José Menezes. O Saxofone no centro de uma vida ligada ao Jazz.

José MenezesNuma entrevista repleta de conteúdo, José Menezes disse-nos que: «A expansão geométrica a que a quantidade e qualidade dos músicos de Jazz nacionais cresceu nos últimos 20 anos, não foi, de todo, acompanhada pela estruturação de um sistema à sua volta». Daqui a 20 anos gostaria «Que a definição de "serviço público" passe pela criação de uma orquestra Big Band de Jazz na RTP/RDP, de caráter permanente a exemplo do que se passa em Inglaterra (BBC Radio Big Band) ou na Alemanha (WDR Big Band). Que, nessa altura, já estejam solidamente consolidadas estruturas profissionais de apoio e proteção aos músicos de Jazz, já que as especificidades e intermitência do seu trabalho coloca problemas e necessidades que lhes são específicos».

José Menezes, muito obrigado por partilhar este tempo com os nossos leitores. O jazz e a improvisação foram sempre a sua procura enquanto estudante e amante da música?
Sim. Foi o Jazz e os Blues que ouvia no início da minha adolescência que me fizeram preceber que eu próprio gostaria de tocar um instrumento e estudar Música de uma maneira séria... Anteriormente tinha passado por um período (felizmente bastante curto) em que tentei pegar numa guitarra e tocar qualquer coisa. Mas soprar era para mim desde muito miúdo a forma mais natural de tentar fazer música.

