, Jost Nickel trouxe um discurso de bateria muito sólido que se fundamenta numa sonoridade muito bem conseguida. Tendo como pano de fundo o Festival de Percussão e Bateria de Lavra, tivemos uma conversa com este baterista reconhecido mundialmente como o "homem Groove". Para além das clínicas que protagoniza por todo o mundo, Jost Nickel toca ainda com o guitarrista Barry Finnerty e com a banda alemã Jan Delay. Recentemente lançou o livro "Jost Nickel's Groove Book": "Este livro foi feito para que nos possamos divertir enquanto trabalhamos com ele, já que há muitos livros com os quais não há diversão enquanto os trabalhamos, pois apenas nos dizem o que temos que fazer, sem nos deixar perceber porquê. Pode ser divertido trabalhar com este livro e eu tento trazer o aluno para uma situação em que ele pode criar os seus próprios padrões e grooves".
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Juan Antonio Ferrer Cerveró nasceu em Monserrat (Valência). Iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Instructiva Musical desta localidade tendo estudado posteriormente no Conservatório Superior de Música de Valência com os professores Luis Sanjaime e José Cerveró. Foi neste conservatório superior que obteve o título de professor de clarinete com as mais altas classificações. Juan Ferrer é membro dos grupos de câmara Versus, Siglo XXI e do Quinteto de Solistas da OSG com os quais realiza vários concertos. Como docente, trabalha habitualmente com a Orquestra Sinfonica Joven de Galicia e com a Orquestra Joven Sinfonica de Euskadi. O nosso entrevistado leciona também cursos de aperfeiçoamento por toda a Galiza, Aragão, Valência, Canárias, entre outros locais. Juan Ferrer já realizou digressões por toda a Espanha, Itália, Portugal, Alemanha, Áustria e América do Sul.
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Recebeu a equipa do XpressingMusic em sua casa em Lisboa para uma conversa onde pudemos falar da sua carreira e dos seus projetos mais recentes. A paixão pelo cavaquinho extravasou os discos e os espetáculos e levou-o a empreender um projeto que enobrece, não só este cordofone, como um país por onde prolifera a prática e a construção do mesmo. Portugal surge no mapa dos construtores e agora, de forma organizada e sistematizada, defende-se a história e todo o universo inerente ao cavaquinho através da Associação Museu Cavaquinho, uma ideia que não para de crescer e que, cada vez mais, reúne numa só comunidade, construtores, tocadores, académicos e instituições, todos envoltos numa alegria contagiante que tem como grande impulsionador um homem: Júlio Pereira.
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Júlio Resende defende «A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho». Relativamente às suas influências musicais diz-nos que conhece bem a história da música e dos géneros musicais que lhe são próximos, tendo para o músico, todos eles um peso idêntico: «(...) não consigo prescindir ou selecionar um só». Em Portugal, o nome de Júlio Resende surge com maior relevo para o público com o trabalho "Fado & Further": «É um disco ao vivo, que pretende dar ao ouvinte uma relação renovada com o repertório que pensou já estar esgotado. A imaginação é uma das capacidades humanas que mais admiro e no palco pretendo sempre voltar a olhar cada interpretação como se fosse a primeira vez. Nem sempre consigo, mas tento sempre um bocadinho».
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Combinámos encontrarmo-nos perto da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais em Lisboa. Assim foi e, não muito longe dali entrámos no espaço onde Khalid Fekhari transforma madeiras em sonoridades, umas mais orientais e outras mais ocidentais. Khalid Fekhari, à medida que connosco conversava, acariciava cada um dos seus instrumentos como de seres vivos se tratassem. A paixão pelo alaúde já vem de muito longe mas só nos últimos 5 anos se dedicou de forma mais séria ao seu estudo e à sua construção. Não constrói instrumentos pelo ímpeto comercial, mas pelo desafio que a construção que cada um deles desperta em si enquanto homem que só aceita projetos que o ajudem a crescer e que contenham uma evidente componente de aprendizagem.
