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«Tenho muitos projetos e, infelizmente, nem sempre o tempo necessário para os concretizar... Em 2017 cumprem-se trezentos anos sobre a data do lançamento da primeira pedra do Palácio Nacional de Mafra e haverá um número de eventos envolvendo os seis órgãos. Saliento, em maio, a celebração do Dia da Europa, com a participação de organistas de diferentes países da União Europeia, e as atividades em torno da reunião anual da ECHO (European Cities of Historic Organs), associação de que Mafra é membro desde 2014 da qual assumirá a presidência neste ano. Por coincidência, ocorre também o tricentenário do nascimento de João Fontanes de Maqueira, construtor do órgão de São Vicente de Fora, pelo que também aí haverá motivo para comemorações especiais, prevendo-se o lançamento de um DVD sobre o instrumento. E há mais novidades para este ano, mas esperarei pelo momento certo para as anunciar...».
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João Vila nasce a 29 de outubro de 1978 e dá início aos seus estudos musicais com 5 anos na escola de Música “O Maestro” na Mealhada, aprendendo instrumentos de tecla. Atualmente tem sido uma figura marcante na defesa da importância da educação musical como disciplina imprescindível no currículo do ensino básico. Têm sido várias as aparições públicas em programas de televisão, umas vezes enquanto docente e outras enquanto performer como foi no caso do último passatempo televisivo “Ás do Cavaquinho” no programa Portugal no Coração da RTP 1, onde alcançou o primeiro prémio. Os mais pequenos apelidaram-no carinhosamente de “Jota” e hoje já é assim que muitas pessoas o conhecem. Vamos então entrar nesta viagem entre o espectáculo e a performance…
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Descontente com a programação de instituições como a Casa da Música e o Teatro Nacional de São Carlos, o barítono Job Tomé assume-se como um defensor da música portuguesa. "Não vou dizer que se trata de uma luta mas assumo como uma preocupação minha o facto de, recorrentemente procurar inserir reportório português e defender aquilo que de melhor temos. Lá fora, já não é a primeira vez que procuro provocar intérpretes de outras nacionalidades com reportório português e normalmente a receção é muito boa porque temos valor, temos mérito naquilo que se faz... Só é preciso é que seja divulgado". Quanto à programação de alguns teatros e instituições culturais diz: "A verdade é que quem decide, quem está nos «poleiros», quem está nos centros de decisão é muitas vezes ignorante. Ignorante porque não tem responsabilidade, não tendo que dar qualquer tipo de resposta pelas opções que tomam e dão-se casos muito graves".
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Joel Barbosa é Professor Titular da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, Brasil. Neste contexto, é professor de clarinete nos cursos de graduação, mestrado e doutoramento. O nosso entrevistado tem coordenado e prestado consultoria em projetos sócio musicais na Bahia e noutros estados do Brasil. O seu campo de investigação centra-se nas áreas pedagógica e de performance musical. Joel está também ligado ao desenvolvimento de materiais didáticos para bandas e prepara os alunos da Universidade Federal da Bahia para trabalharem com a metodologia de ensino coletivo de instrumentos de banda. Enquanto clarinetista tem-se apresentado em países como Brasil, EUA, Áustria, Alemanha e Colômbia. O seu valor foi reconhecido em publicações como o Eastsideweek (WA, EUA) e o Journal American (WA, EUA). Joel Barbosa foi membro do quarteto “Janela Brasileira”, projeto este que recebeu o prémio COPENE de Cultura e Arte em 1997 e o prémio Rumos Itaú Culturais Música, 2000. Atuou como primeiro clarinetista da Orquestra Sinfónica da Bahia nos anos de 1997-1999.
