Carmen Souza e Theo Pascal em entrevista

Carmen Souza e Theo Pascal, Epístola

Carmen Souza e Theo Pascal passam por Portugal para três espetáculos no qual apresentarão o último disco “Epístola”. Nesta entrevista ficámos a saber que os três concertos contemplam a apresentação dos temas do último álbum sem esquecer outros temas que fazem parte da prestigiada carreira que estes dois músicos têm empreendido. «Vamos fazer 80% Epístola, e 20% repertório antigo. Os músicos que estarão connosco em Lisboa e Estarreja são 2 músicos londrinos, podemos dizer que são músicos de renome do Jazz Britânico, e pertencem a uma banda chamada Empirical, que é muito aclamada no Reino Unido, com vários álbuns editados. Estes músicos já tocaram com Dee Dee Bridgewater, Jason Moran, Wynton Marsalis, entre outros. Assim, na Bateria, teremos o Shane Forbes e no Saxofone Alto, Nathaniel Facey. Em Coimbra o line up será em trio, e vamos ter um grande músico, muito experiente, que também já rodou o mundo inteiro acompanhando grande artistas lusófonos. Falamos de Elias Kacomanolis na Bateria e Percussão».

Muito obrigado por dedicar um pouco do seu tempo aos nossos leitores.
Obrigado nós pelo interesse... Queríamos somente clarificar que este projeto se chama Carmen Souza & Theo Pascal - Epístola, e é um projeto a dois, por isso, todas as entrevistas são feitas em conjunto.

As suas primeiras experiências musicais passaram pelo Gospel. Ainda sente muitas influências do Gospel nas suas interpretações?
Não, as nossas influências musicais levam-nos para outras viagens, em ambientes lusófonos, mais concretamente Cabo Verde e o jazz, o que podemos dizer que ficou em nós foi a mensagem que na verdade é o mais importante.

Carmen Souza e Theo Pascal, EpístolaQuais as suas principais influências musicais? Quais os músicos que mais a inspiram?
As nossas influências e músicos que mais nos inspiram são aqueles que todos os dias nos continuam a surpreender com originalidade e com a sua procura sem ficarem presos a fórmulas... Charles Lloyd e Wayne Shorter, por exemplo, são alguns dos que elevam e continuam a elevar a música a outra dimensão sem terem medo de correr riscos no mercado.

Como apareceu o jazz na sua vida?
O jazz apareceu nos discos, nos musicais que eu, [Carmen Souza], ouvia quando era mais nova e o Theo foi através do relacionamento que teve desde cedo com músicos de Jazz livres de preconceitos artísticos ou musicais, e pela sua natural pesquisa de músicos de Jazz pelo mundo fora.

Theo Pascal é o grande responsável pela forma como passou a encarar a música a partir de um certo momento da sua vida?
Sim é verdade, desde que começamos a colaborar juntos, a nossa música tomou outra direção até ao dia de hoje.

O reconhecimento do seu trabalho efetivou-se em 2005 no WOMAD? Foi um ponto de viragem?
Sim, foi bastante importante a Womad. Foi a confirmação do desafio que eu tinha pela frente como artista.

Os seus discos têm merecido ótimas críticas. Há algum dos seus discos que mereça um carinho especial da sua parte?
Não, de todo. Todos são muito importantes nas diferentes fases da nossa vida e da nossa música.

Carmen Souza e Theo Pascal, Epístola, CapaO que nos traz com o disco “Epístola”? Há novas sonoridades? Cabo Verde continua muito presente na sua música?
Traz mais liberdade do que sentimos no momento, e isso dá origem a novas sonoridades e todos os dias existem algumas diferenças na maneira como tocamos o Epístola... Mas... Sim, Cabo Vede continua presente no crioulo, nos ritmos, nas histórias etc...

De todos os prémios e reconhecimentos internacionais que tem recebido, há algum que olhe e sinta de uma maneira especial?
O melhor prémio que nós podemos receber é continuar a fazer música todos os dias e fazermos concertos para pessoas que nos queiram ouvir e suportem a nossa arte. Esse e o melhor prémio que um artista pode ter diariamente.

Tem corrido o mundo espalhando a sua magia. Sente que a sua música é bem acolhida um pouco por toda a parte, ou existem geografias mais favoráveis para a música que leva na bagagem?
Todos os públicos recebem a nossa música de bom agrado, dão-nos muita boa energia e força e recebem muito do mesmo.

Quais os espetáculos que mais a marcaram até hoje?
Esta é uma pergunta difícil, porque todos eles têm particularidades que os distinguem. Mas se tivermos de escolher, Monterey Jazz Festival e Montreal Jazz Festival, pelo line up de artistas, que era composto de músicos que admiramos e o facto de fazermos parte do mesmo line up foi muito especial. E, claro, pelo calor do público.

Carmen Souza e Theo Pascal, Epístola

Vai realizar em breve três concertos em Portugal. Como serão esses espetáculos? Incidirão essencialmente sobre o disco “Epístola”, ou brindará o público com outros temas do seu reportório?
Vamos fazer 80% Epístola, e 20% repertório antigo. Os músicos que estarão connosco em Lisboa e Estarreja são 2 músicos londrinos, podemos dizer que são músicos de renome do Jazz Britânico, e pertencem a uma banda chamada Empirical, que é muito aclamada no Reino Unido, com vários álbuns editados. Estes músicos já tocaram com Dee Dee Bridgewater, Jason Moran, Wynton Marsalis, entre outros. Assim, na Bateria, teremos o Shane Forbes e no Saxofone Alto, Nathaniel Facey. Em Coimbra o line up será em trio, e vamos ter um grande músico, muito experiente, que também já rodou o mundo inteiro acompanhando grande artistas lusófonos. Falamos de Elias Kacomanolis na Bateria e Percussão.

Mais uma vez agradecemos a sua amabilidade. Tem algum novo disco em preparação? Há novos projetos para breve?
Sim, já estamos a preparar um disco, nos tempos livres, para 2017. Mas ainda é cedo para falarmos sobre isso.

Carmen Souza e Theo Pascal em entrevista

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