Como observa o panorama jazzístico atual de Portugal e quais foram as principais conquistas e evoluções nos últimos anos?
Começo por este 2º ponto. A principal conquista foi, a meu ver, a inclusão do Jazz nos vários níveis de ensino – secundário, profissional e Superior. Isso fez com que nada fosse como dantes. E, facto pelo menos tão importante do que a criação de curriculos, programas, testes e avaliações, essa estruturação do ensino proporcionou a criação de uma grande comunidade (grande, comparativamente ao tamanho do país) de gente muito jovem que se conhece, que se ouve e que troca impressões (e inspirações) e que cria uma massa crítica e ativa que fez aumentar exponencialmnete a qualidade do jazz e diminuir muito a idade a que essa qualidade se revela. Muito importante para a consolidação desta comunidade e para a construção identitária destes jovens tem sido, de há uma dúzia de anos, a "Festa do Jazz" que acontece anualmente em Lisboa e onde pode ser visto e ouvido o trabalho de cada músico, de cada estudante, apreciado de ano para ano a progressão do trabalho da Escolas, festa onde são atribuídos prémios e nomeados os que mais se destacaram no Concurso de Escolas. É um momento marcante para muitos, de uma importância crucial na sua progressão. Daí eu considerar que a estruturação da componente competitiva da "Festa do Jazz" deva ser de um rigor inquestionável ou então deve desaparecer de vez. Uma outra conquista, e não menor do que a que refiro anteriormente, foi a redefinição da própria palavra: Jazz. É muito bom que o seu significado se tenha alargado a áreas estilísticas de certa forma "proscritas" há uma, duas décadas atrás e atualmente a Improvisação tenha conquistado um lugar que transcende estilos particulares, se isto é free, se é bebop, se é funk ou outra coisa qualquer. Isso é muito bom. Desde sempre acho esse quebrar de barreiras estilísticas fundamental para o avanço da Música numa comunidade. Refiro mais uma conquista assinalável nesta última década. A prova de que, quando há vontade política consistente e continuada para apoiar o trabalho criativo dos músicos nacionais, os resultados são tão bons (pelo menos) do que o de outros músicos, noutros países, noutras comunidades. E refiro-me ao apoio autárquico dado à Orquestra de Jazz Matosinhos pela Câmara Municipal dessa cidade e que levou a um momento de grande carga simbólica para o Jazz Nacional: o seu concerto no Carnegie Hall com Lee Konitz, em 2007.
José MenezesRegressando à sua primeira questão (sobre o panorama jazzístico nacional). Se apenas tivessemos em consideração o número de concertos e jam sessions e o ritmo regular a que novos músicos vão aparecendo na cena, poderíamos ser levados a dizer que tudo vai bem, que o Jazz está de saúde e recomenda-se. Não sendo que vá mal, há aspetos que convem sublinhar pela negativa. Se por um lado, e visto "de longe", o panorama nos parece muito ativo, quase frenético, com imensos concertos e jam-sessions por noite, por outro, verifica-se que as condições de trabalho e contrapartidas pagas a músicos pelo seu trabalho se vão desvalorizando a um ritmo rapidíssimo. O que há anos (meses?) era rejeitado como um péssimo cachet, atualmente vai sendo aceite por muitos num rápido resvalar para um limite que não me atrevo a imaginar. Por outro lado, as entidades que tradicionalmente programavam jazz, deixaram de o fazer, elas próprias afetadas por cortes orçamentais impostos a montante. Refiro-me a Autarquias e instituições de referência na área cultural. Assim, a maioria dos músicos são obrigados a auto-produzir-se, recebendo uma percentagem do valor apurado com a venda de bilhetes. A instituição vai compondo a programação da sua sala sem correr grandes riscos e na maioria das vezes são os músicos que acabam por arcar com saldo negativo em relação a despesas tidas com a montagem do espetáculo (ensaios, viagens, materiais de divulgação). Se esta situação se coloca com projetos artísticos mais mainstream, aqueles de caráter mais experimental, são, ainda mais penalizados vendo-se afastados das salas de maior visibilidade e prestígio. Por outro lado há músicos de primeira linha a trabalhar em condições muito abaixo do seu estatuto (e da justa remuneração que esse estatuto implicaria). Este baixo nível de cachets leva a que o tempo dedicado à maturação dos projetos , traduzido em horas de ensaio, tenha de ser drasticamente reduzido o que, por sua vez, tem impacto negativo na qualidade artística dos projetos. Consequentemente esta escassez de oportunidades de performance empurra para o ensino mesmo aqueles músicos que, não tendo grande apetência ou vocação de o fazer, se vêm obrigados a dar aulas. É uma situação geradora de mal-entididos que terá, estou em crer, impacto negativo a longo prazo. Se estes factos se destacam pela negativa, por outro lado há sinais de uma enorme pujança e vitalidade a nível musical e uma enorme quantidade de talento "á solta" nas noites de jazz por todo o país. Também os modelos associativos que têm aparecido últimamente como o Porta-Jazz ou as formas de edição direta como a Sintoma-Records são ótimas e muito positivas respostas.

Como gostaria de ver o jazz português daqui a 20 anos?
O que me diverte mais nas visões futurísticas do mundo é que sempre falham redondamente... (risos). Assim, sinto que a minha resposta a esta questão, é, à partida, irrelevante. Mas respondo, apenas pelo prazer de imaginar. Para além dos meus óbvios votos de expansão e aumento imparável de qualidade do Jazz português, gostaria que todos os agentes ativos em torno do Jazz e da música improvisada (produtores, agentes, críticos, divulgadores, media), tenham, nessa altura, ascendido a uma plataforma de funcionamento, qualidade e maturidade em que os músicos nacionais já hoje se encontram. A expansão geométrica a que a quantidade e qualidade dos músicos de Jazz nacionais cresceu nos últimos 20 anos, não foi, de todo, acompanhada pela estruturação de um sistema á sua volta. Gostaria que o exemplo do que se passa com a Câmara de Matosinhos se tenha estendido a outros locais do País e que as autarquias e quem as dirige tenha finalmente percebido as fabulosas potencialidades do Jazz e da Improvisação como forma de agregação cultural e de dinâmica educativa. Que a definição de "serviço público" passe pela criação de uma /orquestra Big Band de Jazz na RTP/RDP, de caráter permanente a exemplo do que se passa em Inglaterra (BBC Radio Big Band) ou Alemanha (WDR Big Band). Que, nessa altura, já estejam solidamente consolidadas estruturas profissionais de apoio e proteção aos músicos de Jazz, já que as especificidades e intermitência do seu trabalho coloca problemas e necessidades que lhes são específicos.

