Carlos Paião evocado pela Orquestra Filarmonia das Beiras em Anadia

Os grandes sucessos de Carlos Paião subirão ao palco da Praça da Juventude de Anadia no próximo dia 15 de julho. “Reviver Carlos Paião” é um espetáculo protagonizado pela Filarmonia das Beiras sob a direção de António Vassalo Lourenço.

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Reviver Carlos Paião com a Filarmonia das Beiras em Anadia

Anadia recebe mais uma vez a Orquestra Filarmonia das Beiras. Desta vez o espetáculo é dedicado ao reportório de Carlos Paião. O espetáculo acontecerá no dia 15 de julho pelas 22 horas na Praça da Juventude estando integrado no âmbito da programação do “Às Sextas na Praça”. Como tem sido hábito, este evento organizado pela Câmara Municipal de Anadia contará com entradas gratuitas.

O espetáculo “Reviver Carlos Paião”, apresentado pela Orquestra Filarmonia das Beiras será dirigido pelo maestro António Vassalo Lourenço, contando ainda com a participação de Catarina Vita, Teresa Pereira, Raquel Garcia e André Lacerda nas vozes. O concerto constitui-se como uma boa oportunidade para recordar a obra de um músico que, numa curta mas fulgurante carreira, nos deixou êxitos como “Pó de Arroz” ou “Cinderela”, entre muitos outros.

A importância destes concertos protagonizados por uma orquestra com caráter regional

A Orquestra Filarmonia das Beiras tem realizado um trabalho ímpar no que concerne à formação de públicos. Ao empreender projetos que possibilitam a interpretação de música ligeira por uma orquestra possibilitam uma maior aproximação com públicos que de outra forma nunca iriam ouvir uma orquestra.

A 17 de março deste ano falámos sobre esta e outras questões com o Maestro António Vassalo Lourenço que nos disse: 

«Uma Orquestra Regional tem que ter muitos objetivos. Genericamente a nossa missão primeira deveria ser: levar a música sinfónica do tipo orquestral às populações que estão mais afastadas dos grandes centros e que têm menos acesso a este tipo de música. Isto está nos nossos estatutos, está nos objetivos do despacho normativo que criou as orquestras regionais. É um objetivo transversal e compreensível. Mas a verdade é que no terreno nem sempre temos público para isso. Portanto, o processo de implantação da Filarmonia das Beiras, como o das outras orquestras não foi fácil. Temos que perceber que, conforme os territórios, as realidades sociais e culturais são diferentes. Nós estamos implantados num território muito grande. A Região das Beiras é um território imenso e, se calhar, somos das orquestras regionais com menos apoios autárquicos. Isto quer dizer que ainda há um afastamento muito grande dos municípios e dos seus responsáveis para este tipo de cultura e para este tipo de música. Dentro deste objetivo genérico de levar a música a estas populações, o nosso primeiro trabalho tem que ser captar essas mesmas populações, esse mesmo público e depois educá-lo de forma gradual para que se mantenha fiel e continue através das gerações seguintes. A nossa abertura a outros géneros musicais vem precisamente na linha da necessidade que sentimos de ter que diversificar os públicos. Também o fazemos porque nos dá imenso prazer fazê-lo. Podemos dizer que já tocámos com alguns dos principais nomes da música portuguesa noutros campos. No jazz, Maria João, Mário Laginha, Bernardo Sassetti são os principais nomes de referência mas não foram os únicos. No âmbito da música rock, os concertos com o Rui Veloso são emblemáticos. No fado poderemos referir a Mariza, a Carminho, o Camané... Na música brasileira tocámos como Gilberto Gil, o Ivan Lins... Na música pop poderei ainda referir o Paulo de Carvalho. Na música de caráter mais tradicional tocámos com o Vitorino, por exemplo. Estou somente a lembrar-me dos nomes mais recentes pois há mais tempo a Orquestra tocou com os Xutos & Pontapés. Por um lado, estes projetos dão-nos prazer e nós consideramos que há espaço para a junção destes projetos com uma orquestra clássica. As experiências também têm sido muito positivas do ponto de vista artístico. As experiências que tivemos com estes grupos foram sempre muito enriquecedoras. Lembro-me agora de um caso bem recente que foi o do concerto com os Jafumega e do qual irá sair brevemente o DVD. As experiências que acabo de referir foram muito interessantes do ponto de vista artístico mas também tenho a perfeita consciência de que foram fundamentais para podermos alargar o nosso público. Com estas experiências acabámos por chegar a muito mais público e hoje a orquestra é muito mais conhecida do que era há 10 anos, ou há 20 quando começou. A orquestra tem vindo a ser mais conhecida e até mais acarinhada pelo público da nossa região. Hoje temos a perfeita noção de que temos pessoas a assistir aos nossos concertos de música “considerada clássica” e que essas pessoas nos conheceram através desses outros concertos ligados aos diferentes géneros».

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