Dona Carioca. Ritmos e sonoridades funk para celebrar a vida

Dona Carioca

Alex Liberalli encarna a personagem de Dona Carioca num projeto com o mesmo nome. A artista respondeu às perguntas do XpressingMusic e ficámos a conhecer um pouco melhor este projeto que nos chega do norte de Portugal. Apresentaram o seu novo CD ao vivo no “Sé Lá Vie” e no Station Blues. O próximo concerto tem data marcada para 19 de novembro e acontecerá no CRU – Espaço Cultural em Vila Nova de Famalicão. Os primeiros singles já rodam nas rádios regionais e nacionais como é o exemplo da Antena 3. Centram em si próprios todo o processo de produção, e não só, tendo fundado a sua própria editora. Isto porque pretendem assumir o controlo do projeto em todas as suas fases: «Eu, o Budda Guedes e o Nico Guedes resolvemos fundar a Mobydick Records em 2006 justamente por não estarmos de acordo com o mercado da música em Portugal (...)».

Muito obrigado por terem aceitado o nosso convite para esta entrevista. Como caracterizam o vosso disco: Dona Carioca?
Caracterizamos este disco como portador de uma sonoridade Funk, aquela batida que as pessoas gostam de ouvir e que, inconscientemente, acabam por bater o pezinho.

Como e quando nasceu este projeto musical?
Este projeto nasceu no término dos Monstro Mau, banda de que eu e o Budda fizemos parte. Na altura o Monstro Mau dissolveu-se com a saída do Nico e do Tó. Achámos que não fazia sentido continuarmos sem eles, por isso eu e o Budda demos continuidade a esta sonoridade e, já que o futuro disco do Monstro Mau já estava pensado e gravado decidimos fazer um projeto com outro nome, daí nasceu Dona Carioca.

Dona CariocaA Alex Liberalli e o Budda Guedes partilham muito mais do que este projeto juntos... É fácil gerir os diferentes contextos em que estão juntos?
No princípio não foi fácil, pois somos um casal, líderes por natureza e, muitas vezes, um de nós tem que dar a parte fraca (risos). Mas conseguimos dar a volta a estes obstáculos pela vontade de fazer música e vontade de estarmos juntos fazendo o que amamos.

Podem apresentar-nos a equipa completa? Ao vivo, quem forma a Dona Carioca?
Alex Liberalli na voz principal e teclas, Budda na guitarra e composições, Rui Rodrigues na bateria (ex Big Fat Mamma e nosso parceiro desde então) e Merinho Fontes no baixo (Ex Let The Jam Roll, uma banda de Guimarães)

Celebrar a vida é mesmo o principal objetivo desta banda?
Com certeza, pois o presente é o melhor presente que temos nesta vida. Temos que celebrar a vida todos os dias. Não sabemos o que nos vai acontecer amanhã!

As influências musicais dos músicos que formam o projeto são idênticas?
Algumas delas são idênticas, pois todos nós gostamos do funk James Brown, Fernanda Abreu, Gabriel Pensador, Red Hot Chili Peppers, Jamiroquai, enfim, muito funk daí pra frente, mas certamente cada um de nós tem influências distintas, e isso é muito positivo para os concertos, pois as influências pessoais fundem-se, e o interessante é que na hora de tocarmos, o som sai muito nosso.

De que falam as letras da Dona Carioca?
Fala de levarmos a vida de forma descontraída, e fala muito da minha pessoa, pois o Budda resolveu pôr nestas letras muito do que sou, e realmente é tudo o que sou e de onde vivi, neste caso no Brasil, pois há um tema no álbum intitulado “Brasil” que fala com palavras soltas sobre pessoas, frutas, artistas brasileiros que têm muito a ver com a minha vida. A letra foi feita por mim e pelo Budda.

Dona Carioca, Álbum (Capa)Como está a ser a receção aos primeiros sons revelados em “Vem Dançar” e em “Canto a Felicidade”?
A reação está sendo muito positiva, pois os temas ficam no ouvido e fazem-nos sorrir. Os temas estão a passar em várias rádios nacionais, passa muito na Rádio Antena 3 do Continente e da Madeira, e também em muitas rádios regionais.

Já há muitas datas marcadas para concertos de apresentação deste novo disco que agora chega ao mercado português?
Tivemos o lançamento no passado dia 15 de outubro no mítico bar de Braga “Sé Lá Vie” e, na semana seguinte, no dia 21 tocámos no Station Blues. A próxima data será no CRU – Espaço Cultural em Vila Nova de Famalicão no dia 19 de novembro pelas 22:30.

Todo o processo de produção, e não só, é muito centrado em vocês. Têm a vossa própria editora... Estas opções prendem-se com o facto de quererem assumir o controlo do projeto em todas as suas fases?
Sim, é mesmo isso. Eu, o Budda Guedes e o Nico Guedes resolvemos fundar a Mobydick Records em 2006 justamente por não estarmos de acordo com o mercado da música em Portugal. Assim, com a nossa editora, podemos fazer o que quisermos, a Mobydick Records é uma nano editora independente criada por músicos com o intuito de divulgar a música sem restrições comerciais.

Muito obrigado pelo tempo que dispensaram à nossa publicação e aos nossos leitores. Quais os próximos sonhos que desejam concretizar juntos?
O nosso sonho neste momento é colher a felicidade, já que plantamos com o nosso som, esperamos poder fazer muita gente feliz!

~Dona Carioca. Ritmos e sonoridades funk para celebrar a vida

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