Brigada Victor Jara numa conversa para dizer “Ó Brigada”

Brigada Victor JaraNão é fácil passar 40 anos de carreira numa entrevista, mas foi o que tentámos numa conversa informal em Coimbra numa tarde de fevereiro. Luís Garção, Arnaldo Carvalho, Catarina Moura e Miguel Moita foram respondendo às primeiras questões mas rapidamente saímos do alinhamento partindo para uma conversa sem programação definida. Enquanto isso, num piso mais abaixo, Aurélio Malva, José Tovim, Joaquim Teles (Quiné), Manuel Rocha e Rui Curto gravavam dois temas inéditos. A Brigada Victor Jara faz parte de um património musical que atravessou gerações. Incumbiram-se da responsabilidade de trazer a tona o melhor da tradição musical portuguesa. Para eles, a palavra e a música são mais do que a junção das partes. Fique a saber porquê na entrevista que se segue.

Vamos começar esta conversa por abordar o vosso início em 1975. O reconhecimento do vosso valor e do valor da música que produziam foi imediato ou, por outro lado, houve um percurso longo até serem identificados como um dos projetos de referência no âmbito da música tradicional portuguesa?
A Brigada Victor Jara surge na zona da Lousã, no âmbito das campanhas de alfabetização. Havia ali pessoas que andavam a abrir estradas e um grupo de estudantes que, curiosamente, sabiam tocar alguns instrumentos. Uns tocavam viola, outros tocavam outros instrumentos... No meio dessas labutas, nesses intervalos, que não eram muitos até porque alguns eram estudantes, havia sempre quem tocasse e quem cantasse. Numa dessas situações, houve alguém que os ouviu e que considerou interessante convidá-los para ir tocar num espetáculo de música, daquela que se tocava na altura e que era música de intervenção, particularmente música chilena. Esse espetáculo seria no Teatro da Lousã. Falamos de uma daquelas noites que se faziam imediatamente a seguir ao 25 de Abril onde se produziam aquelas campanhas de cantos livres, etc. O grupo surge portanto nessa altura. Não com esta formação, ou seja, com a formação que ficou conhecida através dos discos, mas com alguns desses elementos. Foi a partir daí que o grupo começou a interessar-se pela música tradicional e, nomeadamente numa outra fase que foram para a Beira Baixa, para a zona de Castelo Branco. Entre esta fase da Lousã e a de Castelo Branco houve um interregno, pois houve pessoas que fizeram parte desse primeiro pseudogrupo inicial que foram para fora de Coimbra. Por exemplo, o Amílcar fez parte desse primeiro grupo na Lousã e depois foi para o Porto estudar. Portanto houve um certo desmembramento relativamente às pessoas que estavam. Então, quando foram para a Beira Baixa, houve um grande contacto com a música tradicional. Depois houve uma reentrada do Amílcar que estava no Porto e do Seabra que também estava, da Né Ladeiras, do Zé Maria e foi aí que começaram a tocar a música de raiz tradicional. O reconhecimento, que perguntava há pouco, vem muito mais tarde. O Seabra, que foi um dos elementos fundadores que mais tarde abandonou, define num dos seus textos que o reconhecimento público da Brigada acontece quando tocam aqui em Coimbra no INATEL e quando vão a primeira vez a Lisboa para um espetáculo que aconteceu na FIL. É a primeira vez que o público contacta com aquele tipo de sonoridade que pouco depois veio a ser gravada no primeiro disco "Eito Fora". Brigada Victor JaraCedo nos apercebemos de que aquilo seria um êxito retumbante. As pessoas não estavam muito habituadas a este tipo de sonoridade. Era uma sonoridade que lhes abria novos horizontes do ponto de vista musical. As pessoas estavam habituadas a serem servidas com o folclore que vinha dos ranchos folclóricos impregnado da carga que o próprio regime lhe atribuíra. As pessoas estavam habituadas às chulas e aos malhões, ao folclore que vinha do Minho... Quando tomaram contacto com a nossa música que trazia um folclore de raiz tradicional já retocado, e que as pessoas não conheciam, o sucesso foi imediato. Os primeiros anos foram anos de claro sucesso.

