Madur. Uma voz com Portugal dentro.

Madur

Madur tem levado a música portuguesa e o seu fado por esse mundo fora. Quisemos saber se ambicionava trazer novas sonoridades e novas expressões ao fado. «Eu faço parte de uma Geração que se encontra a renovar o fado, sem nunca descorar o fado Tradicional. Quero muito deixar a minha marca e a minha identidade». “Vem de Expresso” é o single que sai do disco “Madur” e as críticas, segundo a nossa entrevistada, têm sido positivas. «O público está a receber com muito carinho o meu “Vem de Expresso” bem como o álbum Madur em geral. Todos os dias recebo mensagens de apoio e com os parabéns mesmo de onde menos esperava. Estou muito feliz». Aqui fica então a entrevista a alguém que sempre quis cantar.

Quando sentiu o chamamento do fado?
Durante o meu percurso académico, ingressei na Tuna Feminina da minha Universidade, Universidade Lusíada do Porto, e foi-me concedida a oportunidade de ser solista do Barco Negro. Foi com o Barco Negro que tive o meu verdadeiro contacto com o Fado. Percebi que podia aliar o meu gosto pela música a uma outra paixão, a poesia. Foi também desde essa altura que percebi que a cantar a poesia nas melodias de fado tradicional sou mais genuína, e me encontro comigo própria tantas e tantas vezes.

Durante a sua infância teve acesso a alguma formação musical?
Sim. Por volta dos 6 anos fui para a escola de música de Baião, minha terra natal. No início sempre pensei que ia aprender a cantar, mas na verdade fui aprender solfejo para tocar requinta (uma espécie de clarinete mais pequeno apropriado para crianças). Foi uma tentativa frustrada tal como a de piano que se seguiu, porque o que eu gostava mesmo era de cantar.

Madur

Em 2006 deu início a uma carreira que já lhe permitiu atuar em várias salas do país. Destaca algumas dessas salas e desses momentos?
As salas que mais me marcaram a nível nacional foram o Teatro Sá da Bandeira e a Casa da Música. A Casa da Música por já ser um lugar “mítico” e de muito prestigio no panorama nacional traz-me sempre memórias inapagáveis. Recordo sempre com muito carinho e orgulho do dia em que lá atuei pela primeira vez.

E no estrangeiro? Quais os países por onde já passou para mostrar o seu trabalho?
Já tive o privilégio de levar a “minha” música e o “meu” Fado a vários países do mundo. Como a Turquia, Chipre, Dinamarca, Noruega, França, Espanha, Suíça, Luxemburgo, Alemanha e USA. Estamos de partida para a Argélia e ainda este ano irei estrear-me no Canadá.

Quem têm sido os músicos que a acompanham nos palcos e em disco?
A equipa que me costuma acompanhar na “estrada” é o Mário Henriques na Guitarra Portuguesa, o Bruno Brás na Viola de Fado e o Luís Lumini no Baixo.
No meu álbum mais recente, Madur, contei com a participação do Ângelo Freire e do Guilherme Banza na Guitarra Portuguesa, do Diogo Clemente na Viola de Fado e do António Quintino no Contra Baixo. Ao Piano o Valter Rolo e na Bateria o André Silva.

Madur“Fado Sem Tempo” foi o seu primeiro disco. Recorda-se do que sentiu quando teve o primeiro contacto com um CD seu?
Recordo-me que quando tive na mão o Cd do meu primeiro álbum, “Fado Sem Tempo”, chorei de alegria e de comoção. Haviam sido muitos meses de trabalho, numa descoberta contínua e uma experiencia árdua mas muito gratificante. Os Fados do meu primeiro álbum ainda estão tão presentes no meu repertorio, que parece que foi ontem!!

Considera que traz novos ares ao fado?
Eu faço parte de uma Geração que se encontra a renovar o fado, sem nunca descorar o fado Tradicional. Quero muito deixar a minha marca e a minha identidade.

“Vem de Expresso” é o single que é extraído do seu trabalho que acaba de ser lançado. Como têm sido as críticas a este novo trabalho?
O público está a receber com muito carinho o meu “Vem de Expresso” bem como o álbum Madur em geral. Todos os dias recebo mensagens de apoio e com os parabéns mesmo de onde menos esperava. Estou muito feliz.

O Fado vive atualmente um momento único. Concorda? O que tem contribuído para este ponto alto relativamente a este género musical tão português?
O Fado está a passar por uma boa fase, creio que se deve ao facto de ele se estar a renovar e com isso a cativar cada vez públicos mais jovens. Também a nível internacional está despertar cada vez mais interesse. O reconhecimento que recebemos da Unesco poderá ter contribuído positivamente para o Fado se proliferar cada vez mais além-fronteiras.

Muito obrigado por este tempo que dedicou aos leitores do XpressingMusic. Onde poderemos ouvi-la nos próximos tempos?
Vou apresentar o meu Madur no dia 16 junho na Casa da Música, no Porto, pelas 22 horas. Outras datas estão em constante atualização no meu site oficial: www.madurfado.com

Madur. Uma voz com Portugal dentro.

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