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Estivemos à conversa com o João Fonseca da Johnny Blues Band. A tocar desde 1994 lançaram recentemente o disco Good Old Times. Já marcaram presença em diversos festivais de Blues tais como o Gaia Blues, Festival de Blues e Jazz de Seia, Festa do Avante, Blues na ilha de Santa Maria, Praia Blues Festival na ilha Terceira – Açores, Douro Blues, Festival de Jazz & Blues de Évora, Festival de Jazz de Matosinhos e 1º Festival de Blues do Porto. Todas estas viagens proporcionaram momentos únicos de partilhas. E, falando de partilhas de experiências, poderemos aqui recordar que a Johnny Blues Band já compartilhou palcos com grandes nomes do blues. A título de exemplo poderemos referir Looney Brooks, Morris Hot (Magic Slim), Dr. Feelgood... Estas e outras experiências foram aqui recordadas numa entrevista onde o blues foi o cerne das questões.
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O nosso convidado de hoje é um músico que dispensa apresentações. O trabalho que desenvolve na Orquestra Sinfónica Portuguesa, no Grupo de Metais do Seixal e ainda dentro deste grupo a organização das XIII e XIV Master classes do Seixal no qual participam os mais prestigiados músicos de metais do Mundo é ímpar e reconhecido por toda a comunidade musical. Jorge Lourenço de Sousa Almeida acompanhou, desde tenra idade, o seu pai, Jaime, prestigiado fliscornista no âmbito das filarmónicas. Começou a tocar a solo mesmo antes de iniciar os seus estudos musicais no ensino oficial. Desde cedo mostrou facilidade e à vontade em assumir o papel de solista, independentemente de qual fosse o público.
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O clarinetista Jorge Camacho fala-nos da sua carreira e dos seus vários projetos pedagógicos e performativos. Embora os momentos que se vivem não sejam fáceis para os profissionais que se vão formando, há uma transformação natural que traz novos formatos e novas soluções. É neste sentido que o nosso entrevistado nos diz que «Cada vez menos, os alunos que acabam os cursos superiores nas várias escolas do país, encontram uma situação estável de emprego, quer a tocar, quer a lecionar. Isto, agregado ao cada vez maior número de maestros formados no país, vai fazer com que se agrupem em projetos de orquestra com apoios regionais ou autárquicos, o que já acontece um pouco por todo o país. Com certeza que o aumento destes agrupamentos irá ter como consequência a criação de novas orquestras com nível elevado e com uma programação constante».
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"Na música, em geral, tenho uma grande admiração e, de certa forma, alguma influência do Rui Veloso, do Pedro Abrunhosa, do Sérgio Godinho e do Jorge Palma. Grandes músicos, grandes compositores, que muito deram e dão à música Portuguesa. No Fado, fadistas como Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Argentina Santos, Celeste Rodrigues, entre outros, fizeram com que me apaixonasse pelo fado e assim se tornasse na minha música de eleição. Hoje acrescento a estas referências o Ricardo Ribeiro, a Carminho, a Ana Moura, o Camané, o Carlos do Carmo, a Raquel Tavares, e mais outros com quem aprendo e tento evoluir a cada vez que os ouço". Jorge Nunes
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Jorge Prendas nasceu no Porto e iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos, tendo posteriormente ingressado no Conservatório de Música do Porto no qual concluiu o curso geral de composição na classe de Fernando Lapa. Licenciado pela Universidade de Aveiro na área da composição, o nosso convidado de hoje atua em várias frentes. Serão as várias faces deste homem, músico, compositor, docente e coordenador do serviço educativo da Casa da Música que iremos tentar conhecer melhor na entrevista de hoje.
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Em início de ano letivo, Jos Wuytack, numa entrevista exclusiva ao nosso Portal do Conhecimento Musical, proporciona-nos uma viagem pela sua carreira. «Olho com muita satisfação para o trabalho que tenho realizado apaixonadamente durante tantos anos, para as centenas de cursos que orientei, para os inúmeros professores de música que ajudei a formar e para os milhares de crianças que têm disfrutado da música através da minha abordagem pedagógica. Claro que tem valido a pena!». Relativamente à sua metodologia refere que esta é «aberta a interpretações diversas e é conciliável com outras abordagens. Não me parece interessante seguir instruções demasiado rígidas. Os elementos e recursos propostos não têm de ser todos utilizados. Por exemplo os instrumentos Orff não são absolutamente necessários».