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Os Lâmpada Mágica nasceram no início deste ano e mostram uma enorme vontade de fazer música e espalhá-la pelo mundo. Não se comprometem com nenhum género específico mas dizem que o jazz, o funk e a world music estão bem presentes na música que nos trazem. Com elementos dotados de formação musical sólida, este projeto assume as dificuldades inerentes à promoção e divulgação do projeto como meros desafios que facilmente se ultrapassam com a enorme vontade que têm de partilhar música. São portanto um projeto do tempo que se vive, perfeitamente enquadrado e adaptado às contingências da globalização. «É factual que nos encontramos perante a era da globalização, logo a quantidade e variedade de coisas no mercado é enorme. Seria também fácil dizer que nos encontramos num período controverso da música portuguesa devido aos cortes na cultura, devido à falta de formação musical e auditiva que de uma forma geral sempre existiu em Portugal, contudo, cabe aos músicos de agora lutarem por uma alteração da maré e trazerem a mudança plantando nova música pelo país fora».
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Lara Martins fala ao XpressingMusic do seu percurso académico e de uma vida de trabalho dedicada à música. Atualmente interpreta o papel de Carlotta Giudicelli no musical O Fantasma da Ópera no Her Majesty's Theatre em Londres, o que lhe deixa pouco tempo para se dedicar a outros projetos. Rússia, Suíça, França e, obviamente, Portugal são países por onde já espalhou a sua magia. Considera a evolução dos músicos portugueses nos últimos anos extraordinária. Para Lara Martins, o nível de ensino nas escolas superiores, conservatórios e escolas profissionais portuguesas melhorou imenso. No entanto, confessa alguma preocupação perante a incapacidade do estado português para perceber as especificidades do ensino artístico...
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Lars Arens tem um percurso que fala por si. O trombone ganha vida nas suas interpretações. O trombonista marcará presença na primeira edição do “Algarve Brass Forum”. Nesta entrevista falou-nos também do “Trombone Talk” que irá protagonizar neste âmbito. «As linhas principais de um “trombone talk” que vão ser expostas, também dependem muito do perfil dos participantes e das suas perguntas. Conto apresentar o instrumento e as suas caraterísticas, mostrar uma ou outra música que me influenciou e me fascina. E talvez refletir um pouco acerca dos estudos/rotinas que um instrumento como o trombone “pede”». Para Lars Arens, «o caminho de um estilo musical é o resultado de tantos fatores diferentes ..., músicos, escolas, concertos etc., que criam uma dinâmica própria. Tem havido muito crescimento e muita evolução, muito mesmo. O jazz nacional não está parado. Isso importa: Caminhar - não estar parado - é o destino».
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O novo cd tem como título “as (im)prováveis” e será levado ao palco no dia 8 de julho. Laurent Filipe tem um currículo invejável na área da teoria e da composição musical tendo aprofundado os seus estudos nestas áreas na Universidade de Kansas nos Estados Unidos. O músico estudou também composição para cinema na Berklee College of Music e, no que ao seu inseparável trompete diz respeito, estudou com nomes como Roger Stone e Greg Hopkins. Quando ao concerto de apresentação do disco disse-nos: «No dia 8 de julho, pelas nove e meia da noite, eu vou estar no Parque Palmela em Cascais e nesse concerto, para o qual convido todas as pessoas, vão acontecer coisas inesperadas porque as canções vão ser cantadas em cinco línguas, vamos ter uma convidada especial que é a Carmen Souza e o Theo Pascal, que é também um músico excecional».