Brigada Victor Jara foi o nome que escolheram para este projeto. Ao escolher este nome tiveram claramente a consciência que a sua carga política seria enorme... Foi um ato plenamente consciente?
Sim, claro. Algumas vezes pagámos a fatura dessa escolha. Na altura que fizemos o grupo ainda estava muito presente o acontecimento relacionado com a sua morte. Na escolha do nome houve uma dupla intenção. Homenageávamos Victor Jara como cantor e poeta e aquilo que ele representava nas lutas políticas, trazendo à tona o facto de a música ser muito mais do que servir-se a si própria. Exaltávamos então que a música pode ter um papel pedagógico, um papel político e o papel de afirmação de uma atitude. Pensamos que a Brigada tem vindo a cumprir esses desígnios a que se propôs há 40 anos. A Brigada Victor Jara é uma banda que se dedica à música mas que cumpre o duplo papel, ou o primeiro papel de ter uma atitude perante a sociedade e perante os valores que nos envolvem. Temos estado presentes sempre que tem sido necessário marcar essa diferença.

Estamos em 2015... Continuam a considerar pertinente a utilização da canção e da palavra cantada como forma de luta e de transmissão desses valores de que nos falam? Não consideram que hoje temos muito ruído?
Pode haver mais ruído mas basta ouvirmos uma música do Zeca para vermos que ainda hoje continua a fazer sentido. A forma como hoje se apreende a música não é a mesma do contexto em que apareceu a Brigada em 1975 e nos anos seguintes. A seguir ao 25 de Abril tudo era novidade. Havia um fervor revolucionário em que a palavra contava muito e os cantores desse tempo tinham isso em conta. A história desses anos vai-se buscar em grande parte à questão da música e da palavra. Escrevia-se para o próprio dia. Se era preciso uma canção para uma manifestação, escrevia-se uma letra que tivesse relação direta com aquela manifestação. No caso da Brigada, que tratava a música tradicional, era preciso ir ainda mais fundo para encontrar nos textos de raiz tradicional, uma raiz também política e social. Era preciso ir muito ao fundo de uma canção de trabalho para encontrar uma canção de protesto, de luta e de defesa por um ideal. É evidente que hoje o peso da palavra não é o daquela altura.

Brigada Victor JaraNesses tempos em que começaram a mostrar a vossa música ao público, os recursos técnicos nada tinham a ver com o que vemos hoje... Houve uma evolução enorme. Concordam?
(Todos, quase em coro) Havia um microfone mas era muito bom! (risos).

Esse facto teve influência na vossa forma de tocar e de apresentar a vossa música?
Convém referir que pela Brigada já passaram dezenas de pessoas. Da formação inicial não há ninguém neste momento. O Arnaldo está desde 1977, o Rui está desde 1978, Eu (Luís Garção) estou desde 1980, o Manel está desde 1977, a Catarina e o Miguel vieram mais tarde... Portanto a Brigada refletiu sempre um pouco daquilo que emanavam as pessoas que fizeram parte do grupo em cada momento. Se havia pessoas que entravam e vinham de uma área mais ligada ao rock, por exemplo, logo traziam influências mais do rock cá para dentro. Por outro, lado, como muitos de nós tínhamos as raízes do tradicional, essa linha foi o fio condutor comum que sempre existiu dentro do grupo. O mesmo podemos dizer relativamente à parte técnica. É claro que houve uma grande evolução. É claro que, se estamos num palco a tocar para 20 ou 30 mil pessoas, não podemos estar com um microfone e um bandolim ou um cavaquinho... é muito bonito mas as pessoas não ouvem. Tivemos que nos adaptar um pouco às novas tecnologias. Em Portugal, a partir de uma certa altura, houve uma grande sofisticação técnica e de meios. Para mim (Arnaldo), há um facto que é indiscutível e que veio dar um empurrão nisto tudo e que foi a Festa do Avante. Digo isto despido que qualquer análise de tipo ideológico ou de outro tipo. A presença de sistemas de som para um espaço tão grande, criou uma dinâmica de tal ordem que depois arrastou tudo o resto. Essa sofisticação, hoje é natural mas na altura não havia nada que se comparasse àquilo. Nós tínhamos entre nós aquela célebre frase que era "Só temos um microfone mas é muito bom, pois capta tudo!" (risos). Quando começámos a tocar, tocávamos onde calhava... numa eira, em cima de um atrelado de trator... Chegámos a tocar com um microfone pendurado numa árvore, depois o microfone começou a cair e nós íamos tocando também a cair acompanhando o microfone (risos). Isto porque na altura o que interessava era cumprir o papel, como dizíamos há pouco. Era o papel de estar ao lado do 25 de Abril, de estar ao lado das conquistas da revolução. Esse papel tinha que ser cumprido a qualquer preço. Outros fizeram-nos muito antes de nós como o Zeca, o Adriano...

