Colton Benjamin fala-nos da sua música.

Colton BenjaminColton Benjamin fala-nos do disco “Pirate Route” e está ansioso por tocá-lo ao vivo. «Sinto um prazer muito grande no processo criativo, mas é ao vivo que sentimos a energia de quem ouve, a forma como a música lhes toca e as suas reações. Claro que estou ansioso por cantar as minhas histórias e partilhar esses momentos com as pessoas». Quanto às influências musicais às quais foi permeável diz-nos: «Há muita coisa dos anos 60/70 e também dos 90 que me ajudaram a encontrar a minha sonoridade. Desde Jimi Hendrix, Fela Kuti, Isaac Hayes, Chico Buarque, John Lee Hooker, Johny Cash, Gil Scott Heron ou Curtis Mayfield a outras ondas dos anos 90 como D'Angelo, Jamiroquai ou artistas mais recentes como Gregory Porter ou John Legend. Há muita coisa por aí que gosto de ouvir e que me influencia, estas talvez sejam as principais».

Muito obrigado pelo tempo que está a dedicar aos nossos leitores. "Pirate Route" é um disco autobiográfico? Como caracteriza este primeiro trabalho discográfico?
Não sendo um disco autobiográfico, é o 1º trabalho a solo e acaba por ter um pouco esse efeito por essa razão. É o resultado do meu amadurecimento artístico e funcionou um pouco com a perspetiva de narrativa de viagem pelo conceito do álbum. É um trabalho que viaja um pouco pelas minhas influências funk, blues, jazz, soul onde o fio condutor assim como o conceito é a minha descoberta e a minha história.

Londres e Estocolmo estão muito presentes na música que faz?
Estas duas cidades funcionam como o meio para um fim e não foram escolhidas por acaso. Londres, essencialmente pela multiculturalidade e Estocolmo pela forma como quebra algumas barreiras que acho interessantes. Nestes dois sítios acabei por escrever 80% das letras, não são só pontos de passagem do um roteiro pirata. Como Lisboa e Amsterdão são traves mestras das histórias.

Colton Benjamin, Pirate RouteQuais as suas principais influências musicais?
Há muita coisa dos anos 60/70 e também dos 90 que me ajudaram a encontrar a minha sonoridade. Desde Jimi Hendrix, Fela Kuti, Isaac Hayes, Chico Buarque, John Lee Hooker, Johny Cash, Gil Scott Heron ou Curtis Mayfield a outras ondas dos anos 90 como D'Angelo, Jamiroquai ou artistas mais recentes como Gregory Porter ou John Legend. Há muita coisa por aí que gosto de ouvir e que me influencia, estas talvez sejam as principais.

Se tivesse que eleger o disco da sua vida, qual escolheria e porquê?
Sinceramente não consigo destacar um mas posso falar de três ou quatro a que volto várias vezes, Gil Scott Heron "Pieces of a Man" (1971), D'Angelo "Brown Sugar" (1995), Curtis Mayfield "Superfly" (1972) e Fela Kuti "Expensive Shit" (1975), todos eles pelo marco que foram nesses momentos e pela forma como ainda hoje se perpetua o seu legado.

Como foi o seu percurso musical até chegar a este disco? Foram anos de aprendizagem musical e de amadurecimento artístico?
Começou um pouco por brincadeira com a Legião Vermelha e a influência do movimento hip hop nacional no final dos anos 90. Acho que só depois com Bambs Cooper e as participações noutros projetos comecei a encontrar a minha sonoridade e as relações com a música negra. Acabou por ser um processo natural que resulta neste álbum, que naturalmente tem essas diferentes influências.

Nomes como Jorge Fernando, Virgul, Nuno Guerreiro e Dino Santiago foram muito importantes nesse percurso?
Tudo o que nos rodeia e as pessoas de que gostamos acabam por nos influenciar, particularmente quando temos a música em comum. Vamos sempre evoluindo quando partilhamos o palco e as salas de ensaio com artistas diferentes, espero ter em breve outras oportunidades de fazer música com eles.

Colton Benjamin

Quais os principais nomes que colaboraram neste disco?
Tive o prazer de contar com alguns amigos de longa data que são António da Fonseca aka Royal Brandy que para além da produção executiva do álbum participa num dos temas, contei com o Paulo Carvalho (Nu Soul Family), Pedro Mourato (Skills & the Bunny Crew), Miguel Teixeira, para além de outros dois artistas de quem aprecio imenso o trabalho que são o Daniel Alexander (The Illumination Experience) e a Leslie Roxen Tan (Holanda).

Serão os mesmos a subir aos palcos para o apresentar?
Ao vivo vão acompanhar-me o Paulo Carvalho e o Pedro Mourato, que se juntam a alguns outros amigos como o Nuno Pires nas teclas, o Zé Valério (Brass Wires Orchestra) no saxofone ou a Cláudia Fernandes e Sara Rasoilo nas vozes

De que nos falam as suas canções?
Os temas do álbum tratam algumas das experiências que tive direta ou indiretamente nestas viagens, assim como as aproximações e afastamentos pessoais de quem segue num "roteiro pirata" giram em torno do conceito geral do álbum porque acho que isso é importante numa obra. São relatos de um período específico influenciados, ou não, por outros tempos mas num momento que é agora.

Colton BenjaminHá alguma ansiedade para colocar todo esse trabalho nos palcos?
Sinto um prazer muito grande no processo criativo, mas é ao vivo que sentimos a energia de quem ouve, a forma como a música lhes toca e as suas reações. Claro que estou ansioso por cantar as minhas histórias e partilhar esses momentos com as pessoas.

Houve alguma razão especial para escolher “Sail Away” para primeiro single?
Não foi uma escolha fácil mas acho que, tanto pela sonoridade, como pela história, esta música é um pouco a cara do álbum. É um ponto de ligação entre alguns dos outros temas. Acho que vão perceber isso quando ouvirem o álbum inteiro.

Como vê o mundo musical atual? Há uma maior democracia? É hoje mais fácil construir-se uma carreira?
Acho que, sem dúvida, existem mais formas de um artista chegar ao público e de manter uma ligação. Acho que hoje um artista tem que ser mais do que isso mesmo. Principalmente para um novo artista é importante perceber isso, ter uma identidade e de preferência trazer algo novo. Em relação a criar uma carreira acho que o meio atual trás esta facilidade de acesso mas por outro lado talvez crie movimentos e fenómenos mais efémeros pelo acesso natural a tanta coisa nova, ao contrário de como funcionavam as tendências noutras décadas.

Mais uma vez muito obrigado. Já tem datas de espetáculos que possa partilhar com os nossos leitores?
Foi um prazer, eu é que agradeço o convite. Estamos neste momento a preparar algumas apresentações e a forma como vamos definir a agenda. Em breve haverá novidades que terão sempre disponíveis através do meu site (www.coltonbenjamin.com) ou através da página de facebook.

Colton Benjamin fala-nos da sua música.

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