José MenezesPelo seu percurso formativo no âmbito do saxofone passaram nomes como Jack Walrath, Bill Dobbins, David Liebman, Dave Schnitter, Gerry Niewood, Billy Hart, Jan Garbarek e Joe Lovano. Ainda hoje sente no seu trabalho influências advindas das experiências que partilhou com cada um deles?
Claro que sim, apesar de nem todos me terem marcado da mesma forma ou pelos mesmos motivos. Se um me marcou por uma enorme energia pessoal altamente inspiradora, outro pelo timbre incrível do instrumento, outro talvez mais pelo lirismo das suas frases, outro ainda pela humildade e simplicidade que eu (na altura) não esperaria encontrar num músico que eu venerava. Contudo a maior lição que recebi de todos, sem exceção, foi o seu enorme amor pela música e capacidade de entrega. Mas não só deles recebi lições e inspiração, obviamente. Concertos a que assisti e discos que ouvi, ou alguns músicos com que me cruzei durante todos estes anos, marcaram-me de uma forma que ainda hoje se faz sentir.

Leciona na Licenciatura e no Mestrado em Jazz da Universidade de Évora. Concilia com facilidade a carreira docente com a sua vida enquanto performer? Estas complementam-se?
Ao olhar para trás tenho reparado que a minha atividade se tem organizado em períodos de 10 anos. Nos anos 80 reuni as ferramentas necessárias para "ser músico", nos anos 90 tive uma atividade musical muito intensa e quase nenhum tempo para ensinar e, a partir de 2000, com a criação da Escola de Jazz de Torres Vedras, dei início a uma atividade docente muito mais regular e intensa do que nas 2 décadas anteriores tentando sempre não descurar a performance, na medida do possível e desejável. São atividades altamente complementares, ensino e performance, especialmente as aulas de Teoria às 9.00h da manhã! têm de ser uma autêntica performance (ou os alunos adormecem...). Falando sério, a reflexão e a necessidade de organização a que ensinar obriga são muito importantes, quer para uma transmissão clara e eficaz dos conceitos, quer para uma limpeza e organização mental do performer. Quanto mais conseguir reduzir os princípios de funcionamento musical (teórico ou prático) a noções cada vez mais simples e depuradas, mais eficaz é o ensino e, enquanto performer, mais clara é a forma de pensamento musical. Tenho a certeza de que muitos dos meus alunos saberão do que falo. Por outro lado encaro o palco como a mais verdadeira e eficaz "sala de aula" já que é aí onde, muitas vezes, se aprendem as "verdadeiras" lições . De Música, de vida, de humildade... Atualmente, contudo, não me é muito difícil conciliar estas duas atividades já que a performace se restringe a apenas alguns projetos, ou próprios ou como elemento participante. Espero poder re-orientar a minha energia no futuro e inverter um pouco este equilíbrio.