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Estivemos em Mogofores-Anadia à conversa com José Cid. De tudo se falou um pouco e, como já vem sendo hábito, sem filtros e sem preconceitos. Se a sua carreira é conhecida, reconhecida e imensa, não menos surpreendente é a energia com que nos fala do que ainda está por fazer. 2015 começa com o lançamento de "Menino Prodígio", um álbum com cheiro a rock mas que tem também algumas baladas. A passagem de ano será em Lisboa, na Praça do Comércio, e para além do novo álbum, 2015 será um ano que privilegiará alguns espaços mais intimistas com concertos que apostam no formato "voz e piano".
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Embora ainda muito jovem, José Afonso Sousa privou já com grandes nomes da percussão no seu percurso formativo. Falamos de nomes como Bart Quartier, David Friedman, Jean-François Lézé, Emmanuel Séjourné, Casey Cangelosi, Pius Cheung, Eriko Daimo, Liu Heng, Peter Vulperhorst, Bruno Costa, Mário Teixeira e Jeffery Davis. Atualmente é reforço do Naipe de Percussão da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Em 2011 participou no V Paços Premium onde ganhou Menção Honrosa. Em 2013 participou no II Estágio Nacional de Orquestra Sinfónica de Jovens. E já no presente ano, ganhou o 1º prémio no concurso "Italy Percussion Competition" na categoria A, nos timbales, organizado pela "Percussive Arts Society".
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José Eduardo Gomes partilhou com o XpressingMusic várias passagens do seu percurso formativo enquanto clarinetista e enquanto maestro. Muito recentemente foi maestro assistente do conceituado Peter Eötvös na Casa da Música. Diz que convive muito bem com a dualidade, clarinetista/maestro. Considera que as duas facetas se apoiam mutuamente. "O clarinetista ajudou muito o maestro, pois o facto de ter tocado muito em orquestra ajuda-me a perceber melhor qual a dinâmica de um ensaio, de um concerto, por já ter vivido isso enquanto clarinetista. O passo seguinte é aplicar toda essa experiência enquanto maestro, um desafio constante sempre em evolução. O maestro também ajuda muito o clarinetista, por exemplo na forma de olhar para uma partitura, na sua análise, na interpretação de cada obra, no seu caráter, fraseado, etc. Não penso nesse momento da minha vida em que poderei ter de optar por alguma das facetas".
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O nosso entrevistado recebeu em 2015 a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, pela Região Autónoma dos Açores. Foi precisamente nesta Região Autónoma que iniciou os seus estudos musicais. Frequentou o Conservatório Regional de Angra do Heroísmo e, posteriormente, o Conservatório Regional de Ponta Delgada. Rumou depois até ao Porto com o objetivo de estudar com Oliveira Lopes. A este respeito disse-nos que «O trabalho com este professor foi extraordinariamente importante e os conselhos e ensinamentos a nível interpretativo ainda hoje me soam nos ouvidos e procuro pô-los em prática e também transmiti-los aos meus alunos. A minha ligação com o professor Oliveira Lopes manteve-se para além do curso e muitas vezes trocámos ideias e lhe pedi conselhos».
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O livro "Investigações Filosóficas sobre Linguagem, Música e Educação: O que é isso que chamam de música?" esteve no centro da nossa entrevista com José Estevão Moreira. No entanto, não passámos ao lado de assuntos como o ponto da situação atual da música e da educação musical no Brasil. Licenciado em Música pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Educação Musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o nosso entrevistado abordou também as linhas metodológicas mais defendidas nas Universidades Brasileiras. José Estevão foi ainda representante estadual da Associação Brasileira de Educação Musical – ABEM e por isso desafiámo-lo a eleger duas ou três situações urgentes para resolver no âmbito da Educação Musical Brasileira. No dia-a-dia descobre talentos no Colégio Santo Inácio.
