Rumos Ensemble. Portugal pelo mundo através da música.

Rumos Ensemble«“Tocando Portugal” traz ao público um vislumbre sobre Portugal, sobre a sua música, a sua paisagem e a sua gente, assim como o sentimento que caracteriza tão bem o português, a saudade. Tivemos a oportunidade de apresentar o espetáculo às comunidades portuguesas em cinco cidades brasileiras e em Estugarda (Alemanha), e a reação foi extremamente emotiva. A comoção do público face às imagens que recolhemos e à música - com alguns temas populares bem conhecidos e outros que não o são mas mereciam ser descobertos – deixou-nos sem palavras. Em Portugal, a emoção não foi menor, como se as pessoas sentissem saudades de onde estão, como se andássemos cegos no maravilhoso país em que vivemos e nos esquecêssemos de olhar tudo o que há de tão belo mesmo à porta de nossas casas. Quanto à nova digressão por África do Sul e Namíbia dentro de poucos dias, aguardamo-la com grande expectativa».

O “Rumos Ensemble” nasceu no final de 2014. Como nasceu este projeto? De quem partiu a ideia?
O acaso fez com que nos encontrássemos na sala da direção do Conservatório Nacional - no qual somos os três professores - e rapidamente se desencadeou a vontade de formar um trio de características distintas. A partir daqui, quanto mais explorávamos ideias, mais concreta era a sensação de que tínhamos os três algo de muito forte em comum: o desejo de apostar num formato diferente do tradicional. Anotámos tudo aquilo que cada um sabia fazer para além de tocar e, após várias ideias - umas que se aproveitaram e outras que foram morrendo - nasceu o Rumos Ensemble e o concerto multimédia “Tocando Portugal - recital quase um doc”.

Rumos EnsembleA Anne Victorino d’Almeida, o Luís Gomes e o João Vasco comungam de uma visão muito similar da música?
Somos os três muito diferentes mas muito semelhantes no sentido de assumirmos uma grande flexibilidade e disponibilidade para ouvir novas ideias e aprender uns com os outros. A nosso ver, esta atitude perante a música e perante o colega fortalece o grupo e faz com que ao longo do processo de conceção e na performance propriamente dita a entrega seja total.

Podem falar-nos um pouco do Recital multimédia “Tocando Portugal – recital quase um Doc”? Como perspetivam esta digressão mundial?
“Tocando Portugal” traz ao público um vislumbre sobre Portugal, sobre a sua música, a sua paisagem e a sua gente, assim como o sentimento que caracteriza tão bem o português, a saudade. Tivemos a oportunidade de apresentar o espetáculo às comunidades portuguesas em cinco cidades brasileiras e em Estugarda (Alemanha), e a reação foi extremamente emotiva. A comoção do público face às imagens que recolhemos e à música - com alguns temas populares bem conhecidos e outros que não o são mas mereciam ser descobertos – deixou-nos sem palavras. Em Portugal, a emoção não foi menor, como se as pessoas sentissem saudades de onde estão, como se andássemos cegos no maravilhoso país em que vivemos e nos esquecêssemos de olhar tudo o que há de tão belo mesmo à porta de nossas casas. Quanto à nova digressão por África do Sul e Namíbia dentro de poucos dias, aguardamo-la com grande expectativa.

Rumos Ensemble 03

Portugal, as suas gentes, costumes e patrimónios e a Lusofonia nortearão sempre este projeto? Há já ideias para novas temáticas a abordar?
Existem ideias, sim. “Tocando Portugal” é garantidamente o primeiro de diversos espetáculos do Rumos Ensemble mas ainda é cedo para anunciar novas propostas.

Quais as características mais fortes que cada um dos elementos imprime no Rumos Ensemble?
O pianista João Vasco é o responsável por toda a recolha de imagens e sua montagem. Fez também dois arranjos musicais (Alentejo e Açores). O arranjo da Madeira foi feito pelo pianista Eduardo Jordão e os restantes sete foram compostos pela compositora Anne Victorino d’Almeida. O Luís Gomes representa institucionalmente o grupo e gere a apresentação e negociação de propostas de concerto.

Equacionam a hipótese de trazer outras sonoridades para o Rumos para além das geradas pelo violino, piano e clarinete?
Sim, estamos, em breve teremos novidades a este respeito!

Rumos EnsembleO Rumos Ensemble tem apoios oriundos da Escola de Música do Conservatório Nacional, AVA Musical Editions / AVA Management, Secretário de Estado das Comunidades do Instituto Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. Este é um projeto que mostra rapidamente o seu alcance? Pensam que facilmente alargarão esta rede de apoios?
Acreditamos na pertinência deste projeto, que revela um Portugal intemporal, congregando passado e futuro, património natural e imaterial. Na verdade iniciámos o projeto sem apoios mas rapidamente as instituições que refere se juntaram a nós para que ele se concretizasse.

Numa altura em que se fala de crise(s) no ensino artístico, pensam que o vosso projeto poderá evidenciar a pertinência de se apoiar a arte e os artistas?
Optámos por considerar que a crise, apesar de não ajudar, não inviabilizaria o nosso projeto. O investimento pessoal foi considerável mas sempre acreditámos que o retorno viria assim que as entidades promotoras reconhecessem a qualidade artística que nele existe. Como artistas e cidadãos concebemos a cultura como bem maior, valor alicerçante da identidade de um povo e por isso, ao contrário do que temos assistido nos últimos anos, deve ser preservada e nunca sacrificada.

Quais os principais sonhos que desejam concretizar no âmbito deste projeto?
Levar “Tocando Portugal” ao mundo.

Muito obrigado pelo tempo que dedicaram aos nossos leitores. Onde vos poderemos ver e ouvir em breve?
Nós é que agradecemos o vosso convite. Em breve poderemos anunciar alguns concertos que estão por agendar em Portugal.

Rumos Ensemble. Portugal pelo mundo através da música.

Artway
APORFEST - Associação Portuguesa Festivais Música
Fnac
Bilheteira Online