Mesmo quando começaram a aparecer meios aproximados daquilo que temos hoje, mesmo assim, não deve ter sido nada fácil para os técnicos trabalhar convosco pois vocês precisam de uma enorme quantidade de vias e a captação de instrumentos acústicos exige muita competência e cuidado...
(Catarina) Não é de facto fácil captar tantos instrumentos e com a agravante de serem instrumentos acústicos. As madeiras desafinam imenso, quer seja com as luzes, quer seja com o tempo. Depois ainda há o problema de muitas empresas de som não estarem muito vocacionadas para este tipo de formação com instrumentos tradicionais. Não é muito fácil fazer som a um grupo deste tipo. Brigada Victor Jara(Luís Garção) Normalmente, numa banda há cinco ou seis elementos e destes há seis ou sete instrumentos. No nosso caso é diferente. Só eu posso ter ao meu lado cinco ou seis instrumentos diferentes. O Aurélio pode ter mais dois ou três instrumentos de corda, depois mais uma gaita-de-foles... A diversidade de instrumentos e de timbres gera por vezes alguma confusão para alguns técnicos. Mas também temos que dizer que temos encontrado muitos bons técnicos a fazerem um bom trabalho por este país fora. Eu (Arnaldo) considero que, se há uns dez anos atrás teríamos dificuldade em eleger um ou dois técnicos com quem gostássemos de trabalhar para fazer som de frente, hoje o leque alargou-se um pouco. Hoje temos muita gente jovem com muita qualidade, nomeadamente gente que fez música ou que ainda faz e que, trabalhando com som, manifestam ouvido e bom gosto. É preciso saber captar o timbre dos instrumentos pois não é a mesma coisa que captar uma guitarra elétrica, sem desprimor para a guitarra elétrica, obviamente. (Miguel Moita): Por outro lado a evolução tecnológica também levou à evolução dos técnicos.

Sim... e o facto de termos cada vez mais festivais também traz a Portugal outras visões e outros técnicos que acabam por nos influenciar com o que vem de lá de fora...
Nesse aspeto também fomos pioneiros pois fizemos muitos festivais lá fora. Aliás fomos um dos primeiros grupos a tocar num dos maiores festivais do mundo que é o festival de Vancouver no Canadá. Fizemos também digressões em Inglaterra... Só para dar um exemplo, pego naquela política que nós cá temos que é chegar ao local fazer teste de som, ir jantar e depois vir fazer o espetáculo. Tendo em conta que o teste de som pode durar duas ou três horas... Nós já tocámos em sítios na Inglaterra ou no Canadá em que o espaço entre os grupos era tão pequeno e quase ao cronómetro que nem sequer havia teste de som. Era chegar, ligar as vias e tocar. Eles sabiam muito bem aquilo que estavam a fazer. Na primeira música eles colocavam tudo no lugar. Fizemos muitos bons espetáculos com bom som nestas condições. Lembro-me (Arnaldo) de um dos festivais onde vi pela primeira vez semáforos para termos noção do tempo. Quando passava a amarelo sabíamos que estava perto do fim e quando vinha o vermelho tínhamos que acabar o espetáculo (risos). Logo esta evolução que vemos agora aqui também veio de lá de fora.