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José Luís González Uriol respondeu a algumas perguntas do Portal do Conhecimento Musical. Na altura em que estas questões foram elaboradas, estávamos nas vésperas do Simpósio Internacional “O Órgão Histórico em Portugal”. Foi nesse âmbito que o nosso entrevistado apresentou o CD “José Luis González Uriol in Lisbon”. O CD é um lançamento conjunto da Arkhé Music e da Artway Records que se reveste de especial valor tendo em conta que estas gravações realizadas em 1994 já eram tidas como perdidas. Foi o feliz reencontro com os registos realizados naquele tempo ao lado do Professor Santiago Kastner e do grande amigo Joaquim Simões da Hora. «Tenho de confessar que, quando o meu querido aluno João Vaz, com alegria, me deu a notícia da descoberta da obra do mestre que tínhamos como perdida, as lágrimas apoderaram-se dos meus olhos e o meu coração acelerou».
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Numa entrevista repleta de conteúdo, José Menezes disse-nos que: «A expansão geométrica a que a quantidade e qualidade dos músicos de Jazz nacionais cresceu nos últimos 20 anos, não foi, de todo, acompanhada pela estruturação de um sistema à sua volta». Daqui a 20 anos gostaria «Que a definição de "serviço público" passe pela criação de uma orquestra Big Band de Jazz na RTP/RDP, de caráter permanente a exemplo do que se passa em Inglaterra (BBC Radio Big Band) ou na Alemanha (WDR Big Band). Que, nessa altura, já estejam solidamente consolidadas estruturas profissionais de apoio e proteção aos músicos de Jazz, já que as especificidades e intermitência do seu trabalho coloca problemas e necessidades que lhes são específicos».
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José Pedro Magalhães é investigador pós-doutoral na Universidade de Oxford e vem ao XpressingMusic partilhar um pouco da sua vida enquanto investigador e cocriador do Chordify.
O Chordify é um serviço gratuito de música que se encontra online e foi feito por e para os entusiastas da música. Esta plataforma online transforma a música do YouTube, do SoundCloud ou de qualquer MP3 em acordes.
José Pedro Magalhães é licenciado pela Universidade do Minho em Engenharia de Sistemas e Informática. Na Holanda, mais precisamente no Departamento de Informática e Ciências da Computação de Utrecht realizou o seu Doutoramento que teve como tema: "Real-Life Datatype Generic Programming".
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A guitarra, a vida e os projetos musicais foram o fio condutor desta entrevista ao guitarrista José Peixoto que atualmente tem como projeto principal o LST-Lisboa String Trio. «É um grupo em que participam o Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e o Carlos Barretto. Editámos agora o 2º CD (Lisboa) sendo que o primeiro, Matéria, ganhou o prémio Carlos Paredes de 2015». O nosso entrevistado integra ainda o Quinteto Lisboa e para trás ficaram outros projetos, como por exemplo os Madredeus. «Os projetos têm o seu tempo de vida, os seus ciclos. Dos que integrei e nos quais tive um papel fundador, é difícil apontar preferidos. Porque todos o foram nas alturas em que aconteceram. A sua longevidade depende também muito do investimento que fazemos neles e da teimosia, se for a ocaso, com que os levamos para a frente. E, claro, de estímulos e motivações. Não tenho sentimentos nostálgicos relativamente a projetos passados».
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"Embora seja triste ver como os artistas em geral são tratados no nosso país, sinto-me um felizardo em fazer o que gosto, a solo e em agrupamentos tão conceituados como o Remix Ensemble e agora com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música". É assim que nos responde José Pereira quando o questionamos relativamente ao período de trabalho intenso que atravessa. Disse-nos ainda que após um 2014 bem atarefado, gostaria agora de gravar o seu primeiro disco. Reconhece que no seu estudo diário ainda ecoam as vozes dos professores Armando Gonzalez e Aníbal Lima. "Acima de tudo, ambos cativaram em mim o respeito pela música, o gosto pelo estudo, e a vontade de ser melhor cada dia".