Lucía Echagüe. Uma argentina em Lisboa e o novo disco “De Aire”.

Lucía Echagüe

Veio a Portugal visitar a mãe há 14 anos e por cá ficou. De Aire é o seu novo disco que já se encontra disponível nas plataformas digitais. Lucía Echagüe diz-nos que o seu álbum é rico em sonoridades do mundo. Nele estão presentes o folclore argentino, o flamenco, o jazz e a pop. A artista argentina já tinha obtido reconhecimento na Colômbia ao ver o seu single “Enganchada a ti” do disco “Todo Puede ser” ser escolhido para fazer parte do disco anual da W Radio do grupo Prisa em 2010. De Aire apresenta os seus primeiros originais e contou com a produção de Ricardo Quinteira. Aqui fica uma breve entrevista na qual poderá saber um pouco mais sobre esta cantora argentina.

Antes de falarmos sobre o trabalho “De aire”, gostaríamos de saber o que a trouxe até Lisboa em 2001... Lisboa é uma cidade inspiradora para a Lucía?
Vim até Lisboa visitar a minha mãe que já vivia cá. Nessa viagem decidi experimentar ficar uns tempos e já lá vão 14 anos!

Está aí o novo disco “De Aire”. Fale-nos um pouco deste trabalho. Como caracteriza esta nova proposta?
Este disco teve o desafio de incluir os meus originais. A parceria com o guitarrista e produtor angolano Ricardo Quinteira foi ótima. Entre os dois conseguimos mesclar diversos ritmos que são referências para mim, como o folclore argentino, por exemplo.
Os temas não perseguem um estilo definido e compartimentado, eles têm um “ar de” algum ritmo, sempre mesclado com outros elementos.

Lucía Echagüe, De AirePodemos enquadrar a sua música na denominada World Music? Quais as suas principais influências musicais e quais os géneros que mais ouve e admira?
Eu acho que sim, que vai ao encontro da denominada Word Music tendo em conta essa mistura de ritmos do mundo - folclore argentino, flamenco, bossa...
As minhas referências musicais têm mudado ao longo dos anos. Hoje em dia gosto de ouvir Chambao, Alejandro Sanz, Alex Cuba e músicos argentinos como Aca Seca trio e Luis Salinas.

Sente que o facto de o seu tema “Enganchada a ti” ter sido eleito para fazer parte do alinhamento do disco anual da W Radio (grupo Prisa), na Colômbia em 2010, foi um marco importante na sua carreira?
Nessa altura fiquei entusiasmada por essa oportunidade. Que fique claro que esse tema é do cantautor cubano Julio Fowler, que foi também autor de todos os temas do meu primeiro disco.

Embora tenha vindo para Lisboa em 2001, o seu primeiro disco foi gravado em Madrid. Houve algum motivo especial para ter rumado até Espanha para produzir o seu primeiro trabalho discográfico?
Os produtores, Julio Fowler e José Mestre, viviam lá e fazia sentido gravar com músicos que conheciam bem o estilo do Julio Fowler. Tive a sorte de contar com músicos maravilhosos.

Qual a equipa que participou com a Lucía Echagüe nesse primeiro disco?
Convidei dois músicos que vivem em Portugal, Victor Zamora (piano) e Ciro Cruz (baixo). Também estiveram no contrabaixo, o Iván Ruiz Machado, nas guitarras o Dayan Abad e na bateria o Georvis Pico.

E em “De aire”? Quem são os músicos e restante equipa?
É o Ricardo Quinteira na guitarra e baixo, o Sebastián Scheriff na percussão e a Beatriz Díaz Lopez nos coros.

Onde poderão os nossos leitores encontrar este novo disco?
Está disponível em plataformas digitais como iTunes, onerpm e google play.

Há espetáculos marcados para os próximos tempos para apresentar este seu novo disco?
Estamos agora a marcar as datas, por isso podem seguir as novidades no facebook/luciaechague

Em palco, atua com a mesma equipa que participou no disco?
Alguns elementos vão mudar, quem se vai manter é o Ricardo Quinteira, na guitarra.

Muito obrigado por esta partilha que proporcionou aos nossos leitores. Quais os nomes da música portuguesa que mais a fascinam?
Dos clássicos, gosto do Rui Veloso. Atualmente tenho ouvido o Luiz Caracol.

Lucía Echagüe. Uma argentina em Lisboa e o novo disco “De Aire”.

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