Já correram quase todo o mundo mostrando a vossa música...
Sim, mas ainda há muitos sítios onde gostaríamos de ir.

Talvez o "Ó Brigada" vos traga essas oportunidades.
Nós (Arnaldo) andámos muito nos anos 80 e 90. Há dias quando revíamos os apontamentos de 40 anos de Brigada Victor Jara dei conta de que realmente já corremos meio mundo... (Luís Garção) Aliás, até já tocámos em países que já não existem (risos)... essa é outra questão: Já somos tão velhos, mas tão velhos que tocámos em países que já não existem (risos). (Arnaldo): Isso teve a ver com o papel de pioneirismo que nós tivemos. Houve fases da nossa carreira em que estávamos mais tempo nos Açores do que aqui no continente. Tocámos nas ilhas todas várias vezes. Passávamos lá temporadas de festival em festival.

Essa é uma questão que nos faz levantar outra. Vocês eram ou são músicos profissionais, ou seja, só fazem música?
A primeira ressalva que quero fazer (Luís Garção) é a de que não ficámos ricos (risos). Alguns de nós éramos músicos profissionais mas a maioria tinha outras profissões.

Tinham então que jogar com as férias?
Brigada Victor Jara(Arnaldo) É evidente que cada um tinha que jogar com as suas possibilidades. Alguns de nós trabalhávamos na função pública e tínhamos algumas prerrogativas como licenças sem vencimento... Houve também, a partir de uma certa altura, um reconhecimento de que a Brigada Victor Jara era uma componente importante de divulgação da cultura portuguesa, nomeadamente da música. Havia portanto algumas facilidades para que as pessoas se pudessem deslocar. Sem isso teria sido impossível. (Luís Garção) Fomos a Macau na altura do 10 de Junho, fomos ao Brasil na altura dos 500 anos da Descoberta do Brasil em delegações oficiais, logo aí houve alguma facilidade para alguns que eram professores, por exemplo, para poderem faltar e representar o país nesses eventos. Por outro lado havia as férias. O pessoal que andava a estudar também aproveitava as férias para tocar e quando não estava de férias não ia às aulas e o pessoal que andava a trabalhar tinha que jogar com as férias ou muitas vezes ir tocar e chegar a casa e ir direto para o trabalho. (Arnaldo) Há um aspeto que já foi abordado por nós algumas vezes e que chegou a ser ponderado em algumas fases da nossa carreira... e que se prende com o facto de darmos ou não o salto para uma carreira profissional. Houve até propostas concretas para o fazermos. Mas nunca demos esse passo, por várias razões e também porque a vida da música não é fácil nem muito previsível. Se por um lado o facto de não nos termos tornado um grupo profissional pode ser encarado como um constrangimento, por outro, pode residir aí o segredo de nos termos aguentado 40 anos como grupo. Tendo outras atividades profissionais, acabamos por fazer a parte musical com uma dose de prazer muito grande pois não dependemos desta para sobreviver.

Falávamos há pouco desse reconhecimento que a Brigada alcançou que até possibilitava um conjunto de facilidades para que pudessem levar a vossa música em tournées pelo estrangeiro representando o nosso país. Há algum reconhecimento público ou prémio que se distinga na vossa galeria?
Não ganhámos nenhum Grammy (risos). Mas temos a Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Câmara Municipal de Coimbra, o Prémio José Afonso, o prémio RDP ANTENA 1 88/89, o prémio que era atribuído na altura, penso que em 82, pela Revista Nova Gente...