Foi cofundador da Escola de Jazz do Porto em 1982 e fundador da Escola de Jazz de Torres Vedras em 2002. Existe no José Menezes uma consciência de missão relativamente à difusão deste género musical em Portugal?
Não. Nâo se trata de espírito de missão. A abertura dessas escolas representou sempre uma resposta à situação pessoal, académica ou profissional que eu atravessava no momento. Eu explico. Quando percebi que queria ser músico e estudar Jazz dei por mim numa cidade (Porto) e numa época (1977) em que esse objetivo me pareceu altamente improvável de atingir. Nem escolas de Jazz, nem músicos com quem partilhar informação, nem internet (!), nem livros e talvez um total de 2 dúzias no total de discos (Lps!) de jazz à venda em todas as discotecas do Porto. Apenas um Conservatório, onde me inscrevi, de resto, mas onde infelizmente, se nutria um ódio mais ou menos surdo (o adjetivo é intencional...) ao Jazz. Quando acabei por conhecer 3 ou 4 pessoas nesta mesma situação (os irmãos Barreiros e o Pedro Abrunhosa, por exemplo) a ideia de criação de uma escola de Jazz foi mais ou menos imediata e mais do que espírito de missão, abri-la representou a criação de uma comunidade e de uma plataforma que nos servisse - a nós e aos futuros alunos - de ponto de partida, para aprendizagem e troca de ideias. E veio realmente a funcionar dessa forma. José MenezesOu seja, necessitavamos de uma escola e fizemo-la. Já a abertura da Escola de Jazz de Torres Vedras correspondeu à minha resposta pessoal em face da deterioração das condições profissonais que constatei (eu e muitos outros músicos) a partir do intenso pico de atividade que foi a Expo98. Creio que (infelizmente) acertei naquilo que me pareceu previsível e eminente na altura: um refluxo de actividade musical, a deterioração de cachets e condições de trabalho, a desvalorização da música feita ao vivo, curva essa que, infelizmente, veio a desembocar no estado de coisas que ainda se faz sentir. Com a abertura da Escola de Torres Vedras criei uma alternativa pessoal a esta situação bem como criei um contexto onde eu e outras pessoas puderam, finalmente, pensar exclusivamente em Jazz.

"O Jazz Vai à Escola" é um dos exemplos dessa sua sede de partilhar o jazz e de o encarar como importante no desenvolvimento cultural dos jovens?
O "Jazz Vai á Escola" é um dos projetos que eu mais estimo. Acredito que quanto mais precoce é o contacto com qualquer forma de pensamento artístico ou abstrato, mais sólida, criativa e articulada irá ser, em princípio, a forma de pensamento e a estruturação da personalidade, por um lado, e mais público se formará, no futuro, como consumidor/fruidor nessas áreas artísticas. Acredito muito no poder da Educação. Parece não ser uma coisa que esteja muito na moda, pelo menos, a avaliar pela forma como o Ensino Artístico tem estado a ser cuidadosamente desmantelado, no nosso País. Criei este projecto como complemento educativo da atividade da Escola de Jazz de Torres Vedras e, em parceria com várias Câmaras Municipais da zona Oeste, colocámo-lo no "terreno". Eu e mais 4 músicos fizemos dezenas e dezenas de sessões para os alunos e alunas das escolas Preparatórias e Secundárias. Gostei muito de ir a escolas perdidas no meio dos vinhedos e poder falar áqueles miúdos sobre o Armstrong, do Coltrane ou de como "funciona" um grupo de jazz. Mais tarde o serviço educativo da Fundação Calouste Gulbenkian teve conhecimento deste projecto e convidou-me a integrar o projeto "Descobrir a Música na Gulbenkian". Estivemos 4 anos na sala do Auditório 3 da Av. De Berna com sessões regulares para alunos vindos de várias zonas do País. O projeto atingiu cerca de 8.000 jovens. Em todas as sessões – e foram muitas – para além de Jazz, falámos também de coisas mais sérias como de racismo, de ser diferente ou de gostar de coisas que apenas poucos gostam – como é o caso do Jazz - mas sempre nos rimos imenso e a energia das sessões era ótima. Quero acreditar que foi útil. De momento o projeto está parado aguardando que passe esta época terrível de alheamento em relação à Cultura e à Educação.