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«Foi o Robot que nos fez famosos, no ano de 81. Mas foram as canções que gravei depois de sair da Salada de Frutas que consolidaram o meu nome como cantora e artista de palco. Vígaro cá, vígaro lá, Perto de ti, Carrossel, Nuclear não Obrigado, Sempre que o amor me quiser, Demagogia, Terra Mágica, Dou-te um Doce, Beco, são apenas alguns dos admiráveis temas compostos pelo Luís Pedro Fonseca para mim, quase todos gravados com a Banda Atlântida, banda essa que formámos em 81 logo após a nossa saída da outra banda. Esta parceria compositor/cantora é que consolidou o meu nome, muito mais além que o ‘one hit’ da Salada de Frutas».
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O músico brasileiro Leo Cavalcanti, de passagem por Portugal, aceitou responder às perguntas do Portal do Conhecimento Musical. Mas nem só dos concertos que fará no MusicBox e na Madeira se falou. Os seus discos e o momento que a música brasileira vive foram também tema de conversa numa entrevista na qual ficámos a conhecer melhor o jovem artista. Foi a propósito desse momento da música brasileira que nos disse: “Acho que é um momento de grande volume de produções autorais e de grande variedade, onde as pessoas estão realmente buscando desenvolver suas próprias linguagens musicais, sem querer se enquadrar em caixas. Acho isso maravilhoso, e me identifico. Muitas sementes de coisas novas. É uma grande renovação. Mas não vejo isso como um movimento ideológico unido, com um discurso e uma homogeneidade. Vejo como um fenómeno inevitável e sincrónico de renovação e de ampliação do espectro de expressividade da música popular”.
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Uma carreira musical à qual não poderia ter fugido e as suas aprendizagens e experiências na Alemanha foram alguns dos temas aflorados nesta entrevista na qual Leonor Braga Santos não deixou de manifestar as suas preocupações com o futuro dos jovens músicos. «Tenho pena dos nossos jovens músicos. A vida está cada vez mais difícil para quem quer seguir uma carreira musical, com as orquestras a acabar por falta de verbas um pouco por toda a Europa. Por outro lado, a internet veio facilitar os contactos lá fora. Em Portugal, neste momento, há poucas ofertas de trabalho». Ao falarmos da gravação do Sexteto para Cordas e o Quarteto com Piano de Joly Braga Santos, seu pai, não negou que manter viva a obra deste pode ser uma das suas missões. Neste âmbito referiu ainda que outro CD virá a caminho, já que um colega violinista se propôs gravar toda a música de câmara do seu pai e a convidou para fazer parte do projeto.
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Liliana Jordão partilhou com o XpressingMusic – Portal do Conhecimento Musical alguns dos seus sonhos e das suas ambições enquanto fadista. Relativamente ao lançamento de um primeiro disco não mostrou pressas nem precipitações, pois «Há quem opte por gravar trabalhos simplistas, sem qualidade, mal preparados, e que não apresentam nada de novo. O estúdio, apesar de ser limitativo, deve colher o melhor que há em nós. Se não arrepiar, não vislumbro qualquer mérito em gravar. E deve arrepiar o mesmo quando ouvido num rádio com dificuldades em captar sinal, numa tasca com bancos de madeira, ou no melhor auditório do mundo perante uma plateia gigantesca. A gravação está a ser preparada, e em constante evolução de ideias, porque é do seu crescendo que obtemos notoriedade perante os destinatários. A demora acrescida? Não há editoras a apostar em fadistas que não estejam já no topo, e fazer algo com qualidade demora tempo e tem os custos próprios das edições de autor».
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Lino Guerreiro vive entre dois mundos: o do saxofone e o da composição. Nesta entrevista ficámos a conhecer melhor o percurso deste músico português que nos diz que «Cada vez mais o saxofone português é reconhecido pelo mundo inteiro. Talvez não tenha a mesma visibilidade que um clarinete porque no fim de contas não ingressa numa determinada orquestra, ou mesmo enquanto solista o saxofone aparece menos, e talvez por isso a ideia de reconhecimento não chegue ao nosso país». São muitos os projetos em que está envolvido. Embora se dedique ao ensino na área da composição, diz-nos que se sente um saxofonista ativo. «Continuo a ser um saxofonista ativo e muito do trabalho que faço é justamente na área que gosto».