Esperam que os "40 anos" vos tragam mais algum reconhecimento público, eventualmente até mais "emblemático" a nível nacional?
De facto devemos ser dos grupos mais antigos no ativo mas nunca corremos atrás de nada. Às vezes, nem nós nos damos o merecido valor que temos. Isto tendo em conta aquilo que já fizemos, e quando digo nós, refiro-me a todos os que já por aqui passaram juntamente connosco. Este percurso é o de todas estas pessoas. Umas começaram, outras continuaram. Agora, com esta campanha de crowdfunding, deu para termos a noção do carinho que inúmeras pessoas têm por nós e pelo nosso trabalho. Temos ali o nosso produtor José Moças que desde a primeira hora nos apoiou. Mostrou logo apoio assim que fomos ter com ele para a realização desta campanha. Ao longo de todos estes anos fomos criando muitas e boas amizades e isso é o mais importante na vida e o que nos vai dando ânimo para continuarmos. Com esta campanha na internet estamos a ter uma real dimensão, ou pelo menos, uma dimensão mais clara de que realmente há muitas pessoas que gostam de nós e que se calhar nós próprios não temos gostado tanto de nós próprios como deveríamos. Isto faz-nos pensar nas coisas e em como vamos fazer daqui para a frente. Por duas vezes fomos tocar a França, numa ilha, e no primeiro ano em que lá estivemos fomos considerados o melhor grupo do festival e estavam lá grandes grupos da nossa área e não só. Isto para dizer que nós por vezes não damos a devida importância a estas coisas.

Brigada Victor Jara

São realmente 40 anos de música que deverão efetivamente ser respeitados. Sentem que hoje é mais difícil ouvirem a vossa música passar nas rádios? Há excesso de informação? Há pouca triagem?...
Atualmente sai muita música todos os dias, há muita informação e há muita coisa boa que passa ao lado. Os portugueses hoje também estão mais virados para outros tipos de música. Com a criação das playlists houve um afunilar incrível. (Arnaldo) Ainda hoje dei conta de uma coisa relativamente ao disco de um amigo meu que saiu há pouco tempo. O disco dele tem várias músicas mas na rádio passa todos os dias a mesma música... (Luís Garção) Fazemos o nosso trajeto como sabemos e como gostamos. (Miguel Moita): Antigamente, quando saía um disco, isso era um acontecimento importante. Nós tínhamos tempo para abrir os discos, ver quem tinha tocado no disco, ler as letras... Neste momento a informação é tanta que nem conseguimos disfrutar desse conjunto de prazeres inerentes ao disco.

Estaríamos aqui com todo o gosto pela tarde dentro mas nestas coisas sabemos que não pode ser assim. Não poderíamos no entanto sair daqui sem saber um pouco mais sobre este "Ó Brigada" que está quase a sair. Sabemos que consiste numa coletânea dos dez discos já gravados pela Brigada Victor Jara mas não pudemos deixar de reparar quando aqui chegámos que estão a gravar novos temas... Vamos ter temas inéditos nesta caixa que chegará em breve a casa dos portugueses?
(Luís Garção) Não é bem assim (risos). O primeiro objetivo é fazer uma caixa com os 10 discos que editámos ao longo destes 40 anos e com um livro que vai ilustrar toda a informação sobre esses discos. Esse livro terá depoimentos de antigos elementos da Brigada, depoimentos de outras pessoas ligadas à Brigada ou que por uma razão ou outra nos dizem alguma coisa, como o Manuel Freire, o Janita Salomé, o Vitorino, o Carlos do Carmo, entre outros. Esse é o "bolo". Nós, posteriormente, decidimos gravar dois temas inéditos e juntar mais três que já foram gravados mas não nesses 10 discos que estão na caixa. Estes cinco temas serão uma "prenda" para oferecer às pessoas que fizeram a pré-compra da caixa com os 10 discos.

Estão a preparar concertos para apresentar este "Ó Brigada"?
Sim, iremos ter concertos relativos ao "Ó Brigada" e aos nossos 40 anos mas também os concertos que já faríamos mesmo que não saísse a coletânea. Os concertos começarão em abril. Esta tour começará no programa do Armando Carvalhêda, ou seja no "Viva a Música" da Antena 1. A partir desse dia começarão os concertos pelas cidades do país.

Brigada Victor Jara

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