O José Menezes já foi solista convidado de várias Big Bands nacionais, o que lhe deu oportunidade de trabalhar com inúmeros maestros. Quais foram os principais nomes da direção com quem já teve o prazer de trabalhar?
Não vou mencionar nenhum em especial já que com todos eles aprendi, a maior parte das vezes pela positiva, algumas pela negativa. Mas, de um modo ou doutro, tudo é aprender. E o mais importante que retive sempre que fui dirigido musicalmente é que, para além da componente técnica, é necessária por parte de quem dirige, uma grande dose de entrega, humildade e empatia com os músicos. Isso foi o que aprendi e que tento integrar no que faço, sempre que eu próprio dirijo um projeto ou uma orquestra. Os melhores resultados musicais vêm daí. Não sou, de todo, um adepto do estilo "Whiplash".

José MenezesQuais os projetos musicais em que se encontra a trabalhar atualmente?
Integro os LUME (Lisbon Underground Music Ensemble) que neste momento, prepara o seu 2º disco, disco que irá centrar-se na música tocada no concerto dos LUME no Jazz em Agosto de 2014. Foi um concerto com algumas particularidades que lhe deixaram uma marca muito especial. Antes de tudo, foi o último que fizemos com o Jorge Reis, meu amigo dos últimos 30 anos e um dos grandes do Jazz português. A energia pessoal e musical do Jorge, a sua criatividade e irreverência marcavam muito aquele grupo bem como qualquer outro grupo que integrasse. Por outro lado foi um grande concerto, talvez o melhor, mais coerente, mais energético dos LUME. E arrisco a dizer isto mesmo correndo o risco de poder parecer uma afirmação demasiadamente subjetiva, já que faço parte da orquestra mas acredito que são sempre os próprios músicos os melhores avaliadores do seu trabalho. O delírio de escrita do Marco Barrosso estava (e continua) num ponto alto, trabalhou-se muito na preparação do concerto e nessa noite, no palco da Gulbenkian, foi patente o envolvimento do público pela música do Marco Barroso e pela energia dos solistas. Sendo a nossa crítica de Jazz o que é – distraída, no mínimo (e são raras as exceções a esta regra...) - não me surpreendeu que esse concerto não tenha sequer sido nomeado na lista dos melhores concertos do ano. O que é que isso importa, posso perguntar? Vale o que vale. Esta ausência diz mais sobre o estado da crítica no nosso País do que sobre o concerto dos LUME. Resta esperar pelo disco onde, esperamos que tenha ficado guardada a energia daquela noite. Noutro registo, tenho colaborado com o quarteto do Daniel Neto, um jovem e talentoso guitarrista e compositor em início de carreira mas com uma direção já bastante definida e interessante. Mantenho também uma colaboração regular com o baterista americano Michael Lauren no grupo que ele denomina "All-stars" e que, para além de mim, tem vindo a incluir gente como Nuno Ferreira, Yuri Daniel, Hugo Alves ou Diogo Vida. Com este último tenho também partilhado a sua mais recente aventura no orgão Hammond e integrado, em alguns momentos, o seu trio. Recentemente tive o convite do baterista Eduardo Lopes para integrar um interessante projeto no cruzamento das artes plásticas e gráficas com a música improvisada, o projeto "Musicking Shapes" cujo disco acabou de sair.

Muito obrigado por todas estas partilhas. Tem novos projetos para apresentar em breve que possa partilhar com os nossos leitores?
O meu projeto "100 Umbrellas" sobre a música de Erik Satie aguarda um momento propício para gravar. Apesar de ter tido uma reduzida exposição os resultados foram muito encorajadores e considero que esta é uma proposta bastante original. Por outro lado, no início deste ano relancei a mim próprio o desafio do quarteto de saxofones. É uma formação que faz parte do meu imaginário musical e que abordei pela primeira vez em 1989, naquele que foi o primeiro quarteto de saxofones português dedicado ao Jazz e á improvisação. Começamos a trabalhar em janeiro deste ano. Novidades para breve, espero. No horizonte próximo (2016) avizinha-se atividade pedagógica e concertos em São Paulo, Brasil, na sequência de um convite que, com muito gosto, já aceitei. Também nesse aspeto, espero ter mais novidades em breve.

José Menezes

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