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"É uma realidade, no mercado de hoje os novos artistas têm que investir nos seus projetos e realmente é difícil as portas das editoras se abrirem. No entanto, toda a equipa acreditou neste disco e nele colocou muito do seu talento e trabalho e isso foi o ingrediente especial para que depois de ter o master tivesse batido à porta certa. Em boa hora o fiz, e a minha editora/produtora Ana Soares Produções percebeu o disco e a minha linguagem, e imediatamente apoiou a edição e trabalho gráfico final. Isto possibilitou que este disco seja aquilo que é, um "Corpo-Fado" com uma edição digital e física ao alcance de todos". Liliana Martins
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Veio a Portugal visitar a mãe há 14 anos e por cá ficou. De Aire é o seu novo disco que já se encontra disponível nas plataformas digitais. Lucía Echagüe diz-nos que o seu álbum é rico em sonoridades do mundo. Nele estão presentes o folclore argentino, o flamenco, o jazz e a pop. A artista argentina já tinha obtido reconhecimento na Colômbia ao ver o seu single “Enganchada a ti” do disco “Todo Puede ser” ser escolhido para fazer parte do disco anual da W Radio do grupo Prisa em 2010. De Aire apresenta os seus primeiros originais e contou com a produção de Ricardo Quinteira. Aqui fica uma breve entrevista na qual poderá saber um pouco mais sobre esta cantora argentina.
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Compositor, arranjador, maestro, docente, diretor pedagógico, entre muitas outras funções que exerce com brilhantismo e brio profissional assinalável e reconhecido pelos seus pares, Luís Cardoso é o rosto de uma geração de bons músicos que, assumindo o “risco” de ficar em Portugal, segue e soma êxitos em várias frentes.
O XpressingMusic tentará descobrir um pouco mais sobre a vida deste profissional que amavelmente acedeu em responder às nossas questões.
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O nosso entrevistado distingue-se como um dos mais versáteis músicos portugueses da sua geração. Tem-se apresentado um pouco por toda a Europa, Norte de África, Médio-Oriente e Ásia, tanto em recitais como em concertos, muitas vezes estreando as suas próprias obras e de outros compositores contemporâneos portugueses e estrangeiros. Luís Carvalho é mencionado em quase vinte CD's, quer como clarinetista, maestro ou compositor, e em etiquetas como NUMÉRICA, CASA DA MÚSICA, AFINAUDIO ou PUBLIC ART. Muitas têm sido as distinções atribuídas a Luís Carvalho que dirige várias das mais importantes orquestras portuguesas. Falamos de orquestras tais como a Nacional do Porto, a Sinfónica Portuguesa, a Metropolitana de Lisboa, a Orquestra do Algarve, a Filarmonia das Beiras, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Sinfónica da Póvoa de Varzim, a Sinfónica da Universidade de Aveiro, a Sinfónica da ESART ou a Orquestra Clássica de Espinho. Também no estrangeiro aparece em concertos com várias orquestras de Rússia, Itália, Hungria, Espanha e Finlândia.
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Fomos a Coimbra ao encontro do pianista e compositor de jazz Luís Figueiredo. Na "Casa das Caldeiras" entrevistámos o autor de discos como "Lado B", "Manhã" e "Palavras de Mulher". A sua atividade tem sido intensa em várias frentes. Como sideman tem também participado em discos como o último da Luísa Sobral "Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa", ou de outros músicos como João Hasselberg e Jorge Moniz. Levou o Jazz para a Universidade de Aveiro e debruça-se sobre esta área com enorme dedicação sendo já indiscutível que deixará uma marca para os que vierem a seguir. Sente-se um privilegiado dizendo: "eu tenho um percurso um pouco atípico em relação aos meus colegas porque eu comecei a tocar com as pessoas que eram os meus ídolos e não com os meus colegas de escola. Eu acabo por ser o benjamim dos meus próprios projetos".